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A Europa

03.03.14

É a Europa que nos une.

É a Europa que nos ajuda.

É a Europa que nos pune.

 

E desta vez, por responsabilidade própria e responsabilidade alheia ( da Europa!), doeu:

- Mais de 700 mil desempregados oficiais (e já foram muito mais);

- Mais de 2,7 milhões de pessoas a viver no limiar da pobreza;

- Mais de 660 famílias deixaram de pagar a casa ao banco;

- Mais de 300 mil deixaram Portugal nos últimos dois anos;

- Mais dívida, mais empresas insolventes, mais juros (3 vezes superiores ao juros pagos pelas empresas no centro da Europa), mais vidas destruídas, perdidas.

 

Até Maio, em vez de se discutir o Francisco e o Paulo, talvez fosse melhor discutir A Europa:

- Queremos a Europa?

- E se queremos a Europa, que Europa queremos?

- E o que queremos ser Nós, Portugal, na Europa?

 

Desde 1 de janeiro de 1993, data de entrada no mercado único, Portugal só convergiu com a União Europeia em 7 dos 21 anos.

Faltou preparação a Portugal para o mercado único e mais tarde para a moeda única, o Euro.

 

E agora?

 

 

(partilhado em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014, na Rádio Boa Nova em FM 100.2 e radioboanova.com) 

  

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publicado às 00:27

"A ditadura do imediato e do falsamente evidente"

 

Foi com a ajuda de Henrique Monteiro, na sua crónica de hoje do semanário Expresso, que o acesso ás "Palavras Sábias" de Francisco Assis no Público, motivaram mais este especial do ca$h resto z€ro, que já vai na sua 24ª edição, sobre os regimes: a ditadura e/ou a democracia.

Todos os dias, todos os dias mesmo, há sempre alguém que se mostra preocupado com a democracia (ou com o regresso da necessidade da ditadura!!!) nas páginas dos jornais, nas rádios, nas TVs, nos blogues...e ás vezes, por sortilégio mas também pela qualidade, concorde-se ou não, o ca§h vai guardando (e interrogando) aqui "os contributos".

O Socialista Assis, homem que pensa bem e escreve da mesma maneira, reconciliou o jornalista Monteiro com o mundo, ao escrever:

 

«A cura para as novas democracias doentes, não reside essencialmente nos chavões mais ouvidos - mais participação, transparência e proximidade - mas na rarefação de políticos suficientemente corajosos para assumirem, com devida ponderação, algum distanciamento crítico face à ditadura do imediato e do falsamente evidente.

Não se afigura possível levar a cabo uma condigna ação política tendo por referência os arquétipos mentais prevalecentes na lógica comunicacional das redes sociais."

 

Assis faz ainda notar que, tal como em 1935 disse o Checo Husserl, o perigo da Europa é ser vencida pelo cansaço de um espírito crítico culto e exigente.

 

Num tempo em que um dos indicadores de medida da moda da classe política são os likes nos perfis, é possível que a economia de um país, como Portugal,  passe de uma espiral recessiva a uma recuperação fulgurante, num click.

No entretanto, o país, Portugal, passou os últimos dias em mais uma leva de idas ao circo dos casos:

- a discutir a co-adopção, sem que a grande maiora saiba sequer em que consiste!?

(quem paga o referendo desejado?)

- a discutir as praxes, sem que a grande maioria saiba sequer o que é!?

(quem paga o "dossier da praia do Meco"?) 

- a discutir Miró, sem que a grande maioria saiba sequer quem é?

(quem paga a propriedade, manutenção e exposição das pinturas do catalão adorado no BPN de Oliveira e Costa?) 

  

Ricardo Costa enganou-se, hoje, no Expresso, ao escrever que esta é "a cultura de um país sem juízo e sem dinheiro". Não, este é um país que teima em se governar sem dinheiro e...SEM JUÍZO.

 

Temos que acabar com a ditadura do imediato. Será tal possível em democracia?

 

 

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publicado às 18:34


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