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A A25 é uma estrada cravada em assombrosas paisagens, com postais indizíveis de nascer e por do sol, que se transformam com as estações do ano, em sublinhados de pintura que nos inquietam a alma, tanta é a beleza.

É nestes cenários, que o pensamento e as reflexões sobre o Interior, muitas vezes fazem curva e contra-curva. O entusiasmo do pensamento sobre o futuro do Interior, por vezes, quase para, tal como algumas das viagens, quando o nevoeiro das Talhadas obriga a viatura a seguir a pé-ante-pé.

A estrada que alargou de IP5 para A25, aproximou o mar à serra. E como Portugal ainda tem menos largura que altura, quase não se percebe a razão da definição de Interior - talvez seja só isso, uma definição - tão instante é o instante necessário para do mar subir a montanha, ou da montanha mergulhar no mar.

O Interior em 2017 ardeu. Em 2020 adoeceu.

Caramba, em tão pouco tempo é muito. É muito, para uma região que já sofria de uma longa doença de perda de geração de riqueza, de envelhecimento e de despovoamento.

Os do Interior são valentes, mas mansos.

E o ser assim é bom, não ajuda a levantar voo.

Foi em plena A25, sob uma imagem deslumbrante de um céu que nos convidada a voar, que dei com o pensamento a sentar o Interior no avião da TAP, a nossa companhia aérea que, para continuar a voar, precisa de milhões para pagar o custo da doença que quase a matou e mais milhões para investir no levantar para o futuro...e voar.

É isto: o Interior que se “desTAP”, que mostre ao mundo os efeitos do fogo e agora da doença, que grite como valente pouco manso, o quanto é imprescindível para o País ser Inteiro, que faça contas e reclame os milhões que precisa para...voar!

E se no caso TAP talvez seja discutível o ter despachado os privados, que seja claro que no interior do Interior tem de prevalecer o interesse coletivo e não o interesse privado e pequenino de alguns pseudo-senhorios, que se “assustam” com a turbulência de ver o Interior a voar.

O risco do desTAPar é ver-se tudo.

Se o Tudo forem Todos, de uma vez e a uma só voz, talvez possa a vir a ser melhor e mais seguro, o voar do Interior que o da TAP.

Vitor Neves

(publicado no iornal Folha do Centro, 22 de Dezembro de 2020)

ps: que a prenda deste Natal seja o fim da Pandemia. Assim sendo, será um Feliz Natal para Todos!

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publicado às 19:45

desTAPe-se II

14.06.15

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Não vamos começar a escrever "só neste país". Mas podíamos. Mas devíamos.

A TAP está, finalmente, vendida. Está?

Está? A quem?

A comunicação social passou a semana a pintar de Azul o novo dono brasileiro-americano da TAP: David Neeleman.

No primeiro dia do fim de semana um homem veio dizer ao mundo: "sou o patrão de que a TAP precisa". É português, é o Barraqueiro, Humberto Pedrosa. 

Bruxelas vai validar (acreditar ?) este consórcio maioritariamente luso-comunitário?

Está?

O PS, que não foi tido nem achado, sente-se mandatado para anular o negócio. Se quiser. Se (quando?) puder.

Está?

E se os bancos não aceitarem uma nova maturidade para a dívida?

Está? Se não está devia estar, vendida. Antes que seja tarde, demasiado tarde. 

O estado não existe para voar, e nem tão pouco sabe. Assim, não precisa de aviões para nada.

É a razão sem contemplações com a emoção. Mesmo que doa.    

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publicado às 22:40

desTAPe-se

17.05.15

Uma semana TAP. E a TAP, que está financeiramente desTAPada, TAPou quase tudo, quase todas as notícias... até as notícias dos bancos, até as notícias dos défices. 

TAP.jpg

Os bancos.

Em portugal temos mais um banco que, se desTAPado, pode ser um caso...."as semelhanças do processo - com o BES - são demasiadas para ser mera coincidência", diz o jornalista João Vieira Pereira do Expresso, ao referir-se ao Montepio.

Como bem escreve o referido jornalista este fim de semana no Expresso Economia: "A Lehman Brothers faliu. A banca irlandesa foi toda nacionalizada. Os gregos injectaram em dois anos 82 mil milhões nos seus bancos (contas de Varoufakis). E os Espanhóis gastaram 51 mil milhões.... . Mas em Portugal, dos 12 mil milhões facilitados pela troika só metade foi usada. Ou os nossos bancos eram muitos bons, assim tão bons como o BES, ou algo está bem escondido que ninguém consegue, ou quer, ver." Estará tudo bem TAPado? Há coragem para desTAPar?

O défice.

O défice são contas desTAPadas, mesmo que seja com tolerância de 3%. Na Europa quem primeiro saltou o défice dos 3% foi a Alemanha!!! A Inglaterra, onde Cameron acaba de conseguir maioria absoluta, o défice é de 5,2%. E, tal como a França, tem até 2017 para baixar até aos 3%. A Finlândia, que tanto criticou Portugal, não cumpre nem com défice nem com os limites da dívida. Portugal vai, em 2015, honradamente ficar abaixo dos 3%. Todo desTAPado, talvez mesmo sem a TAP, pobrezinho.

Sim, sem a TAP. Goste-se ou não, só um privado pode TAPar o buraco da TAP, gerir a TAP e manter a TAP no ar. A voar.

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publicado às 16:45


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