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A pobreza, a democracia e a ditadura.

 

«Talvez a liberdade seja uma ideia tão subversiva em si mesma que não se adapta ao mais fundo da natureza humana.

Em muitas ocasioes tenho reparado que muitos preferem ter alguém que lhes ordene tudo, mesmo o absurdo, do que terem a liberdade  e a responsabilidade de decidirem por si mesmos.

Durante cinquenta anos, desde o pós-guerra, as democracias ocidentais tornaram-se o simbolo da paz global e da prosperidade, a que a queda do muro de Berlim veio dar a apressada ideia de que a querela entre homens livres e os subjugados estava decidida para sempre. Mas a crise iniciada em 2007 (e mesmo antes dela, com os yuppies, a euforia bolsista, a deslocalização do capital e das empresas, o dumping social ou os senhores do mundo de Davos) veio revelar que a prosperidade das nações estava agora nas mãos de um pequeno exército de sombras, ditadores mais subtis, elegantes e bem cheirosos do que o boçal Estaline.

E tudo se tornou subitamente frágil: os empregos, as casas, as reformas , o presente e o futuro. E a pobreza é má conselheira: na pobreza, os povos preferem uma ditadura que a todos nivela na miséria a uma liberdade que deixa cada um entregue à sua sorte.

Como diriam os cardeais do Vaticano, meditemos no assunto.» 

 

Miguel Sousa Tavares

Expresso, Sábado, 9 de Março de 2013

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publicado às 23:19

 

 

40 anos do jornal Expresso. Quase tantos em democracia. Uma exposição, que vai correr o país.

Começou a volta a Portugal, em Lisboa, no Rossio.

A História de Portugal contada em «4 clicks», de forma tão abreviada quanto brilhante!

Para lá da exposição, no final da praça, um outro «click» que em baixo partilhamos.

A pobreza da democracia significa precisar de uma ditadura? 

 

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publicado às 19:31

A coca-cola baixou as vendas em Portugal. Mais de 10%.

Nestes tempos de profunda ameaça de falta de tudo, as nossas defesas tendem a erguer o egoísmo como estratégia do «safa»...

Agora que se vai Dezembro(lhar) mais um mês de solidariedade, importa tirar partido da iniciativa autárquica dos orçamentos participativos e escrever o nosso contributo na linha da ajuda...aos outros.

Por instantes, sejamos comum no olhar das palavras:

Há gente que precisa. Há gente pobre, muito pobre. Há muita pobreza envergonhada, escondida.

Participe no orçamento (exemplos: em Oliveira do Hospital pode participar se tiver até 35 anos; em Matosinhos a participação é universal) e faça o seu orçamento para ajudar.

Que «ajudar-os-outros» seja a sua prenda de natal. Uma prática comum de uma utilidade incomum.

 

(resumo da opinião editada em ca$h resto z€ro/Rádio, sexta-feira, 30 de Novembro, 18:30 em rádio Boa nova/100.2 e radioboanova.com)

 

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publicado às 11:39


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