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Conhecimento

26.11.18

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Há dias que nos encostam à parede.

A pergunta é sempre a mesma e chega sempre em veículo provocador e mais ou menos agressivo: vá, diz lá, como é que “resolvias” o problema do Interior?

Digo sempre a resposta com o mesmo conteúdo.

Nunca digo estradas, emprego, estado ou qualquer coisa que tal, tal como investimento. Sempre digo...Conhecimento!

Isto não é filosofia, nem uma lufada de sofisticada contemporaneidade.

Isto é a realidade, a actualidade.

Responder Conhecimento serve para tudo e (não) serve para nada. Conhecimento é o tudo demasiado próximo de dar o passo em frente no abismo do nada – mas é por aqui.

Tal como é nada dizer que a internet liga o mundo todo ao Conhecimento. A internet ajuda, facilita mas não resolve e assusta, como se notou na recente festa da Web Summit em Lisboa.

O Interior só vai conseguir reestruturar-se, mudar-se, ajustar-se, transformar-se e manter, prender e absorver pessoas, se ensinar, partilhar e desenvolver Conhecimento.

É muito difícil ir por dentro desta necessidade, de quem deseja um Interior com futuro, numa impressão num canto de uma folha de jornal.

Chegar ao Conhecimento não é fácil, é complexo, dá trabalho, é duro.

Se assim é, importa também ser duro na dimensão curta da mensagem: o Interior precisa de uma militância fascista pelo Conhecimento. Assim mesmo. O Interior precisa que cada um dos seus partidários, seja um exemplar de Bolsonaro-em-bom, no respeito pela Bíblia e pela Constituição do Conhecimento.

Ao usar a palavra “exemplar”, surge a sugestão de olhar para Oliveira do Hospital como um exemplar que, em pouco mais de vinte anos, foi palco de criação e desenvolvimento de instituições de Conhecimento como a Eptoliva, a ESTGOH e a BLC3 – sim, é por aqui, é por aqui o futuro!

Esta Visão é de tal modo séria, importante e decisiva, que nenhum de Nós tem o direito de não estar disponível, não contribuir, não ser solidário e honesto para com uma causa comum, que vai para além do que cada um de nós particularmente ambiciona ou deseja, no curto prazo que é o tempo da nossa passagem.

Se o Interior conseguir captar Conhecimento, acreditem que vai chegar dinheiro e não vai faltar estrada para cá chegar. E vai saber bem ficar.

Vitor Neves

(publicado no jornal Folha do Centro, 13 de Novembro 2018)

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publicado às 22:45

O Joel

03.12.16

 

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O Interior precisa de pessoas. Em quantidade (número) e em qualidade (valor).

Mas o interior tem um feitio que ou é estupor ou provoca fastio.

Muito gosta o interior dos Seus quando partem para a cidade grande e lugares vistosos do país. É quase como nos funerais! Quando se morre, são vivos os elogios ao morto! Do Interior, quando se parte, os que cá ficam "morrem" para fazer parte do coro de "vivas" ao escolhido. Quem inspira este texto é Joel Vasconcelos, o professor da Eptoliva que foi para o gabinete de António Costa, o primeiro-ministro.

Se não me engano, só falei com o Joel uma vez, numa reunião de trabalho em se definiu um plano para meter a Rádio na Escola e a Escola na Rádio, algo que está e ficou feito. Gostei do Joel: competente, ponderado, disponível. Por isso, quando soube que o Joel ia embora não fiquei satisfeito. O convite pode ter sido bom para ele, mas não é bom para o interior...perder os melhores.

Também não terá sido assim tão bom para o Joel, receber tantos louvores na hora da partida- teriam sabido muito melhor, acredito, durante o tempo que por cá trabalhou. Aliás, alguns dos elogios, com destaque para as redes sociais, devem ter incomodado o próprio Joel, de tão desmesurados….

Vamos usar como pressuposto, para facilitar a mensagem, que cada um de nós se chama Joel, sim Joel!

E a seguir escrever que é positivo que o interior se reveja em cada Joel que vai para lá, mas é muito importante e decisivo que o interior se orgulhe, elogie e reconheça cada Joel que fica cá, que está cá, que faz cá.

O Interior precisa de saber posicionar-se, o Interior precisa de saber e de querer reconhecer os seus valores, o Interior precisa de saber ser egoísta, e até possessivo, para guardar e reter aqui os bons, em síntese, o Interior precisa de amor… próprio!

Se queremos mais e melhor Interior, temos que ser descomedidos no reconhecimento, no carinho e no aplauso ao mérito, sem que seja “condição” para tal que o Joel não esteja aqui ou sai daqui.

O Joel de cá não é inferior ao Joel que foi para lá…por estar cá!

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 30 Nov. 2016)

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publicado às 22:52


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