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O Luís Afonso, cartoonista, publicou hoje no Público o que em baixo partilhamos:

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O que motivou a inspiração do génio português do alentejo foi a notícia que a seguir se publica, sem mais comentários.

"O grupo dos 1% mais ricos do mundo detém 110 biliões de dólares (81 biliões de euros) e controla mais de metade do património mundial, segundo o relatório elaborado pela Oxfam para o Fórum Económico Mundial, em Davos. 85 pessoas detêm uma riqueza igual à da metade mais baixa da população mundial.

A confederação internacional que procura soluções para a pobreza adverte que os actuais “níveis extremos de concentração de riqueza” ameaçam excluir centenas de milhões de pessoas das oportunidades de desenvolvimento, segundo o relatório elaborado para apresentar em Davos. O Fórum Económico Mundial cita as desigualdades como a segunda maior ameaça à estabilidade.

Se a riqueza detida pela metade da população mundial com menor acesso a recursos é igual à das 85 pessoas mais ricas, o grupo de 1% das pessoas com maior património detém o equivalente a 65 vezes a riqueza da metade mais pobre da população mundial, lê-se.

“Uma certa medida de desigualdade é essencial para induzir crescimento e o progresso, recompensando aqueles que têm talento, conquistam aptidões e a ambição para inovar assumir riscos produtivos”, enuncia o relatório. “Contudo, os níveis extremos de concentração de riqueza que ocorrem hoje ameaçam excluir centenas de milhões de pessoas de se apropriarem dos benefícios dos seus talentos e trabalho árduo”,conclui.

Nas últimas décadas, o mesmo grupo de 1% conseguiu aumentar a sua riqueza em 24 dos 26 países para os quais a Oxfam detém dados relativos ao período de 1980 a 2012. Os mais ricos também estão a sair de forma mais favorável da crise que ocorreu em 2008, sendo que 1% da população dos Estados Unidos da América captou 95% do crescimento gerado desde 2009."

Fonte: Jornal de Negócios

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publicado às 22:02

Decisões para gerações...contra a Europa.

 

«Dados de agosto revelados por António Saraiva, presidente da CIP, num seminário da Aerlis, indicam que as taxas de juro médias das sociedades não financeiras em Portugal se situaram nos 6,4%.

A média europeia foi de 3%.

Os custos de contexto, a energia e as imposições fiscais continuam a ser um drama, sendo que o maior problema é o atraso de pagamentos.

O Estado é um mau exemplo com dívidas de 2600 milhões de euros aos fornecedores.

Estes são todos argumentos contra o crescimento do IDE em Portugal, contra o investimento de empresas em Portugal, contra o crescimento de empresas com dimensão no país.

E é aqui que se luta em termos de concorrência global, em termos de criação de mercado de trabalho e em termos de manutenção da independência do país.

Estes dados de fundo merecem a atenção dos poderes políticos do país, e não lutas mesquinhas de território eleitoral. Mas, efetivamente, ninguém quer saber dos verdadeiros temas que envolvem decisões para duas, três ou mais gerações.

Estamos no mundo do imediatismo, do efeito multiplicador irracional e dos números não justificáveis a prazo.

A União Europeia, por seu lado, não está muito melhor. Há dois ou três países em boas condições, mas a grande maioria tem problema de défice graves e saldo estruturais primários difíceis de gerir e ficam contentes com crescimentos de 0,1% ao trimestre!»

 

O texto que acima se publica foi escrito ontem, sexta-feira, 1 de Novembro, no Jornal Oje.

 

Com diferença de horas lia-se no Público

Álvaro Santos Pereira afirmou que “se não baixarmos impostos a economia portuguesa não tem futuro”. Numa intervenção durante a conferência Portugal em Exame em Lisboa, o ex-ministro da Economia defendeu que a redução da carga fiscal deve ser “a prioridade número um”.

“O crescimento económico nunca vai ser sustentável com esta carga fiscal. A fiscalidade está a asfixiar a e economia e as famílias portuguesas”, referiu na conferência organizada pela revista Exame, acrescentando que nos gabinetes do primeiro-ministro, ministro das Finanças e da Economia do Governo que sucedere ao actual executivo de Pedro Passos Coelho deve constar um cartaz com a seguinte frase:

“O mais importante é a baixa de impostos, estúpido”.

Álvaro Santos Pereira, que abandonou o Governo em Julho deste ano tendo sido substituído por António Pires de Lima, defendeu que “ter um IRC a 10% é imperativo” para que Portugal possa vender-se como “o destino mais competitivo da Europa” para o investimento directo estrangeiro.

Santos Pereira acredita que a harmonização fiscal na Europa é um mau princípio. “É uma ideia à União Soviética”, disse.

Para Santos Pereira, essa harmonização fará com que “os países fiquem sem qualquer instrumento de política económica para vencer as crises” que atravessam. “Se tivermos de ir contra a Europa, paciência”, concluiu.

 

Decisões para duas, três ou mais gerações...contra a Europa?

Como se faz? Em democracia ou em ditadura?

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publicado às 13:48


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