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CIM-RC-José_Carlos_Alexandrino_CMOliveira_Hospita

Alguém define José Carlos Alexandrino, o Presidente do Município de Oliveira do Hospital, como um tribuno e um exímio orador?

Alguém pensa que José Carlos Alexandrino, o agora presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM), chegou ao lugar por ser um animal político e sábio andante pelas “conversas de corredor”?

Talvez não haja, tão fortes são as evidências contrárias. Alexandrino bastas vezes tropeça nas palavras, as ideias atropelam-se e o caminho discursivo tem sempre curvas e cruzamentos. Alexandrino não é um carreirista político. Muitas vezes é demasiado emocional para o tacticismo político, falta-lhe escola. Aliás, não tem nada de jota nem jotinha, nos seus tempos de juventude na Cordinha.

Alexandrino chegou à vida autárquica sem passado político, ganhou eleições, conquistou maiorias eleitorais históricas e quiçá irrepetíveis, esmagou e “fez desaparecer” a oposição. Aprendeu a arte da política e da sobrevivência às adversidades, de forma célere e brilhante.

O “modus operandi” foi sempre o mesmo: uma proximidade absoluta e permanente com as pessoas - Alexandrino foi, muito antes de Marcelo, o presidente dos afetos e das fotografias; uma capacidade única de relacionamento com os seus pares; uma equipa coesa e duradoura; uma disponibilidade total; e uma autenticidade inimitável.

Nem o facto de ter chegado ao poder autárquico quando não havia dinheiro para nada, nem o facto de o concelho de Oliveira do Hospital ter sido devorado pelo fogo, no início do último mandato, foi impeditivo para o professor em pousio ter as pessoas consigo e para os seus pares lhe fazerem a vénia com a presidência da CIM – chapeau

Este Homem, a quem podemos chamar “O Marcelo das Beiras”, faz da autenticidade a sua imagem de marca e os autênticos, mais cedo ou mais tarde, são felizes.

Importa agora que José Carlos Alexandrino se mantenha em igual registo e que não se deixe cegar por tanto poder e ou não se deixe levar por um algum trapezismo político, devendo cumprir o seu mandato de Presidente do Município de Oliveira do Hospital até ao fim, de direito e de facto. E “aCIM” está bem.

Vitor Neves

(publicado no jornal Folha do Centro, 6 de Maio 2019)

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publicado às 21:44

Sem Ajuste!

30.10.18

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Para ser claro, importa ser breve.

A linguagem que utilizamos é bem conhecida do visado. Sim, Ele sabe bem que a melhor defesa é o ataque.

Não é que Ele precise de defesa ou que mereça ser atacado. Mas exerce um cargo político e o exercício implica muitas vezes lidar com a incerteza dos resultados e da avaliação dos mesmos, por aqueles que Ele chama “o meu povo”.

Vamos então por aí. Primeiro o ataque que é para ser melhor a defesa.

Ele podia ter recusado falar com a jornalista da TVI. Recusava. Não se expunha.

Ele podia ter descarregado toda a responsabilidade na Ana Abrunhosa, a Presidente da ccdrc, e apresentava-se como mais uma vítima da desgraça, qual Presidente desgraçado.

Ele podia ter lido os sinais do momento e não condecorava a Senhora Professora no feriado de 7 de Outubro, como se a outra Ana  lhe tivesse filmado o estado do sitio em estado de sítio.

Poder podia, mas não era a mesma pessoa.

Poder podia, mas se fosse assim talvez não tivesse somado sempre mais votos na eleição seguinte, e de forma esmagadora.

Sim, já estamos a iniciar a defesa.

O que é melhor? 1- um Presidente taticista, cata-vento, sem coluna, escondido, não solidário e atleta do perfeito conveniente e do disponível quando-dá-jeito; 2- ou o Presidente autêntico, humano imperfeito, vertical, amigo-do-seu-amigo, voluntarioso, assumido, emocional e presente?

Eu não tenho qualquer tipo de dúvida nesta matéria: o meu 1 é o 2!

E o 2 é Ele, José Carlos Alexandrino, Presidente do Município de Oliveira do Hospital. 

É sempre preferível um Homem “sem ajuste-direto” do que um “direto-ajustado”.

 

Vitor Neves


ps: - para registo: por circunstâncias da vida, não falo com José Carlos Alexandrino há meses, mas conheço-o há anos. Muitos.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 18 de Outubro de 2018)

 

 

 

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publicado às 21:43

A Cadeira Vazia.

29.09.17

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Quando ser Partido por definição, passa a estar partido como maldição: eis o PSD de Oliveira do Hospital.

Desde que Mário Alves e José Carlos Mendes partiram o PSD ao meio, nunca mais o Partido partido voltou a ser Partido inteiro.

A história recente do PSD local é um recheio de capítulos de guerras e guerrinhas, de entradas e saídas, de abandonos, de demissões, de zangas, de desistências e maledicências.

E agora a Cadeira! A Cadeira Vazia no debate politico mais visto e ouvido de sempre em Oliveira do Hospital.

Como foi possível?

Alguém devia ter dito a João Paulo Albuquerque que, em democracia, nunca, mas nunca se deixa a Cadeira Vazia.

Aquela Cadeira Vazia vai ficar para sempre na memória política de Oliveira do Hospital.

Sim, Oliveira do Hospital, que tanta vitória tem dado ao PSD, não merecia aquela Cadeira Vazia.

Uma enorme perda, pela ausência; uma absoluta e profunda tristeza, pelo acto e pelo facto.

Independentemente do que aconteça na noite eleitoral autárquica de domingo, o facto das eleições locais de 2017 já tem fotografia: A Cadeira Vazia.

E o que é que era bom que acontecesse no próximo domingo?

Como não acreditamos nas apregoadas virtudes de governar em minoria, desejamos que José Carlos Alexandrino ganhe com maioria, por ser o melhor de todos os candidatos. Mas nada de 7-0! É preciso oposição!; e desejamos que Nuno Alves chegue à vereação, pela sua coragem e disponibilidade, pela sua honestidade democrática, pela sua urbanidade.

Domingo, vamos votar. E depois conferimos o sortilégio dos Nossos desejos.  

Vitor Neves   

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 27 Setembro de 2017)

 

 

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publicado às 17:05

Todos contra Um.

08.06.17

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O Poder não mata. Desgasta.

Alexandrino, o Presidente, sabe? Sabe. Mas não quer saber.

O PS sabe? Sabe. Mas não há nada a fazer.

O Homem que está no Poder em Oliveira do Hospital há quase 8 anos, gosta de mostrar que é independente, do PS e da política. E nestes dias de (pré) campanha, falta-lhe manha. José Carlos Alexandrino não é assim.

O também Homem forte da CIM, gosta de fasquias altas, de riscos grandes, de desafios disputados, de impossíveis pouco avisados. Não faltam exemplos: a Estrada, os Médicos, a ESTGOH…e agora a (re)Eleição. José Carlos Alexandrino é assim.

Alexandrino quer ganhar e já disse como quer ganhar: com mais votos do que da última vez, isto é, com um novo “record” de votos. Mais de 8 379 votos… e talvez até sonhe com um 7-0!

O atual Presidente podia não o dizer, ou não o dizer como o diz, mas disse, mas diz.

As eleições autárquicas em Portugal americanizaram-se. O partido conta pouco e as equipas pouco contam. O candidato a Presidente é a cara e o nome da candidatura. Está no cartaz. Está em cartaz.  

Em Outubro, Alexandrino tem tudo para ganhar. E muito para perder.

Pode perder votos.

Pode perder mandatos.

Pode perder-se, se perder a maioria!

E qual a razão para tanto poder perder? O usufruto do Poder.

Todos os candidatos da Oposição vão ter muito para dizer sobre como Alexandrino usou o Poder. Ainda “a coisa” está a começar e já se percebeu que os adversários não vão ser nada dóceis, nada.

Bem vistas as coisas, Albuquerque e Alves, pouco ou nada podem perder. Ganhar para Eles pode ser perder por pouco ou, pelo menos, por menos. Não foram Poder e sempre podem reivindicar o estatuto que a dúvida confere: com Eles no Poder é que era Fazer.   

Alexandrino tem sido protagonista de um discurso pouco político, talvez demasiado autêntico, talvez um bocadinho ingénuo, talvez demasiado emocional. Alexandrino não tem escola de “jota”, o que se nota.

E ainda falta aqui um “como se sabe”. Sim, como se sabe, o usufruto do Poder também ajuda muito a preguiça da democracia, a abstenção: O Homem vai ganhar. Nem é preciso ir votar. E assim se podem perder votos…

Alexandrino podia ter dito que ganhar é ter mais um voto que o adversário, ou qualquer coisa neste registo! Mas, não! Ele quer isto assim, com sal, com provocação, com emoção. E haja coração.

Uma certeza Alexandrino já deve ter: a campanha vai doer.

 

Vitor Neves

(publicado no jornal Folha do Centro, 6 de Junho de 2017)

 

 

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publicado às 23:25

8379

30.01.17

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O-i-t-o-m-i-l-t-r-e-z-e-n-t-o-s-e-s-e-t-e-n-t-a-e-n-o-v-e.

Pode ler em voz alta.

Devem ser assim os sonhos, ou os pesadelos, de José Carlos Alexandrino: vozes que lhe sussurram, ou gritam, este número ao ouvido.

Oito mil trezentos e setenta nove...votos!

8379. É o número do tamanho da vitória esmagadora, e sem paralelo histórico, de Alexandrino nas Autárquicas de 2013.

Os votos foram contabilizados pelo PS, mas o PS atingiu este orgasmo de votos em Oliveira do Hospital… com Alexandrino! E nisto de eleições locais, os partidos contam cada vez menos, e os candidatos cada vez mais.

Adjudicada a solução para o problema da 17 – ainda falta uma data para o problema das acessibilidades - o Presidente em exercício ficou com a estrada feita para continuar o exercício em novo mandato. Só um cataclismo ou o surgimento de qualquer novo facto verdadeiramente inesperado, afastará José Carlos Alexandrino de ser candidato e...(de novo) Presidente. Por mérito próprio, que é como quem diz, por mérito de Alexandrino e da sua equipa, e também por demérito da Oposição(?).

No entanto, nem tudo parece ser assim tão evidente.

- No acto eleitoral que terá lugar a seguir ao verão de 2017, Alexandrino vai contar mais ou menos votos do que em 2013?

As obras, as festas, as ilustres visitas serão suficientes para compensar o inevitável desgaste e ainda um eventual crescimento da abstenção, consequência habitual do "Ele já ganhou"???

Eis o grande desafio de Alexandrino...e da Oposição, quando aparecer:

- O primeiro quer ganhar por tantos, os segundos não vão querer perder por tantos.

8379.

Assim escrito, ou por extenso, são muitos votos, muitos…é muita gente!

- Não vai ser fácil, Senhor Presidente.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 27 de Janeiro de 2017)

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publicado às 22:46

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Este texto podia ser um anúncio. Mas não é. Quanto muito é um prenúncio. Já temos candidato a novo mandato, digo-vos aqui, ainda que não mandatado para tal.

Falta mais de um ano. Tudo pode mudar. E posso-me enganar, e posso-me estar a precipitar, e posso…acertar. Sim, Alexandrino, o actual Presidente do Município de Oliveira do Hospital, vai-se candidatar…e ganhar.  

Antes de seguir é preciso dizer o que se segue: tenho consideração e apreço por José Carlos Alexandrino mas não tenho falado com ele sobre o tema. Aliás, como sempre, não falei com ninguém sobre o que quer que seja. É apenas um “visto de fora” igual a tantos outros e semelhante a outro, que ficou famoso, quando aqui escrevi que Alexandrino ia ganhar as últimas eleições, e por muitos. E foi assim. Agora, veremos.

O slogan de campanha pode muito bem ser: “Muito trabalho pela frente”. Já leu isto em algum lado? Eu também. Lê-se no último Boletim Municipal e quem assim fala quem é? Ele mesmo, Alexandrino, José Carlos Alexandrino.

Alexandrino não vai querer ser “O Barroso do Poder Local”! Vai ser Durão para fazer o trabalho e “gastar” o muito milhão que arranjou.

Alexandrino gosta de ser Presidente e vai querer ficar eterno na memória e no coração “do meu povo”, como um dia, entusiasmado, no palco da TV, chamou aos munícipes. Alexandrino sabe o que lhe falta para tal acontecer: Obra. E Alexandrino também sabe que as festas sofrem do mal do vazio do dia seguinte, não resta nada, tudo passou, e a memória é como tudo, não dá para tudo e vai apagando.

Certo dia, Miguel Esteves Cardoso, escreveu um livro de título sugestivo, “O amor é fodido”. Alexandrino podia escrever uma sequela, tipo: “Ser Presidente, sem dinheiro, é muito fodido”. Eis que o dinheiro vem aí. E aí, Alexandrino vai querer ficar aqui, ali, na Câmara Municipal.

E o Lopes? E o aparelho? E “a estrada monarca”? E a CIM? E as “forças vivas”? E o poder, sim o poder, esse sedutor incorrigível e viciante?!    

Alexandrino não vai conseguir fazer oposição a uma inevitável decisão: ser candidato a mais um mandato.

E se não acontecer??? Conto cá estar, para assumir o risco de no osso gostar de escrever.

Alexandrino tem traçado o destino, verão!

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 29 de Julho de 2016)

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publicado às 21:59

Marcelo DOP

15.03.16

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Este texto é uma nota. Sendo assim, faça favor de anotar: cinco de Março de dois mil e dezasseis, o dia mais mediático de sempre da história de Oliveira do Hospital.

Anotou? Guarde, por favor.

Não vai ser para breve que uma coisa assim volte a acontecer ou que qualquer assim possa ser mais: tantas TV's, tantas Rádios e tantos Jornais em Oliveira do Hospital, no mesmo dia.

Tudo começou num casamento, onde eram convidados: Marcelo ainda era candidato, Alexandrino já era Presidente. E logo ali o Presidente assinou o acordo com o candidato para este vir à festa do queijo como Presidente…da República.

O homem não faltou. Marcelo, chegou, falou, sorriu, abraçou, cumprimentou, comeu, beijou, bebeu e até se deixou ser confrade do queijo...e tirou “selfies” com meio-mundo - ai tantos afectos...no Facebook.

A visita do Presidente eleito, antes de ter ido a pé tomar posse, fez da 25a edição da festa queijo, uma edição histórica e ganha.

Importa agora escrever que foi um golpe de asa brilhante de Alexandrino. O Presidente “daqui”, tal como já escrevemos aqui, atravessa o seu melhor momento como autarca. Puxou-se para cima nas guerrinhas locais, apurou o faro político e gere cada vez melhor o que é um trunfo na política: contactos, relações, ou como chamamos na gestão, “networking”.

Com Marcelo na agenda das visitas, pouco importava, no contexto promocional e mediático, a hora de chegada (atrasada) do ministro da agricultura, ou se os "colegas" autarcas e outros "figurões" da vida pública nacional vieram ou quantos eram...

Marcelo é o homem do momento em Portugal e naquele momento estava em Oliveira do Hospital. Não deve ter existido um português que não tenha assistido à glorificação mediática da festa do queijo...e das PME excelência de Oliveira Hospital - mais um tiro certeiro de Alexandrino, "obrigar" Marcelo a homenagear os empresários e empreendedores locais.

Podemos questionar: o que vai mudar e melhorar em Oliveira do Hospital, depois da visita de Marcelo e de tanto mediatismo?

A resposta pode ser com outro "podemos questionar": que mal fez a Oliveira do Hospital a visita de Marcelo e o mediatismo?

O dia seguinte deu todas as respostas. Bastava passear pelo jardim ou pelas redes sociais: Oliveira do Hospital rejubilou com o que se passou.

José Carlos Alexandrino sabe que quem não aparece, esquece.

E o povo não esquece quando aparece.

 

(publicado no jornal Folha do Centro em 15 de Março de 2016) 

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publicado às 23:28

Paf.gif

Vamos deixar de lado a embrulhada democrática em que Portugal está metido, o politicamente correcto que diz que "as legislativas são diferentes das autárquicas" e o CDS-PP que, se o como sempre continuar, não vencerá eleições nacionais nem locais.

Vamos olhar para Aqui e para o PSD Daqui, de Oliveira do Hospital.

O PSD ganhou as legislativas de 2011, com o PS já a tomar conta do poder local, e ganhou as legislativas de 2015 após o PS ter esmagado o PSD nas eleições locais, apenas permitindo que este se sente no executivo do município numa só cadeira.

Em 40 anos de eleições parece evidente que Oliveira do Hospital é laranja, aliás em tempos até se dizia que fazia parte do cavaquistão!

Num contexto político extraordinariamente exigente - nunca um governo tirou tanto dinheiro a cada português - e após anos de pancada do actual executivo municipal no governo central, a Coligação ganhou em 14(!!!) das 16 freguesias do concelho. Com menos votos do que em 2011, mas ganhou…com mais de 5 mil votos.

Ora, esta votação foi uma estalada - PAF! - sem dó nem piedade, naqueles que têm dirigido o PSD local:

PAF! - Deve ter doído, ainda dói, vai continuar a doer.

Como é possível o PSD ganhar duas legislativas em Oliveira do Hospital, no actual contexto político e económico, e, no entretanto, o PSD local sofrer a maior e mais humilhante derrota de sempre nas autárquicas?

Pode existir muita razão, justificação e causa, mas é preciso que os dirigentes laranja locais vão até ao espelho perguntar:

- Diz-me espelho meu, será que o culpado sou eu?

Do outro lado do espelho deve estar José Carlos Alexandrino, a sorrir: o PS com ele ganhou à primeira e “goleou” à segunda, num território pouco dado a votar à esquerda, mesmo que em tons rosa. Ganhou como nunca ninguém ganhou e, dificilmente, o PS, sem Ele, se e quando voltar a ganhar, ganhará assim.

PAF, PAF. No PSD e no PS. Assim bate o "independente" Alexandrino- sem luva branca.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 13 de Outubro 2015)

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publicado às 13:48

A luta.

03.08.15

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 A luta. Diga em voz alta três vezes seguidas, assim: A luta. A luta. A luta.

Soa a anos 70 ou 80, não soa? Faz lembrar um movimento sindical da CGTP, não faz? Mas às vezes é preciso, é preciso ir à luta. E o interior precisa. A luta continua. Sim a luta continua a ser uma forma válida e eficaz de fazer política.

Fez bem José Carlos Alexandrino em vir para a rua, em sair da beira da estrada e saltar para o meio da estrada da beira, em marcha lenta e a “gritar” indignação, revolta e insatisfação.

O Presidente do Município de Oliveira do Hospital é hoje um político em grande forma e tem razão quando protesta contra os acessos pré-históricos a Oliveira do Hospital e como o estado central (não) trata a saúde do concelho.

Este “grito de alerta” liderado por Alexandrino é uma jogada de mestre.

Estamos em véspera de eleições. Se o governo, por qualquer razão “perder a cabeça”, é agora, no tempo da caça ao voto. Se nada acontecer, e nada vai acontecer, o “grito” é um bom contributo para o PS, que assim vai caçar os votos que os “malandros” do governo não merecem.    

Estamos em véspera de eleições. Se o PS ganhar em Outubro, já sabe que Alexandrino quer os ICs e quer médicos e não vai olhar a meios para o conseguir, nem a cores partidárias. Se o PSD e o CDS continuarem no poder, já sabem que aqui em Oliveira do Hospital vão ter “guerra”.

Alexandrino marcou pontos entre “os seus” e marcou o seu espaço no palco da arte do (im)possível, que é a política.

Alexandrino elegeu um novo acesso a Oliveira do Hospital como a grande obra do seu regime. Ambição maior num tempo menor, de vacas magras e dinheiro escasso. E pelo meio de cortes e faltas, o concelho ficou mal da saúde, sem médicos e novos projectos “arquivados”.

O homem da cordinha não foi de modas: fez-se à estrada e meteu a saúde na caravana do protesto. E o povo disse: - Presidente amigo, estamos contigo.

O dia da luta, sexta-feira, pode não ter sido o melhor; a hora, final de tarde, também não; o pino do verão, 24 de Julho, também poderá não ter ajudado, mas que o dia vai ficar para história vai, e logo num concelho onde as suas gentes não são muito dadas a grandes incómodos ou levantamentos públicos.    

A estrada do protesto que Alexandrino decidiu seguir é sinuosa, esburacada, estreita, e não permite paragens! É mesmo melhor não parar, não vá Alexandrino acabar atropelado pela sabedoria popular. O povo topa os políticos a quilómetros, e quando deixa de achar graça….

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 3 de Agosto 2015. Foto: Público)

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publicado às 11:41

Ai Lopes Lopes

09.05.14

Por que não se vai embora, Senhor Lopes?

Não tem saída. Ou melhor, só tem uma saída, a saída.

António Lopes, o comunista eleito na lista socialista para Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, agora destituído, tem que sair.

Sim, tem que sair. “Tem” e não “tinha”. Não basta já não ser Presidente, tem que sair da Assembleia Municipal.

Quem leu, ou quiser ler, o texto aqui publicado em Janeiro, «Alexandrino leu Churchill?» (http://cashrestozero.blogs.sapo.pt/2014/01/), perceberá melhor o racional da opinião.

Quem ouviu, ou quiser ouvir, o que dissemos na Rádio Boa Nova, já sabe a nossa opinião.

Tudo era evidente, tudo estava anunciado. O tempo trataria de dar luz à saída. E deu!?

Claro que a seguir à desgraçada Assembleia de final de ano, teve lugar a sequência do costume: a paz podre; a maledicência, nas conversas que sempre começam com «vou-lhe dizer isto a si, mas não diga a ninguém», e assim se chega aos almoços, hotéis e afins; por fim, as denúncias de ilegalidades e as ameaças com o tribunal.

Não é uma vergonha, é uma tristeza.

Alexandrino, desta vez, “bateu” de forma certeira em Lopes, quando disse que este não pode querer ser Presidente da Câmara, Presidente da Assembleia e líder da oposição. Não pode.

António Lopes pode mudar de opinião, mudar de objectivo, mudar de gosto e/ou zangar-se. Pode. E como pode também deve… assumir as consequências, sair da Presidência – saiu a mal e mal – e sair da Assembleia.

Porquê? Porque recebeu cerca de oito mil votos para ser poder e não para ser oposição, para “ser” do Partido Socialista e não independente e muito menos comunista, porque naquela Assembleia já não é o Presidente e nunca será «o deputado», será «o destituído»!

António Lopes pode ser oposição como cidadão: nos jornais – até tem um – nas rádios, nas TVs e nas redes sociais. Na Assembleia, não. E cá fora pode dizer, fazer e ser o que bem entender…e Alexandrino e o PS que se cuidem.

Se António Lopes sair perde o lugar, mas ganha o respeito da democracia. Se ficar com o lugar, arrisca-se a um dia nem cadeira ter.

E quem deve ser o novo Presidente da Assembleia?

Bem, seria um acto de génio político e de elevação democrática que José Carlos Alexandrino conseguisse que o promissor Luís Lagos, do CDS-PP, ocupasse o lugar.

Pois, e o PS? O PS deixa?

 

nota: parabéns ao FCOH, de novo campeão e de regresso onde deve competir, nos campeonatos  nacionais de futebol sénior.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, em 7 de Maio de 2014)

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publicado às 22:44


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