Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


NATALidade

05.04.20

09-12-2019-08-58-21.jpg

A capa do jornal não deixava espaço para o bolo rei do Natal: natalidade volta a subir mas interior fica para trás.

Dentro da notícia dizia-se que dentro do país, o menos é de tal maneira crescente que “o Interior fica cada vez Mais para trás”. Este “Mais” é um traço de destino para a fava.

Neste deve e haver de nascimentos e óbitos, o saldo é vermelho. O nascer está a perder com a morte. Pouca sorte. O Interior quando conta as pessoas apura “um caixa” de cada vez menos e…mais velhos.

É dramático. Muitos a sair, poucos a nascer e a paisagem humana cada vez mais grisalha.

Falta gente (jovem) em todo lado, em qualquer lado.

A demografia é a terrível radiografia do poder autárquico do Interior.

Vê-se tudo. E é evidente que os medicamentos já não fazem efeito. Duas décadas de discursos, debates, programas, anúncios, festas e eventos e é isto: são cada vez menos os que ficam, são cada vez mais os que não fazem filhos.

O poder autárquico do Interior pode não ser muito, mas a derrota é grande. A bandeira da proximidade sofre cada vez mais de falta de próximos.

O que fazer? Eis a questão. Eis a grande questão.

Talvez começar por um sobressalto.

A demografia exige que quem quer um país Inteiro fale alto e se foque de alto a baixo no desafio.

A natalidade não é uma prioridade, é uma necessidade. E ninguém faz filhos com luzinhas de natal e comboinhos. Filhos sempre rimou com sarilhos. Hoje a rima é mais forte. É fácil de dizer, não é fácil de resolver, se insistimos em não ver…e procurar entender.

Mas o que fazer? Eis a questão. Outra vez a questão!

Talvez importar pessoas.

Sem natalidade, a felicidade pode estar na contramão do vir com o ir.

O Interior vai ter que a abrir o coração à Imigração!

Sim, ou Interior vai fazer “compras no mercado” das Pessoas, ou vai parar perto, no deserto.

Vitor Neves

(publicado no jornal Folha do Centro, 19 Dezembro de 2019)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:09

Sim, estamos melhor.

Mas estamos muito mal.

Sim, o "cavalo" chamado austeridade vai continuar, a galope.

E no actual contexto político, económico e financeiro não parece ser possível outra alternativa.

Tinha que ser por aqui. Tem que ser por aqui. ...Talvez.

A conjuntura do agora deu um ar(zinho) da sua graça.

Mas a estrutura é o problema de Portugal.

 

O problema de Portugal sãoTrês(!)... grandes ( e graves) problemas:

 

A demografia. É trágico.

  Os portugueses não fazem filhos (2013 superou 2012 como pior ano de sempre - menos de 80 mil nascimentos)

  O aumento da esperança de vida. (Ai, ai as pensões de reforma!)

  A partida dos Imigrantes.

  A partida dos Emigrantes. Uma tragédia para o Crescimento.

  A desertificação do Interior (parte do território despovoado: mais de 70% da população de Portugal vive encostada ao mar, entre Porto e Setúbal) 

  (ver nota 2)

Autosubsistência. Ou autoinsuficiência.

  A produção é insuficiente para as necessidades do país. (matérias-primas, energia, alimentação, etc.)

  Importar menos para ser (mais) independente. Exportar é bom. Mas produzir mais para Importar menos é melhor.

 

Mentalidades. E hábitos.

  Direitos -sem deveres- adquiridos. Uma praga!

  O Estado padrinho e protector: fonte sem nome e sem fim de dinheiro para tudo, para todos. 

  Trabalho, Talento, Mérito. Ponto. Não acreditamos....

  Dever cívico. Ora aí está algo que reservamos sempre para os outros.

  Disciplina (nunca se cumpre um plano; nunca se respeita uma data; nunca se chega a horas;) 

  Inveja. Luso doença incurável. Até hoje.

 

Tudo isto de per si é grave. Tudo isto junto ou combinado é letal.

Ou mudamos isto ou vamos viver sempre assim: iludidos, pobretes, alegretes e dependentes.

Ou mudamos isto ou vamos ser para sempre o país do eterno futuro num presente desconcertado.

 

E o sol e o mar, um dia, podem-se fartar.

Oxalá que não.

 

 

Nota 1: este texto deve ser lido conjuntamente com o texto «Portugal», aqui publicado no dia 23 de Novembro de 2013.

 

Nota 2: promover o comércio local, como se faz em Oliveira do Hospital e Tábua (ADI) com a iniciativa "Cá Compra, Cá Fica", é inglório, se lá "Não Fica" ninguém... (partilhado em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 13 de Janeito de 2014, ás 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 FM e radioboanova.com)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:01


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Março 2021

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031


Posts mais comentados



Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D