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Não leia este texto. Siga. Vire a página.

Se tiver muita vontade de ler, deixe para Janeiro, que é só pró ano!

O aviso está feito. Se decidiu ler, depois não se lamente.

Portugal chega ao final de 2013 mais vazio.

Portugal acaba 2013 mais pobre.

Portugal termina 2013 mais velho.

Portugal é Você!

Sim, Você!!!

Não tem um amigo, um familiar, um colega, um conhecido, que emigrou? Pense bem, de certeza que tem.

Sim, Você!

Não ganhou menos, não pagou mais impostos? Se assim foi e o “foi” foi lícito, aproveite a quadra e distribua um pouco da excepção que é. E parabéns. E previna-se, que em 2014 vão estar de olho em si- é como se estivesse revestido a luzinhas pisca-pisca.

Sim, Você!

Não deu conta que cada vez nascem menos crianças, não deu conta que muitos jovens partiram? Claro que deu conta, ainda que possa preferir fazer de conta que não deu conta.

Ainda está aí? Vai continuar a ler? A decisão é sua.

Sim, Você, está mais vazio, mais pobre, mais velho! Enfim, nem tudo é assim tão mau. Estar mais velho é o fundo de garantia de estar vivo. O que é aborrecido é estar a ficar mais velho rodeado de mais velhos, mas…

Se Você é Portugal, Você está assim.

O austericídio é facto. Mas facto não quer dizer sempre.

Não há mal que sempre dure!...

O que está vazio, mais cedo ou mais tarde, volta a encher.

O mais pobre, um dia, poderá ser mais rico.

O velho, pode sempre fazer qualquer coisa de novo.

Quando assim for, gritaremos “vivas” e esqueceremos tudo o que passámos, daremos graças e agradecimentos, ainda que o que foi não volte a ser.

Isto só acaba com a morte.

E estamos vivos.

Custa a escrever “boas festas”, mas não devemos deixar de celebrar o (re)nascer:

Feliz Natal.    

 

(Publicado no Jornal Folha do Centro, edição de segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013)    

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publicado às 12:03

Portugal

23.11.13

Portugal.

Talvez o melhor país do mundo para viver!

Talvez o melhor país do mundo para viver com sol!

Talvez o melhor país do mundo para viver com o sabor de uma gastronomia rica, variada, farta!

Talvez o melhor país do mundo para viver o prazer de beber um vinho único, distinto, tão austero quanto doce!

Portugal

Talvez o melhor país do mundo para viver em segurança!

Talvez o melhor país do mundo para viver com o mar, a montanha e a planície!

Talvez o melhor pais do mundo para viver com a música, a dança, a escrita, o desporto, a natureza!

Portugal

Talvez o melhor país do mundo para viver a gerar riqueza, a produzir, a trabalhar!

Talvez o melhor país do mundo para viver e ter filhos, e ter avós, e ter amigos!

Talvez o melhor país do mundo para viver...A SORRIR!

 

E, neste Potugal assim, sente-se um...

Vazio 

Um dia talvez se consiga fazer a História destes anos, deste terrível começo de século que levou Portugal para o vazio onde nos encontramos, um vazio tecido por uma nova emigração que procura, outra vez fora de Portugal, o que o país lhe não pode dar;

um vazio de ideias e de protagonistas políticos, um vazio que vive no conformismo, que não tem rasgo além da obediência.

Este nosso Portugal é o retrato de um país que encomendou estudos que ignorou;

que teve oportunidades que desbaratou;

que recebeu milhões que desperdiçou;

que foi megalómano ao ponto de deixar o básico e fazer o supérfluo;

que não conseguiu pôr a justiça a funcionar a metade do ritmo a que aumentou impostos.

Este é ainda o país onde o Estado entende que a sua missão é dificultar e não ajudar a criar.

 

É um país carregado de oportunidades, mas perito em semear dificuldades.

 

Dantes, tínhamos industriais, mas não tínhamos designers; hoje temos designers, mas não temos novos industriais.

As coisas parece que crescem onde não devem, e encolhem onde deviam aumentar.

 

Portugal, de que é que tu estás à espera?

https://www.youtube.com/watch?v=HXH3IiqRU7o 

(clique aqui, para ouvir e ver Jorge Palma a interpretar «Portugal, Portugal» no Metro de Lisboa)

 

(texto «Vazio» de Manuel Falcão, Esquina do Rio, blog e publicado no Jornal de Negócios; e música de Jorge Palma, «Portugal, Portugal») 

 

(partilhado em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 25 de Novembro, 18:30, na Rádio Boa Nova em FM 100.2 e em radioboanova.com)   

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publicado às 16:51

Nunca escrevi assim um título. São duas citações de outrem. É um título roubado. Sem dúvida.

«O maior desapontamento», foi a expressão da confissão do Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, quando se referia ao desemprego que está a atingir mais de um milhão de pessoas.

«Para quê?», foi a interrogação triste, algo resignada, de uma senhora anónima para o senhor do café onde comprava pão, num entretanto de troca de «bitaites» sobre «esta desgraça» de um país que está desgraçado. (o crédito mal parado da banca subiu, num ano,  de

 4,56% para 6,29%)

 

Há instantes compostos pelo som de palavras que nos agarram e nos vestem a todos de igual! 

De nada nos serve o que sabemos, o que estudamos, o que lemos, o que pensamos, o que acreditamos. Aqui estamos todos, sob o «desapontamento» que faz eco no «para quê?» 

 

Os números, outra vez, frios como sempre, claros como nunca:

- Um desemprego de 18,2% para 2013, quando a Troika nos dizia em 2011 que em 2013 seria de 12,4%?!!!!????

O desemprego dos jovens ronda os 40%!!!! Quarenta por cento!!!!

- O défice, afinal, em 2012, foi 6,6%...ligeiramente inferior ao défice de 2011!!!!!!

Perante tal descalabro a Alemanha não se inibiu, esta semana, de falar em défice zero para 2015!...como? À custa de quê e de quem?  

- A dívida pública subiu para quase 121% da riqueza que geramos!!!!

Um páis falido, destruído, vazio, triste, sujeito a tanta austeridade e tanto imposto (e tanta miséria), para obter como resultado um desemprego record, um défice monstruoso e uma dívida que, simplesmente, é impossível de se pagar.

 

E como confiar nesta gente (Troika e Governo) que muda os números todos em tres meses, sim, em três meses!!!!

Vejamos exemplos do que mudou nas previsões para 2013, entre Dezembro de 2012 e Março de 2013 (6ª e 7ª avaliação da Troika):

- PIB: de -1% para - 2,3%

- Investimento: de -5,5% para -7,6%

- Desemprego: de 16,4% para 18,2%

- Dívida pública: de 122,2% para 123,7% do PIB.

Como é possível errar tanto e em tão pouco tempo? Como pode esta gente, perante este cenário apocalítico, encher a boca de intenções com o desejado "crescimento económico"?

 

A palavra escrita é a pedra amarrada ao pé que num ápice nos pode levar para o fundo, mas volto a escrever o que já escrevi há três anos:

- A dívida Portuguesa não tém solução: ou é objecto de perdão ou se empurra para uma distância a perder de vista....

- Sair do Euro poderá ser uma tragédia. Estar no Euro também.

- Perdeu-se uma geração (ainda «que se tenham salvo os bancos», como disse Martin Schulz).

- Ninguém, ninguém mesmo, sabe como tirar o País ( e a Europa ) do buraco negro onde está.

 

Aqui chegados, tristes com o «desapontamento», indignados e resignados no «Para quê?», somos assolados pela revolta:

«Como foi possível "isto" nos ter acontecido?»

«Quem nos fez "isto?"» 

    

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publicado às 18:20


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