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Problemas que vêm com a vitória são mais agradáveis do que os da derrota, mas igualmente difíceis.

Winston Churchill

 

Foi cruel.

Alexandrino preparava-se para ir para o “réveillon” brindar ao epílogo do ano de ouro da sua vida política, quando o seu companheiro de luta, António Lopes, lhe estragou a festa!

Foi amargo o final de 2013 para o professor da Cordinha. As imagens do penoso desconforto são um momento para a história das Assembleias Municipais: o Homem aguentou-se com o desgosto encostado à evocação da honra.

E António Lopes não é um qualquer. Foi um dos grandes obreiros da oposição a Mário Alves, é um comunista que faz gala de o ser, e renovou a conquista da presidência da Assembleia Municipal com uma votação popular esmagadora e histórica, de resto muito próxima dos mais de 8 mil votos conquistados pelo super-maioritário Presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino.

Sim, António Lopes não é um qualquer. Uma tremenda experiência de vida, bom verbo, cultura política, corre em pista própria e o seu traço de personalidade é mais talhado para ser oposição do que para ser poder. Este bater com a porta ao PS vai dar muita dor de cabeça a Alexandrino. Ai vai, vai.

Importa aqui que se recorde uma velha e instrutiva história de Churchill, o velho estadista inglês. Conta-se que certo dia recebeu, na bancada conservadora de Westminster, um jovem deputado do seu partido que tinha acabado de ser eleito pela primeira vez. Virando-se para a bancada oposta, onde se sentam os trabalhistas, o jovem deputado comentou: "é então ali que estão os nossos inimigos". Churchill, com a sua imensa sabedoria, corrigiu-o de imediato: "ali sentam-se os nossos adversários; os nossos inimigos sentam-se ao nosso lado, nesta mesma bancada".

Se Alexandrino não leu uma das muitas e boas biografias de Churchill é bom que o faça, e já. O Inglês é um compêndio político. Está lá tudo.

A vitória eleitoral de Alexandrino foi de tal modo esmagadora que, logo no dia seguinte, parecia ter desencadeado a sensação do “é demasiado”, em muitos sectores da sociedade Oliveirense. Basta ouvir o que se diz nos cafés e nas ruas. O fato da oposição quase ter desaparecido revestiu Alexandrino de um poder absoluto que preocupa muitos. O Presidente é um ser humano e sabe-se que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Como Churchill explicou os problemas da vitória não são menos complicados do que os outros.

António Lopes, felino, percebeu que tinha aqui uma oportunidade para dar asas á sua natureza contra-poder.

Alexandrino, ao transformar o boletim municipal em jornal e ao ter chamado Henrique Barreto para fazer as “notícias”, terá gerado a gota de água que fez transbordar o copo da afronta do comunista Lopes. É do conhecimento público que a parceria de António Lopes com Henrique Barreto no CBS acabou mal, muito mal.

E agora? Agora “é corrigir o que está mal”, tal como diz em sublime provocação António Lopes.

E quem é que está mal?

 

(Publicado no jornal Folha do Centro, edição de segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014)

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publicado às 00:03

José Carlos Alexandrino, Presidente do Município de Oliveira do Hospital, ganhou as eleições autárquicas 2013 com uma maioria esmagadora.

É tão grande o feito, como o desafio: o desafio de ser poder.

 

E quais são os desafios de Alexandrino?

- O Partido. Já se sabe que há sempre gente no Partido que gosta de tirar partido...pessoal!

- Os interesses dos lóbis. São peritos a manietar, a controlar, a seduzir. Todo o cuidado é pouco.

- Os amigalhaços. São os do costume, aparecem sempre nestas alturas a reclamar que sempre aqui estiveram. Um perigo.

 

O poder obriga a saber ouvir, a saber ver, quem possa pensar diferente, fazer diferente.

 

Discordar não é ser do contra. E quem não é por mim não é contra mim.

 

O poder obriga a ser pelo Concelho e pelas Pessoas.  

 

ps.: José Carlos Alexandrino é o primeiro convidado do ca$h r€sto zero/Rádio, edição mensal, no último sábado de cada mês.

Este Sábado, na Rádio Boa Nova, depois das 12h, em directo: a opinião do Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital sobre a Política, a Economia e as Pessoas.

   

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 21 de Outubro de 2013, 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

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publicado às 22:46

«Neo-Nazi»

30.04.13

Igualdade.

Para promover a Igualdade entre o homem e a mulher o Município de Oliveira do Hospital nomeou Teresa Serra como Comissária.

Escolha acertada, a de José Carlos Alexandrino, o Presidente. 

Teresa Serra é uma Senhora, com uma senhora vida como profissional, com dedicação aos que a rodeiam, uma mulher exemplar.

 

(De)Igualdade.

José carlos Alexandrino, o Presidente, chamou «Neo-Nazi» ao Presidente da concelhia do PSD Local, após este ter chamado «seres menores» aos membros do executivo municipal de Oliveira do Hospital. (ver video no site da Rádio Boa Nova)

Eu já estive em Auschwitz e só de ouvir o som da palavra «Nazi», arrepio-me.

Sabemos que a luta política local é sempre muito aguerrida...

Mas não é igual ser Presidente do Município ou ser Presidente de uma Comissão Política local!

E nada é igual ao Nazismo.

- Não devia ter respondido (assim), José Carlos Alexandrino.

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, terça-feira, 30 de Abril de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

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publicado às 22:23

Cristina Oliveira, ex-Directora Regional da Educação do Centro, é a candidata do PSD à Presidência do Munícipio de Oliveira do Hospital, no próximo acto eleitoral autárquico.

A sua candidatura, por si só, é um facto inédito: nunca o PSD tinha proposto uma mulher para liderar a gestão autárquica do concelho de Oliveira do Hospital.

  

 

São três os candidatos, já assumidos, para a disputa eleitoral: José Carlos Alexandrino, o actual Presidente, pelo PS; Cristina Oliveira, pelo PSD; José Vasco Campos, pelo CDS-PP.

José Carlos Alexandrino, para renovar o seu mandato por mais quatro anos, deve ser cuidadoso nas suas leituras.

Deve evitar William Shakespeare que dizia que «Fragilidade, o teu nome é mulher».

Os tempos mudaram. E muito. 

Talvez seja melhor ler Alfred de Musset que um dia escreveu:

«A mulher é como a tua sombra. Se corres atrás dela, ela correrá à tua frente. Se corres à frente dela, ela correrá atrás de ti.» 

 

(opinião editada em ca$h resto z€ro/rádio, sexta-feira, 18:30, 18 de Janeiro de 2013, em Rádio Boa Nova 100.2 e radioboanova.com ) 

 

 

 

  

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publicado às 11:43


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