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Emído Rangel

13.08.14

Emídio Rangel (1947-2014)

Tinha 66 anos. Fundador da TSF e antigo director-geral da SIC e da RTP ajudou a revolucionar a rádio e a televisão em Portugal.

 

Rangel começou a sua vida profissional na rádio, em Angola na década de 60. Veio para Portugal já depois do 25 de Abril, formou-se em História. Esteve 12 anos na Radiodifusão e em 1988 fez parte da equipa fundadora da TSF.

Com o lançamento da televisão privada, Francisco Pinto Balsemão convida-o para director de Informação da SIC. Ali, acumulou depois também as funções de director de programas e assumiu o cargo de director-geral. Levou o canal à liderança das audiências num caminho fulgurante, chegando mesmo a mais de 50%.

Em 2001, passou para a RTP, para exercer funções também como director-geral. Acabou por sair no ano seguinte, regressando à rádio, como consultor da TSF, para desenhar o relançamento da estação noticiosa.

 

Desde então integrou diversos projectos, boa parte deles para Angola, e em Portugal esteve na preparação de uma das propostas para o quinto canal em sinal aberto que deveria ter sido lançado com a TDT – Televisão Digital Terrestre.

 

CRIADOR, VISIONÁRIO, INOVADOR, REVOLUCIONÁRIO! Há homens assim. Depois de passarem por aqui nada volta ser como dantes. E, quando assim é, valeu a pena ter vivido e obriga a que cada um de nós diga «Obrigado».

(o autor deste blog teve a felicidade de privar com Emídio Rangel e, ainda que recorrendo a lugares comuns, atreve-se a qualificar a perda de Rangel para a Rádio e Televisão em Portugal, no mesmo patamar das perdas de Eusébio para o futebol ou de Amália para o fado: Pessoas únicas, irrepetíveis.)  

 

 

Dito...

Recentemente, o historiador José Pacheco Pereira disse que “quando se fizer a história do jornalismo em Portugal”, além de Vicente Jorge Silva, nela teriam lugar de destaque Francisco Pinto Balsemão e Emídio Rangel.

Francisco Pinto Balsemão diz lamentar a perda de Emídio Rangel e "sublinhar o papel fundamental que teve na história da rádio e da televisão privadas em Portugal, nomeadamente na construção da SIC".

David Borges, antigo director da TSF, disse aos microfones da rádio que Rangel não foi apenas o fundador, mas sim o “criador”. Porque foi ele quem a “desenhou na sua cabeça e depois concretizou. Ao criar a TSF desenhou um novo paradigma da comunicação portuguesa.”

O jornalista recorda-o como uma pessoa “muito à frente do seu tempo” e diz que o fundador da TSF funcionava com base “em duas coordenadas”: como abordar um assunto que ainda não tenha sido falado ou como fazê-lo de forma diferente.

“Há um momento antes e um momento depois de Emídio Rangel” na comunicação social em Portugal, afirmou José Fragoso, antigo director da TSF àquela rádio, que está hoje a fazer uma emissão especial sobre o seu criador. O jornalista, que já passou também pela SIC, RTP e TVI com cargos de direcção de informação e de programas, considera Rangel um “visionário”, o “acelerador de partículas contra o cinzentismo da comunicação que se fazia em Portugal e contra o monopólio das rádios”.

Destaca o “carácter inovador” que Rangel imprimiu à TSF e depois também na informação da SIC, poucos anos depois. E lembra a iniciativa de enviar jornalistas para cenários de conflito e para grandes acontecimentos internacionais quando o resto da comunicação social estava ainda mergulhada num “atavismo”. Uma “vontade férrea de estar onde a coisa acontecia” que a TSF sintetizava na sua assinatura sonora “Vamos ao fim da rua, vamos ao fim do mundo”.

Numa nota no site da Presidência da República, Cavaco Silva lembra o “largo percurso profissional” de Rangel, cujo nome fica “ligado aos novos rumos do audiovisual em Portugal, tendo marcado com o seu exemplo várias gerações de jornalistas”.

O actual director-geral de Conteúdos da RTP, António Marinho, destacou na RTP Informação a capacidade de liderança de Rangel, um homem “muito sanguíneo” que “revolucionou completamente a comunicação social, quer na rádio, quer na TV”.

 

Fonte: vários

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publicado às 17:30

O Jornalismo (que temos) é útil à democracia?

Expresso 40 anos

 

«Sim, mas por acaso.

O jornalismo tem outras obediências e não é essa a sua prioridade.

O jornalismo é um dos responsáveis pela degradação do regime democrático.»

Rui Rio

 

A última conferência do Expresso 40 anos foi uma discussão apaixonada,

dura e cheia de provocações sobre os media, o que o mundo mudou e muda todos os dias,

e a democracia.

 

A crise do jornalismo é causa ou consequência da crise da democracia?

 

 

Expresso 40 anos

Foi, em 2013, mais que um aniversário de um jornal!

Foram edições para guardar de revistas com 40 anos de história,

Foi uma exposição que se mostrou em dez cidades do país,

Foram quase 40 oradores...

...em conferências de superior qualidade!

Tudo começou em Lisboa...

 (ver post de 20 de Janeiro de 2013)

e tudo termina no Porto, ao lado da Casa da Música. 

Portugal, do melhor.

Parabéns.

 

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publicado às 23:48


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