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25

Não há forma de passar pela data, 25 de Abril, sem sorrir. 

Em Liberdade.

Abril.jpg 

41

Quarenta e um anos a viver em Liberdade, em Portugal.

E se em vez de quarenta e um anos em Liberdade tivessem sido quarenta e um anos sem Liberdade?

23

Foi em Abril que o YouTube surgiu: uma brincadeira de amigos partilhada em Liberdade com o mundo, no dia vinte e três.

10

Desde 2005 que o YouTube é a maior imagem do mundo em Liberdade.

 

Viver assim é ter sorte.

VIVA a Liberdade.

 

Leia aqui uma reportagem do JN sobre os "10 anos de Youtube" e um trabalho do Dinheiro Vivo dedicado à "Profissão: youtuber..." 

http://www.jn.pt/Reportagens/interiorhtml.aspx?content_id=4526749

http://www.dinheirovivo.pt/buzz/interior.aspx?content_id=4531365&page=-1

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publicado às 18:54

Com a ajuda de Pedro Santos Guerreiro, do Expresso, recupera-se o que um dia disse Ricardo Salgado sobre Filipe Pinhal e no que se tinha transformado o BCP:

 

«numa lamentável comédia que destruiu a um nível sem precedentes o valor do banco que geriram; que pôs em causa a credibilidade do sector e do país; e que envergonhou todos aqueles que empenharam as suas vidas e o seu património numa profissão que faz da discrição e do sigilo, da contenção e da prudência, da fidelidade e do dever fiduciários uma sagrada regra de vida.» 

 

Há quanto tempo estamos a desabar?

Pergunta André Macedo, do Dinheiro Vivo, que nos ajuda a reflectir sobre o momento.

 

Reputações que se julgavam sólidas desaparecem.

Ontem BEStial. Hoje BESta.

Está toda a gente a controlar os danos.

Quem irá na enxurrada?

Quantas empresas, empresários, empreendedores e empregos irão com a maré vazia e que ainda não parou de vazar?

Já não temos gestores a construir. Temos gestores de falências, especialistas em dívida, economistas...elevados subitamente a banqueiros para aguentar a credibilidade que se perdeu e reparar os danos...limpar a casa.

Não é normal mas fazemos de conta que sim.

É uma espécie de indulgência de fim de regime.

Há uma terrível sensação de que Portugal, nos últimos anos, na última década, tem andado de ressurreição em ressurreição, um fracasso dá lugar a outro ainda e sempre maior.

Suplantamo-nos na mediocridade e no encobrimento. 

E as pessoas sentem incrivelmente que é assim que a coisa funciona e...consentem, acomodam, acomodam-se.

Tanta asneira num país tão pequeno.

Chega de mentiras.

E que o banco continue verde, tal como a esperança, que assim não morre.

 

 

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publicado às 23:46

Thomas Piketty, é economista, é francês, leciona na Escola de Economia de Paris e teria provavelmente permanecido desconhecido fora dos meios académicos mais restritos não fosse o seu livro “Capital in Twenty-first Century” (Capital no Século XXI) se ter tornado em poucos dias num best-seller nos Estados Unidos, catapultando-o para a ribalta do sucesso mediático em todo o mundo (The Economist; The NY Times; FT; The Guardian; entre outros, consideram Piketty a rock star da economia).

 

Em 685 páginas que contam a história do capitalismo nos últimos 200 anos, com dados concretos e estatísticos, Thomas  Piketty defende que este sistema económico cria um caminho só de ida em direção a desigualdades insustentáveis e à injustiça social, desmontando o mito de que esforço, trabalho, competência e criatividade chegam para enriquecer quem não nasceu rico.

Para este economista, o crescente aumento das desigualdades conduzirá o capitalismo ao seu próprio colapso, a menos que se faça alguma coisa para inverter esta tendência. A solução apontada é taxar duramente os mais ricos, propondo a aplicação de um imposto de 80% sobre os rendimentos acima dos 500 mil dólares anuais (nos EUA).

 

O livro já tinha sido publicado há um ano em França, mas não recebeu muita  atenção. Nos Estados Unidos, com a polémica sobre as desigualdades na ordem o dia, a edição americana, publicada em março, tornou-se de imediato número um em vendas no site da Amazon (que já não faz entregas grátis para Portugal!).

Nascido em Clichy, perto de Paris, a 7 de maio de 1971, ainda no rescaldo dos motins de 1968 onde os pais tinham tomado parte ativa, cresceu com os modelos intelectuais em voga na época – historiadores e filósofos da esquerda francesa –, mas foi a matemática e a economia que escolheu para o seu percurso académico na École Normale Supérieure.

Aos 22 anos, doutorou-se com uma tese sobre a redistribuição de riqueza, que escreveu na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris e na Escola de Economia de Londres, e mudou-se para os Estados Unidos para ensinar no Massachussetts Institute of Technology (MIT), onde ficou três anos como professor assistente no departamento de Economia.

Desapontado com o trabalho dos economistas americanos, regressou a Paris, para ficar, ingressando no Centro Nacional de Pesquisa Científica, como pesquisador, e tornando-se, cinco anos mais tarde, diretor de estudos da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais e depois (2006) no primeiro diretor da Escola de Economia de Paris, que ajudou a criar. Um projeto que só interrompeu para apoiar, como assessor económico, a campanha presidencial de Ségolène Royal nas eleições de 2007, perdidas para Nicolas Sarkozy. Também apoiou François Hollande, mas este deixou cair as ideias de Piketty, agora o economista da moda.

Em 2002, então com 31 anos, ganhou o prémio para melhor jovem economista em França. Os problemas económicos do mundo, os meandros da renda e da riqueza, as desigualdades, com os rendimentos do capital a crescerem mais rapidamente do que os do trabalho, foram temas que nunca mais o abandonaram, tendo dedicado as duas últimas décadas a estudá-los, estendendo as suas pesquisas a outros países para além da França e dos Estados Unidos com a ajuda de outros pesquisadores, como Emmanuel Saez Isso.

 

Conheça, segundo o critério editorial de "Dinheiro Vivo", principais ideias-chave que o livro contém, não necessariamente pela ordem que se segue:

1- As desigualdades não são uma ocorrência passageira, mas uma característica do próprio capitalismo, e os excesso só poderão ser corrigidos com a intervenção do Estado.

2- Numa economia em que os rendimentos do capital crescem mais do que a economia, a riqueza herdada sempre crescerá mais rapidamente do que a conquistada pelo trabalho, criando níveis de desigualdade insustentáveis.

3- Se um cidadão não nascer rico, será muito difícil enriquecer só através do seu esforço, trabalho, competência e talento.

4- O período de meados do século XX em que houve um aumento da igualdade, na Europa e nos Estados Unidos após a segunda guerra mundial, deve-se a condições extraordinárias que não irão repetir-se.

5- A "meritocracia extrema" dos novos executivos com capacidades consideradas excepcionais levou a um desequilíbrio brutal dos salários. Nos anos 50, o salário de um executivo médio nos Estados Unidos era 20 vezes superior ao dos trabalhadores da empresa. Hoje está 200 vezes acima.

6- As desigualdades poderão no futuro atingir os mesmos níveis do século  XIX, se não forem adotadas políticas suficientemente agressivas para  contrariar essa tendência.

7- Em 2012, quase um quarto da riqueza (22,5%) encontrava-se já concentrada em apenas1% da população, um desequilíbrio que tende a crescer.

8- As políticas fiscais são imprescindíveis para a redistribuição da riqueza, não apenas na Europa e nos Estados Unidos, mas em todo o mundo.

9- O crescente aumento das desigualdades ameaça a democracia, pondo em risco o futuro do próprio capitalismo.

10- A solução deverá ser a taxação dos mais ricos, através da aplicação de um imposto de 80% sobre os rendimentos acima de 500 mil dólares por ano (nos EUA).

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publicado às 11:44

A ditadura do mesmo

 

O texto (aqui em excertos) que se publica é assinado no Público ( http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-ditadura-do-mesmo-1634028 ), em 30/04, por Rui Tavares (Historiador e eurodeputado, cabeça de lista do partido Livre às eleições europeias).

 «Escrevo minutos depois de ter visto o primeiro debate entre os candidatos a presidente da Comissão Europeia. Um debate histórico. Falou-se de tudo o que é essencial para o nosso futuro: desemprego, eurobonds, troika, juventude, energia, Ucrânia, imigração, envelhecimento, pensões e salários. Pela primeira vez desde que o mundo é mundo, quatro candidatos ao executivo de uma União de países explicaram como pretendem governar se forem eleitos. E, no entanto, escrevo estas linhas com raiva.

Porquê? Porque em Portugal ninguém quis organizar este debate....

...as instituições e órgãos de comunicação social que não quiseram dar atenção a este debate justificaram-se com a falta de interesse dos portugueses por temas europeus. Mas querem saber a melhor? Durante o debate de ontem foi batido um recorde de dez mil tweets por minuto comentando as propostas dos candidatos. Sabem de onde vinha a grande maioria? Dos países do Sul da Europa....

...Portugal, hoje, é a ditadura do mesmo: os mesmos debates, os mesmos círculos, as mesmas opiniões e os mesmos partidos, fazendo as coisas sempre da mesma maneira, e coreografando as mesmas controvérsias com as mesmas palavras e o mesmo vazio de significado....

O mesmo se passa hoje. Há regimes que são oligarquias, burocracias, tecnocracias ou bancocracias. O nosso regime é a mesmocracia....»

 

O texto (aqui em excertos) que se publica é assinado no Dinheiro Vivo (http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO345774.html?page=0 ), em 02/05, por Pedro Bidarra (Publicitário, psicossociólogo e autor).

 «Gostei do artigo do Rui Tavares (RT) no Público...

...Apenas corrigiria a referência ao hoje. Dá-me ideia que Portugal sempre foi assim: mais do mesmo. Portugal é um país onde a convenção reina e onde a inovação, o risco e a criatividade estão, há muito, na clandestinidade.

"Imbecilidade é fazer as mesmas coisas repetidamente e esperar resultados diferentes" é uma citação famosa atribuída a Einstein – que na verdade disse insanidade em vez de imbecilidade, mas eu dei-me a liberdade de traduzir assim.

Usando esta definição operativa de imbecilidade, eu direi que Portugal é um país com uma quantidade anormal de imbecis. Não sei se tem mais ou menos imbecis que a média, mas desconfio que, entre as suas elites, estará acima da média europeia. Parece-me mesmo que, para se chegar à elite, é precisa uma razoável dose de imbecilidade, ou seja, de pensamento convencional, de saber fazer o que sempre se fez, de falar como sempre se falou, de pensar o que sempre se pensou.

Quando falo em elites não me refiro apenas àquelas em que é fácil malhar nos jornais e nas redes sociais: os empresários e os "capitalistas". Claro que nessas elites há imbecis com fartura, embora no mundo empresarial haja uma selecção natural que impede a permanência no topo das empresas de grandessíssimos imbecis. Mas os imbecis, os que fazem o mesmo e esperam resultados diferentes, estão em todo o lado.

Estão nas direcções dos jornais e televisões, por exemplo. Oh se estão. Basta ver as dezenas de programas em simultâneo com um moderador e três gajos a falar de futebol; todos a fazer o mesmo à espera de resultados diferentes. Imbecilidade, lá está.

A cultura, por exemplo, está cheia de imbecis muito eruditos: gente que sabe tudo o que se fez e por isso insiste em fazer, premiar e aplaudir o que se faz como sempre se fez. Para se ser escritor ou artista não é preciso fazer nada de novo. Basta ter o pensamento do costume, a opinião do costume, a cor do costume, os amigos do costume e fazer qualquer coisa que seja parecida com a coisa do costume.

E estão no povo que, desde há 40 anos, alternadamente vota PS e PSD e espera resultados diferentes.

...O RT está frustrado...

...Mas não estará ele e o Livre a fazer o mesmo de sempre? Não é o Livre apenas mais do mesmo? Não estará o RT com raiva de um sistema que faz sempre o mesmo, porque esperava o mesmo tratamento que afinal não tem?»

 

Será que a democracia, hoje, é a ditadura do mesmo do costume?

 

 

 

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publicado às 10:19


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