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O velho slogan “ler jornais é saber mais” sobrevive na era 4.0 como “estar nas redes sociais é saber mais”. Isto não é uma questão de querer ou de gostar, é assim: um novo tempo, uma nova realidade, uma oportunidade.

As redes sociais, entre outras coisas que tais, permitem saber mais, dizer mais a todos, sobre todos, de tudo, sobre tudo. Para quem, de perto ou de longe, está ligado a este mundo da comunicação há mais de 30 anos, isto é revolucionário! É uma revolução que nos obriga a estar em modo de aprender em permanência. Num contexto veloz, instantâneo, efémero e de acesso fácil, temos que aprender todos os dias como gerir o que somos, o que fazemos, como vivemos.

E assim, num instante, sem depender de nada nem do que ou de quem quer que seja, cada um de nós pode mostrar ao mundo, sim ao mundo, a todo mundo, o que é, onde está, o que faz, o que gosta, o que não gosta, etc., etc., e pode fazê-lo destacando o que mais lhe interessa ou só que lhe interessa!

Vamos deixar as virtudes, os defeitos e os riscos das grandezas e misérias desta imensa liberdade para os “entendidos”.     

Vamos apenas pelo trilho dos bons exemplos…de autarcas!

- Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto. É o rei dos autarcas nas redes sociais. Promove o Porto, o que faz pelo Porto; partilha e defende as suas ideias; exercita algumas das suas paixões, com destaque para a fotografia; elenca causas, pessoas, desafios. Um mestre da comunicação que importa seguir, independentemente do posicionamento ou da opinião de cada um.

- Nuno Ribeiro, vereador da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Este jovem autarca de Oliveira do Hospital, por quem tenho apreço, é de um voluntarismo nas redes sociais a promover o que acontece no concelho, que merece uma vénia, ou duas! Este Dezembro, durante um fim de semana, o Nuno esteve nos convívios de natal do Hóquei em Patins do Futebol Clube Oliveira do Hospital, do G. D. Bobadelense, no evento “Natal sobre Rodas”, no “derby” de futebol dos benjamins de Nogueira do Cravo e de Oliveira do Hospital, no lançamento do livro “Terra do meu coração” de Lucinda Maria, no convívio de natal do Centro Paroquial de Santa Ovaia, na Noite de Fados do Seixo da Beira, no evento “Pais Natais em Movimento” e, ufa, no convívio de natal da Associação Desportiva de Gramaços!!! Tudo isto, tudo, com texto e registo fotográfico, qual grande repórter. Exige a justiça que se refira que há outro vereador, José Francisco Rolo, que também faz um trabalho notável, neste reportar ao mundo o que no concelho e na região vai acontecendo…

Os “má-língua” do costume logo dizem que é política, que são pagos para isso e outras “coisitas” assim mais-ou-menos.

Talvez importe mais enfatizar que, mesmo podendo ser política e votos e outros quejandos, estes homens fazem o que devem: reportam e promovem o que está acontecer. E no caso do Interior, partilham e testemunham o esforço e o trabalho de gente que insiste, que não desiste, que existe.

E disto, nas redes socias, todos queremos mais.   

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 22 de Dezembro de 2016)    

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publicado às 19:46

O Joel

03.12.16

 

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O Interior precisa de pessoas. Em quantidade (número) e em qualidade (valor).

Mas o interior tem um feitio que ou é estupor ou provoca fastio.

Muito gosta o interior dos Seus quando partem para a cidade grande e lugares vistosos do país. É quase como nos funerais! Quando se morre, são vivos os elogios ao morto! Do Interior, quando se parte, os que cá ficam "morrem" para fazer parte do coro de "vivas" ao escolhido. Quem inspira este texto é Joel Vasconcelos, o professor da Eptoliva que foi para o gabinete de António Costa, o primeiro-ministro.

Se não me engano, só falei com o Joel uma vez, numa reunião de trabalho em se definiu um plano para meter a Rádio na Escola e a Escola na Rádio, algo que está e ficou feito. Gostei do Joel: competente, ponderado, disponível. Por isso, quando soube que o Joel ia embora não fiquei satisfeito. O convite pode ter sido bom para ele, mas não é bom para o interior...perder os melhores.

Também não terá sido assim tão bom para o Joel, receber tantos louvores na hora da partida- teriam sabido muito melhor, acredito, durante o tempo que por cá trabalhou. Aliás, alguns dos elogios, com destaque para as redes sociais, devem ter incomodado o próprio Joel, de tão desmesurados….

Vamos usar como pressuposto, para facilitar a mensagem, que cada um de nós se chama Joel, sim Joel!

E a seguir escrever que é positivo que o interior se reveja em cada Joel que vai para lá, mas é muito importante e decisivo que o interior se orgulhe, elogie e reconheça cada Joel que fica cá, que está cá, que faz cá.

O Interior precisa de saber posicionar-se, o Interior precisa de saber e de querer reconhecer os seus valores, o Interior precisa de saber ser egoísta, e até possessivo, para guardar e reter aqui os bons, em síntese, o Interior precisa de amor… próprio!

Se queremos mais e melhor Interior, temos que ser descomedidos no reconhecimento, no carinho e no aplauso ao mérito, sem que seja “condição” para tal que o Joel não esteja aqui ou sai daqui.

O Joel de cá não é inferior ao Joel que foi para lá…por estar cá!

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 30 Nov. 2016)

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publicado às 22:52


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