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Este texto não é de humor. É de amor.

Portugal precisa de crianças. Muitas crianças.

Em Portugal estamos a ficar velhos. Numa linguagem mais moderna, devo escrever que estamos a ficar um país de seniores. De acordo com as últimas contas de 2011, por cada 100 jovens, temos 128 seniores! Nas contas anteriores este último número era 108. Daqui a alguns anos, se não fizermos filhos, em cada 3 pessoas, uma será sénior de 65 anos ou mais.

Evitando clichés, é bom que se diga que as crianças não são o melhor do mundo. As crianças são o mundo. São o futuro. No limite do absurdo, sem crianças não haverá futuro, não haverá mundo. Mais gravoso: por este andar a Europa acaba primeiro, e Portugal acaba primeiro que a Europa. É que do outro lado do Mundo continua-se a fazer filhos. Muitos filhos. Deste lado, não! Não há memória de serem tão pouco os bebés nascidos em Portugal, como em 2012. Em 1973 Portugal era um dos países mais jovens da Europa ocidental. Em 2013 é um dos mais envelhecidos.

Não falta sexo, em Portugal. E anticoncepcionais também não. Há pílulas para todos gostos, até para o dia seguinte! E comprar camisinhas é tão simples como comprar cigarros. Sim, é fácil não fazer filhos.

Sem desculpas, é bom que se desmontem os argumentos do auto conforto:

- Ter filhos para quê? Para aumentar o desemprego?

- Ter filhos para quê? Para acabarem na droga?

- Ter filhos para quê? Para emigrarem?

Ora, ter filhos para quê?! Para garantir a sustentabilidade da continuidade da espécie. Em Portugal. Nem mais.

Todos sabemos que simplificar excessivamente e generalizar é sempre perigoso e incorrecto. No entanto, é óbvio que para Portugal equilibrar o seu desenvolvimento social, cada um de nós “está obrigado” a gerar um filho. As contas são de aritmética: dois filhos por casal. Ainda que respeitando a liberdade individual de cada um, quem não faz filhos não dá o que lhe deram: vida. E sem vida(s) não há futuro.

Claro que no actual contexto económico e financeiro e na actual conjuntura de valores da nossa sociedade, ter filhos é um acto de (muita) coragem. A boa notícia é que nos anos 60 e 70 também era! E hoje tudo é e está bem melhor. Temos melhores hospitais, melhores escolas, melhores estradas e o acesso a tudo é mais fácil para (quase) todos.

Portugal precisa de filhos.

…talvez seja melhor parar de ler, atire com o jornal para onde lhe apetecer, e faça uma criança! Ah! E quando ela souber ler, mostre-lhe este texto e diga-lhe a sorrir: foi “aqui” que o futuro começou!

 

(texto publicado no Jornal Folha do Centro, edição de sexta-feira, 18 de janeiro de 2013)

 

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publicado às 11:53


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