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“Há ignorantes que falam de Beethoven sem nunca ter visto um quadro dele!”

Fonte: redes sociais.

 

Esta sublime definição de cocktail de ignorância com pedrinhas de gelo de atrevimento, refrescou-me a minha sempre boa relação com uma boa fatia de suprema ironia.

A ignorância irrita-me e o atrevimento dela resultante assusta-me. Todos os dias vivo na utopia de esmagar a ignorância, a minha e a dos outros, é a minha obra inacabada, enfim, é o lado Gaudí da minha vida.

Vem isto a propósito de duas frases que muito tenho consumido ultimamente. Sim, metem-se comigo. Vamos a elas. Por ordem.

1ª “Portugal está novo.”

É falso e dizer isto em registo generalista revela ignorância, atrevimento e auto-conforto.

- Portugal está velho.

Assim mesmo, sem paninhos quentes, no osso, outra vez: Portugal está velho!

As estradas podem ser recentes, as casas modernas e os carros novos, mas as pessoas estão velhas. Os nascimentos andam pela hora da morte, e a morte chega cada vez mais tarde. O limite médio de vida em Portugal já vai nos oitenta anos!!! Ora, assim vamos ser cada vez menos e cada vez mais…velhos! Um país com este problema demográfico – e Portugal é um dos casos mais sérios da Europa – de novo tem pouco! E daqui a pouco, até o que hoje parece novo vai ficar velho, incluindo as estradas, as casas e até os carros.     

2ª “O Interior tem tudo.”

Nesta frase a ignorância e o atrevimento manifestam-se untados de brilhantina.

Vamos dar de barato que o “tem tudo” nunca existiu e não existe, mormente quando o “tudo” de hoje é “nada” amanhã.

Sim, é verdade que o Interior de Portugal hoje oferece condições para que as pessoas possam usufruir de uma qualidade de vida ímpar. Há só um tudo-nada que falta: PESSOAS.

Pois é! O Interior está a ficar sem gente, sem pessoas. E se Portugal está velho, o Interior está caquético!!!

(desculpem, é preciso escrever isto assim, de forma bruta, para que se entenda que é dramático)  

Se faltam pessoas, falta tudo.

O texto acaba aqui. Segue a esperança… de nem uma única pessoa o ter lido, no modo de quem vai ao Google procurar fotografias dos quadros de Beethoven.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 7 de Abril 2017)

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publicado às 23:50

P de...

08.12.15

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Pê de quê?

Pê de Políticos. Pê de Parlamento. Pê de País. Pê de Pessoas.

Pê para quê?

Para escrever sobre os Políticos, ocupação e palavra-designação que começa por Pê, tal como Paciência.

Paciência, paciência e grande, precisa-se, para ouvir em todo o lado os horrores ditos sobre os políticos.

Parece que todos os maus, todos os piores são políticos. Parece que todos os bons, todos os melhores não são políticos. Nem podem ser, caso sejam deixam de ser bons - é imediato.

Pê porquê?

Para falar do Parlamento, palavra-designação, onde se agrupam os Políticos, os tais, maus, que agrupados, não pode dar nada de bom! Assim se diz, mesmo que a matemática diga que "menos com menos dá mais".

Pê quê?

Pê de País, país que é Portugal, designação deste país que também começa por Pê.

Os Políticos do Parlamento são eleitos pelo País que vota, num acto estranho em que se elegem os maus, representantes, com os votos dos bons, representados . Pelo que se ouve, pelo que se diz.

Mais um Pê? Sim de Pessoas, que somos nós! Pessoas que também são os Políticos, os tais do Parlamento, que é uma amostra do País.

Pê? Sim, o Pê que rima com Bê, bê de Besta.

Besta: uma designação animalesca, que aplicada às pessoas, ajuda a questionar a razão pela qual, no comentário comum, as bestas são sempre os eleitos e nunca os eleitores?!

 

 

 

 

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publicado às 18:21

- Perto de si!

28.05.13

A Câmara de Oliveira do Hospital deverá avançar em breve com a criação de um posto de atendimento nas freguesias, que no caso das freguesias que vão ser agregadas, poderá substituir a própria Junta. A ideia foi deixada pelo presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino.

 

Inconformado com a lei que, a partir de setembro, deverá extinguir freguesias, Alexandrino não perdeu tempo a gizar um programa que na prática poderá substituir o “apoio” até agora prestado pelas Juntas. “Estamos a pensar colocar um posto de atendimento nas freguesias com uma pessoa permanente, o programa chama-se «Município perto de Si»:  não deixar as pessoas “desprotegidas”.

 

Partidarismos à parte, parece uma boa ideia e que pode fazer escola, dado que se tira partido em resolver um problema como oportunidade, isto é, em não deixar "as pessoas sós" neste processo de ajustamento das freguesias. 

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, terça-feira, 28 de Maio de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

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publicado às 23:20

Pessoas Gift

24.11.12

«Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.»

Oscar Wilde

 

O coliseu do Porto foi o de sempre. Quando está cheio. Quando está bem cheio. Quando está cheio de qualidade.

 

Pessoas do lado de cá, serenas, sorvedoras de emoções. Emoções que nos abanam, que nos atrapalham, que nos engasgam.

Palavras e sons, em harmonia perfeita, imagens de vida narradas pela voz poderosa da Sónia, a fazer do «talvez» do texto promocional o talvez dos instantes das nossas vidas: talvez seja o princípio, talvez seja o fim, talvez.  

Pessoas do lado de cá, postais únicos de quem gosta do acesso difícil ao sublime do que é bom, muito bom.

 

Pessoas do lado de lá, eles, os Gift, a transpirar como se vive em palco, 18 anos depois do primeiro dia. A mesma paixão, o mesmo improviso, a mesma originalidade, a mesma simplicidade, a mesma humildade.... e tudo com um «look» absolutamente e naturalmente saudável.

E talento, muito talento.

Pessoas do lado de lá, que nos fazem bater no peito do orgulho quando sentimos que eles somos Nós, são nossos, de Portugal, daqui.

O Nuno é um génio que nasceu dentro de sons e com sons dentro.

 

O Álvaro, «o gajo do Porto», disse no final: «o país precisa mais de artistas do que de artistas de números»

O país devia viver e ser como os Gift.

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publicado às 12:15


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