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Falta pouco. Vem aí a festa do ano de cada ano: a festa do queijo.

Vai ser em grande, até o padrinho: “o gordo” Fernando Mendes! Rádio e TV para o país (e o mundo) ouvir e ver o queijo e os produtos à volta, cercados pela multidão.

Vai ser bom, se cada um da multidão se sentir bem! Pode correr mal, se algum da multidão se sentir mal. Haverá médico para lhe tratar da saúde em Oliveira… do Hospital? – chega a ser provocador ver a ironia instalada no nome.

Alexandrino deve andar num desatino.

O homem colocou Oliveira do Hospital na rota dos media nacionais, promove eventos para promover o que o concelho tem e faz, paga as contas a tempo e horas, levanta a voz no partido e na rua, ganha prémios de reconhecimento de qualidade de vida, mas o governo central não lhe dá descanso, nem saúde!

Alexandrino, o Presidente, deve andar que nem se sente, como dizia antigamente a gente.

A escola local é notícia nacional…por ter amianto!

A estrada, ai a estrada, estamos à beira da festa e a estrada da beira é a mesma e está na mesma.

Faltam médicos e os médicos faltam ao serviço de receitas, agora em risco de ser intermitente…até para os genéricos!

E só os poderes genéricos da lei ficaram no Tribunal da Justiça.  

Uma injustiça. Para Ele, para Nós, para todos.

Isto começa a ser demais e começa a ser difícil perceber o que se pode fazer mais, para contrariar o desgoverno central e total com Oliveira do Hospital.

E eu e você o que é que temos que fazer?

Talvez comer… um bom queijo!

Talvez beber…um bom Dão!

A festa de que todo o mundo vai saber, é uma oportunidade para mostrar que somos gente com boa escola, atravessamos as dificuldades não importa a estrada e ainda temos saúde para reivindicar o que é justo…ter.

Caramba, há gente que é gente, gente boa e gente de bem, que gosta de ser e de viver em Oliveira do Hospital. E este gosto não pode ser azar, nem um mal.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 21 de Janeiro de 2016)

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publicado às 22:31

A Escola

10.04.14

Ser Escola é coisa complicada, hoje.

Tão complicada que o melhor é falar da Escola de forma simples, sem simplismos.

Não importa se a Escola é pública ou privada, o que importa é ser Escola.

A Escola para ser Escola precisa de alunos. Faltam alunos.

A Escola para ser Escola precisa de dinheiro. Falta dinheiro.

A Escola para ser Escola precisa de professores. Sobram professores.

A Escola para ser Escola precisa do tempo dos pais. Os pais não têm tempo.

À volta da Escola tudo parece desequilibrado. Falta a quem ensinar, sobram os que ensinam, o dinheiro é a falta de sempre, e os pais-sem-tempo são, por estes tempos, quase sempre excessivos, nos prós, nos contras, e no resto.

À volta da Escola todos exigem. Os alunos querem uma Escola fácil, os professores querem que haja Escola para eles e os pais querem que a Escola faça deles. A Escola tem que ser tudo, ter tudo, para todos.   

E num puzzle assim ainda falta acrescentar as tentações!

O despertar do mundo aos olhos dos miúdos de hoje é acelerado, de fácil acesso, com «look» fantástico, e parece que dispensa o adquirir saber: está tudo à distância de um «click», num qualquer objecto pouco maior que uma caixa de fósforos das antigas. As ferramentas são um espanto, a facilidade de chegar a tudo é incrível, mas a incapacidade para gerir tanta velocidade e a impreparação para viver neste mundo novo, pode ser um calvário maior que a subida do Monte das Oliveiras. A sensação de não ser preciso estudar é uma tentação.

Como ser Escola num presente assim?

E o passaporte? Sim, a Escola antigamente era um passaporte para uma vida boa, para uma vida melhor. Bastava ser bom na Escola e estava (quase) tudo conseguido. O ser bom na Escola hoje, em Portugal, também é passaporte…para emigração, ou pior, para o desemprego! Num cenário com este desenho, como motivar o ir para Escola, aprender, ensinar, formar? A sociedade, que tanto pede à Escola, parece afastar-se da obrigação de premiar quem melhor faz na Escola!

A Escola, hoje, é do aluno. O aluno é agora o rei da sala de aula. Foi-se do oito para o oitenta e este novo rei da sala é demasiado novo e impreparado para tanta mordomia. Deslumbrado, o aluno-rei, faz gala de abusos, de indisciplina, de provocações…que até assustam. E os pais do aluno-rei quase sempre ajudam pouco…a Escola.

Por fim, a Escola caiu na trincheira estreita do certo e do errado. Tudo mudou, todos estamos a mudar e a mudança é grande e profunda! Por exemplo: não é fácil ao professor explicar a estrutura de uma família - que era uma coisa de sempre ainda ontem-  quando da sala de aula espreita o portão da Escola e vê chegar o aluno com dois pais e sem mãe ou com duas mães e sem pai!

A Escola exige que se estude a Escola. A que temos, a que precisamos de ter, a queremos ter, a que podemos ter.

E depois falamos de agrupamentos.

 

(publicado no jornal Folha do Centro em 10 de Abril de 2014)

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publicado às 23:23


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