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O turista português descobriu, em 2020, que o que “É Nacional é bom!”

A pandemia Covid 19 empurrou-nos a todos para dentro. Primeiro para dentro de casa, depois para dentro do país.

Não há memória de uma coisa assim.

Tanto português metido dentro do seu país, percorrendo-o e descobrindo-o por dentro, sentindo o aconchego do prazer de viajar cá dentro.

Uma viagem por um Interior de Portugal que, apesar do despovoamento, está novo, bem cuidado, com uma rede viária extraordinária, com projetos turísticos fantásticos e uma variedade de paisagens, de gastronomia e de enologia indizíveis.

Apesar de uma gritante impreparação para o marketing turístico e o abandono de muitos e muitos “casarões”, o país está (Quase) todo novo!

Importa aqui destacar o Quase, que quase se escondia na frase anterior.

Muito deste Quase está escrito no centro interior, na beira interior.

Quando, aqui e ali, já cheira a eleições autárquicas, é bom lembrar os futuros candidatos que o nosso Interior, o Interior que é mesmo o interior do centro do país retângulo, parece que se tem descuidado com a evolução da concorrência...interna.

Há “Interiores” com as montanhas (mais) bem cuidadas, com as praias dos rios (mais) bem tratadas, com a oferta gastronómica (mais) bem estruturada e organizada, com os produtos endógenos e embaixadores de cada região (mais) bem suportados e com excelentes vias de comunicação e unidades de hotelaria que são um regalo para ir e para dormir, respetivamente.

Sempre que apregoamos as nossas virtudes para com as visitas, convém olhar para o lado e dar conta que a nossa serra, a nossa praia fluvial, a nossa gastronomia, a nossa estrada, a nossa oferta de dormidas, talvez estejam a ficar para trás e não são assim tão excecionais: há melhor e cada vez há mais Melhores.

É bem verdade que há sempre melhores e piores. Mas é imperativo que a nossa Beira Interior se junte aos melhores, conquistando elogios que dispensam a proclamação do auto-elogio.

Que os milhões que se anunciam a chegar da Europa, sejam o despertador, o acelerador e a motivação para que este nosso Centro Interior esteja no centro das melhores Opções, para que cada um de Nós possa ser feliz Aqui dentro.

Vitor Neves

(publicado no jornal Folha do Centro, 10 de Setembro de 2020)

ps: o que é que move um homem a registar como marcas suas, os nomes de instituições com centenas e dezenas de anos? E como é que tal é possível?

- Estranhos, estes dias que vivemos!

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publicado às 19:29



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