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A Maioria

05.10.15

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A maioria de Nós não quer saber da maioria deles.

Foi este o resultado mais relevante da noite eleitoral de 4 de Outubro.

Quem não votou, se fosse um partido, ganhava a maioria. E a maioria que votou, não quis dar a maioria a quem quer que fosse para governar.

A noite eleitoral do primeiro domingo de Outubro foi uma noite de derrotas.

Perdeu a democracia com tanto voto perdido na maior abstenção de sempre em eleições legislativas, Perdeu a coligação PSD/CDS-PP que perdeu a maioria.

Perdeu o PS que não ganhou a maioria e que viu a outra esquerda ganhar mais peso na maioria da sua esquerda.

Perdeu a CDU que agora está em terceiro à esquerda e perderam os dissidentes "bem pensantes": o Marinho, o Rui, a Ana e a Joana.

Perdeu Portugal que está metido num grande imbróglio político, sob um sufoco económico e financeiro e, não deverá tardar muito, voltará a votar.

Festejaram as meninas do Bloco uma votação record que as coloca no terceiro lugar do pódio partidário e "os animais" do PAN que chegaram à Assembleia, numa noite de chuva de perdas.

A maioria de Nós não quer saber da maioria deles.

 

(publicado em radioboanova.com, 5 de Outubro de 2015)

 

ps.: o concelho de Oliveira do Hospital voltou a dizer nas urnas que vota à direita! Tal facto devia fazer pensar os respectivos partidos na razão pela qual, nas Autárquicas, a esquerda ganha e por tantos....

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publicado às 14:10

Um olhar sobre as Autárquicas 2013...

Nacional

 

Vencedor: Rui Moreira

Vencido: Luís Filipe Menezes

 

- Abstenção recorde: 47,4%.

Este número quer dizer, em linguagem simples, que em cada universo de 10 votantes apenas 5 votaram.

E a legitimidade democrática, nomeadamente de quem ganha?

Os votos brancos foram recorde e superaram os votos no CDS-PP!

Os votos brancos e nulos foram outro recorde que igualou os votos nos Independentes!!

O sistema a mudar por dentro? (I)

 

- PSD grande derrotado. BE desapareceu.

 

- PSD, CDS e PS perderam quase um milhão de votos.

O PS ganhou como nunca tinha ganho: mais votos do que a concorrência; mais câmaras; mais mandatos; conquistou a ANM…mas perdeu eleitores, perdeu votos.

O sistema a mudar por dentro? (II)

 

- CDU: grande noite. O Alentejo é outra vez vermelho. Quem diria.

 

- CDS-PP: um “penta” de câmaras salvador. Portas, na noite eleitoral, foi malandro com Passos e o PSD, a quem roubou câmaras.

 

- Independentes: movimento crescente, ainda que não uniforme, e que veio para ficar. Grandes conquistas: Porto, Matosinhos e Oeiras.

O sistema a mudar por dentro? (III)

 

- O fim das "eternidades": Braga (PSD, antes PS de Mesquita Machado); Guarda(PSD, antes PS); V. N. Poiares (PS, antes PSD de Jaime Soares)

 

- Os vivas ao condenado e preso Isaltino: indigno!

 

- A contagem e divulgação dos resultados (MAI): um fiasco penoso e lamentável e…caro, pelo que se sabe. E as sondagens também se espalharam…

 

Regional

 

Vencedor: Álvaro Amaro

Vencido: Barbosa de Melo

 

- Viseu manteve-se laranja, agora com o ex-governante Almeida Henriques; Guarda mudou para o PSD com Álvaro Amaro; Coimbra mudou para o PS, com o regressado Manuel Machado.

 

- Nelas: PS ganhou no voto-a-voto com o PSD (ambos chegaram aos 44%...)

 

- Municípios Adiber (Arganil, Góis, Oliveira do Hospital, Tábua): tudo na mesma….em Seia também…em Gouveia regressou o PS.

 

Local

 

Vencedor: José Carlos Alexandrino

Vencido: António Duarte

 

- E tudo o PS levou.

Vitória plena sem paralelo histórico.

Câmara Municipal: PS 6; PSD 1

Assembleia Municipal: PS 15; PSD 5; CDS-PP 1

Juntas de Freguesia: PS 13; I 2; CDU 1

 

Nota: Cristina Oliveira, a candidata do PSD, muito bem na hora da derrota (e também José Vasco Campos): fair-play e tranquilidade, ao prestar declarações em exclusivo e EM DIRECTO para a Rádio Boa Nova, no especial Autárquicas 2013.

 

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 30 de Setembro de 2013, 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

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publicado às 16:11

Domingo, dia 29, depois dos votos contados, José Carlos Alexandrino vai fazer mais uma festa, a da vitória!

Escrever uma opinião é um risco. Escrever uma previsão é o risco. Arrisco.

Os especialistas dizem que no jogo eleitoral autárquico os adversários do candidato- Presidente em exercício nunca ganham as eleições, este é que as pode perder. Não parece que em Oliveira do Hospital tal vá acontecer.

José Carlos Alexandrino pode mesmo conseguir o impensável para o PS há quinze ou vinte anos atrás, num concelho outrora satélite do cavaquistão: duas vitórias autárquicas consecutivas e a segunda com maioria!

José Carlos Alexandrino, conhecedor da importância da técnica e da táctica dos seus tempos de «mister», deu provas de ter aprendido a técnica da política e ser bom na táctica, não mexendo na equipa, nem nas posições e sabendo tirar proveito do apoio do comunista António Lopes. E quer muito ganhar!

Oito anos como Presidente do Município de Oliveira do Hospital vão gravar o nome de Alexandrino na história política do concelho e do distrito e pode muito bem acontecer que ao chegar a casa no domingo de madrugada se possa ouvir a sua voz, da janela do quarto, no grito que James Cameron imortalizou na voz de Leonardo Dicaprio: «I´m the king of the world.» No mar autárquico não há icebergs.

Há quatro anos Alexandrino e o PS ganharam porque o PSD estava (re)partido, por dois. Quatro anos depois o PSD parece na mesma, partido, apesar da determinação, do tom aguerrido e do bom ar de Cristina Oliveira, a candidata. 

A simpatia que transpira a candidatura do CDS-PP até pode atrapalhar mais Cristina Oliveira do que o actual Presidente da Câmara. Assim, do lado político-partidário não parece existir grande ameaça para a reeleição do professor.

E a avaliação do mandato por parte dos munícipes? Ora é aqui que entra a palavra da moda inventada por políticos e economistas: Contexto(!), que mais não é do que a desgraça financeira e económica que tomou conta de tudo e de todos e obrigou a que tomassem conta de Nós, Portugueses.

O Contexto foi o maior inimigo e o maior amigo de Alexandrino. Inimigo durante o mandato e amigo no dia do voto.

O desemprego, a falta de investimento, as freguesias, as escolas, etc., tudo se explica no Contexto.

Sim, é razoável admitir que Alexandrino não fez mais e melhor por causa do Contexto. Sim, é razoável admitir que muitos vão votar PS porque o Homem não podia fazer mais no actual Contexto.

Valha a justiça no reconhecimento que Alexandrino leu bem o Contexto.

Passou a vestir a camisola do PS por dentro, controlou as contas (chamou para a tarefa um Homem do PSD!) e virou-se para as pessoas. Aproximou-se delas. Solidarizou-se com elas. Fala com toda a gente. Mostra disponibilidade para ajudar toda a gente. Conhece toda a gente em todo o lado.

Alexandrino apostou em promover as pessoas promovendo a sua terra. Encheu as pessoas de orgulho com eventos e festas a mostrar o que era delas e para elas, do queijo ás bicicletas, da moda aos carros, do Quim Barreiros ao Tony Carreira e…Você na TV- não sei se ainda há um «oliveirense» que não tenha aparecido na televisão.

Tudo isto somado vai dar muitos votos. E a vitória.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, terça-feira, 24 de Setembro de 2013)

 

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publicado às 13:35


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