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Este texto não é um Ensaio. Podia ser. Mas não é.

Nem é um texto com números e mais números, cheios de médias, percentagens, gráficos e afins. Podia ser. Mas não é.

Podia ser «um texto erudito», ficava bem. Mas não é.

 

E a tentação de ser popular com a banca, aqui não ganha.

A banca respeita-se. Não há economia sem banca. A banca tem responsabilidades, mas não tem todas as responsabilidades. A banca deve ser penalizada pelo que fez mal, mas não por todo o mal.

Sim, não é possível que fique tudo na mesma com a banca, quando nada está na mesma no mundo económico e financeiro. Não é possível que seja sempre o contribuinte a salvar bancos, ainda que um banco não seja, por mais que custe admitir e aceitar, um normal «player» do mundo empresarial.

O produto dinheiro não é um produto como os outros.

 

Feito o manifesto de interesses do pensamento, impõe-se fazer uma pequena nota, de forma simples, objectiva e interrogativa.

 

Na Exame de Junho 2013 «os bancos dizem que o seu negócio é emprestar mas que a procura é baixa». Incontestável. Ainda que um conhecido "banqueiro" tenha dito há pouco tempo exactamente o contrário.

Ora, para aumentar a dita procura «as empresas, diz a banca, precisam de reforçar a sua rentabilidade, os seus balanços e o capital próprio para melhor acederem ao crédito.» Diz também a banca que para as «boas empreas» há crédito, só que a maioria das empresas em Portugal são "más"!!!

Tendo em conta o que se passa em Portugal, a banca recomenda que as empresas para conseguirem o que precisam são obrigadas a exportar, internacionalizar, diversificar mercados. (vamos aceitar o pressuposto de que seja este o caminho da salvação)

 

Está aqui o fulcro desta nota simples: como conseguem as empresas fazer-se ao mundo sem financiamento, sem crédito, tendo em conta a sua baixa rentabilidade, os seus fracos balanços, o seu parco capital próprio e com as suas vendas internas sempre a descer?

A resposta é simples: não conseguem. E ao não conseguirem o que é que lhes vai acontecer?

 

E se a mortandade empresarial se mantiver no actual ritmo de crescimento como é que vai ficar a banca(?), com tanto "mal parado"?

 

 

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publicado às 21:04


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