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NATALidade

05.04.20

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A capa do jornal não deixava espaço para o bolo rei do Natal: natalidade volta a subir mas interior fica para trás.

Dentro da notícia dizia-se que dentro do país, o menos é de tal maneira crescente que “o Interior fica cada vez Mais para trás”. Este “Mais” é um traço de destino para a fava.

Neste deve e haver de nascimentos e óbitos, o saldo é vermelho. O nascer está a perder com a morte. Pouca sorte. O Interior quando conta as pessoas apura “um caixa” de cada vez menos e…mais velhos.

É dramático. Muitos a sair, poucos a nascer e a paisagem humana cada vez mais grisalha.

Falta gente (jovem) em todo lado, em qualquer lado.

A demografia é a terrível radiografia do poder autárquico do Interior.

Vê-se tudo. E é evidente que os medicamentos já não fazem efeito. Duas décadas de discursos, debates, programas, anúncios, festas e eventos e é isto: são cada vez menos os que ficam, são cada vez mais os que não fazem filhos.

O poder autárquico do Interior pode não ser muito, mas a derrota é grande. A bandeira da proximidade sofre cada vez mais de falta de próximos.

O que fazer? Eis a questão. Eis a grande questão.

Talvez começar por um sobressalto.

A demografia exige que quem quer um país Inteiro fale alto e se foque de alto a baixo no desafio.

A natalidade não é uma prioridade, é uma necessidade. E ninguém faz filhos com luzinhas de natal e comboinhos. Filhos sempre rimou com sarilhos. Hoje a rima é mais forte. É fácil de dizer, não é fácil de resolver, se insistimos em não ver…e procurar entender.

Mas o que fazer? Eis a questão. Outra vez a questão!

Talvez importar pessoas.

Sem natalidade, a felicidade pode estar na contramão do vir com o ir.

O Interior vai ter que a abrir o coração à Imigração!

Sim, ou Interior vai fazer “compras no mercado” das Pessoas, ou vai parar perto, no deserto.

Vitor Neves

(publicado no jornal Folha do Centro, 19 Dezembro de 2019)

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publicado às 18:09

O DEMOSPIN é um estudo que foi apresentado no sábado passado, no Fundão, coordenado por Eduardo Castro da Universidade de Aveiro.

As conclusões do estudo, em linha com os últimos censos, anunciam que em 2040 o interior terá menos um terço da população:

- O interior deserto.

Sem pessoas não há nada.

Baixa natalidade. Fuga de jovens. Falta de tudo. Fuga de todos.

Passeia-se pelos centros das cidades do interior e contam-se lojas e lojas abandonadas e a onde se anuncia: «vende-se»; «arrenda-se».

Se nada for feito, se as políticas não mudarem, em pouco mais de vinte anos mais de 30% do país acaba! 

Um parte de Portugal está a desaparecer.

Dramático! 

  

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 28 de Outubro de 2013, 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

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publicado às 23:15


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