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Herberto Helder

24.03.15

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Morreu Herberto Helder, o poeta dos poetas.

O maior poeta português da segunda metade do século XX morreu aos 84 anos.

Herberto Helder morreu esta segunda-feira, em Cascais. O poeta, nascido em 1930 no Funchal, morreu em casa, e as causas da morte não foram reveladas. Era considerado por muitos o maior poeta português da segunda metade do século XX.

No ano passado, em Junho, publicou A Morte Sem Mestre, pela chancela da Porto Editora — numa edição que incluía um CD com cinco poemas ditos pelo autor. Em 2013 havia publicado Servidões. Desde a publicação de A Faca Não Corta o Fogo, em 2008, tornou-se um caso de consenso crítico quase absoluto. Tal como os anteriores livros de Herberto Helder, A Morte Sem Mestre teve apenas uma edição, tendo esgotado rapidamente.

Ignorou e recusou formas de espaço público para lá da sua escrita, sendo um dos sinais da sua determinação relativamente a um discurso sobre o seu trabalho e sobre a sua presença. Não dava entrevistas. Não aparecia.

Em 1994, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa pela sua obra que, segundo o júri, iluminava a língua portuguesa. Herberto Helder, no entanto, recusou a distinção, uma das mais importantes atribuídas em Portugal, e pediu ao júri que não o anunciassem como vencedor e dessem o prémio a outro.

 "Não sei como dizer-te que a minha voz te procura" - só começa assim um poema quem tem um talento maior e único. A obra viverá sempre e para sempre.

"Até sempre, Poeta."

 

 Fonte: Público

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publicado às 23:31

A Graça

22.03.15

Este texto não é uma encomenda, nem uma factura. Tem valor, mas não tem preço. É oferta.

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Vamos falar de graça da Graça, a vereadora.

Em Portugal e em sublinhado maior na beira interior, vive-se o medo de dizer bem e quando se diz bem parece que até parece mal.

Vamos falar de graça da Graça e bem. Quer continuar a ler?

A Graça, a vereadora, quando começou o primeiro mandato autárquico gerou, em muitos, dúvida e nos costumeiros maldizentes logo se antecipava o desastre: uma desgraça, diziam.

A Graça, que vai agora a meio do segundo mandato, fez o seu caminho, sempre embrulhada nas mantas da cultura e da educação e sob o véu da política, que nunca lhe pesou.

Hoje, tem graça ouvir os comentários sobre a Graça.

Trabalha muito, é boa ouvinte, faz equipa, é determinada, gera consensos, fala cada vez melhor….são alguns dos elogios que se vão ouvindo. Chega a ter graça ouvir os que antes anunciavam a desgraça, agora parecem pregadores da Graça!

A Graça tem sabido estar na política local parecendo sempre que não é dali.

Não tem aquele discurso de matraca dos políticos e quejandos, gere o conflito evitando-o, tem um ar saudável, não perdeu a humildade, gere bem o tom de voz. Acresce que, com o tempo, aprendeu a usar com mestria a sua aparente timidez, não sendo uma mulher vistosa ou fatal é uma mulher bonita, e comunica hoje melhor, muito melhor. E trabalha! Aparece em todas e tantas vezes e em tantos dias que chega a parecer que esta vida é a sua «raison d´être».

A Graça tem sabido estar no poder parecendo sempre que não quer estar ali.

Olha-se a Graça e chega a ter graça ela parecer ser mais munícipe do que vereadora-munícipe, tal é a facilidade e a simplicidade como se lhe acede.

E a última graça da Graça é fazer parecer fácil o que faz, dando a sensação de estar em missão: quando acabar acabou, e regressará ao seu canto! E, sem sobressaltos, tudo voltará à graça normal na vida da Graça.

Leu até aqui? Fez bem, pela Graça.

 

ps.: Graça Silva – vereadora PS, com os pelouros da Cultura, Educação e Associativismo da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 20 de Março de 2015)

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publicado às 19:38

Quando começamos alguma coisa, sonhamos.

image.jpgSonhamos muito. É tamanha a alegria, que não paramos de sonhar.

A Rádio Boa Nova, em 29 anos, esmagou todos os sonhos:

foi melhor, foi mais longe, foi mais do que alguma vez sonhado por todos e cada um de nós.

A Rádio "daqui" chega agora "ali", e o "ali" é em todo o lado, a todo o momento, em todo o mundo: o som, a imagem, a palavra.

E agora, ainda há sonhos?

Sim, sempre. Os sonhos que vivem a ironia de "um friozinho na espinha" do medo de não existir, num mundo em mudança vertiginosa e avassaladora.

Nunca como hoje esta Rádio chegou a tanta gente, nunca como hoje esta Rádio foi tão veloz, nunca como hoje esta Rádio esteve em tantas dimensões.

Nunca esta Rádio foi tão ouvida e tão vista e, no entanto, parece que estamos como nunca perto do fim. Enfim, ironias dos dias de hoje dos "media".

A várias vezes anunciada morte da rádio foi sempre manifestamente exagerada. A rádio é uma sobrevivente. 

Entre a nostalgia do rádio de pilhas e o modernidade do "online", subsiste a magia de comunicar na nossa amada Rádio, a Rádio que nunca deixará de o ser, sendo hoje já muito mais do que Rádio.

A Boa Nova faz magia, há 29 anos, desde Oliveira do Hospital.

Parabéns a todos.

 
(publicado em www.radioboanova.com) 
 

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publicado às 23:25

Vai VEM

17.03.15

Sabemos que a política é arte do possível.

Mas não podemos ignorar os controcionismos da arte.

Ainda ontem o governo, pela voz bem colocada de Passos Coelho, dizia a cada português aqui residente: Vai.

Ir pelo e para o mundo era a saída de um país sem solução.

Este ano vamos a votos. É o ano do chamamento.

Um senhor chamado Lomba anunciou ao burgo um programa específico: VEM — sigla para Valorização do Empreendedorismo Emigrante.

O Governo vai facultar às pessoas uma subvenção não reembolsável, que vai ter um limite máximo de financiamento por projecto entre os 10 mil e os 20 mil euros, para ajudar a lançar até 40, 50 projectos.

Saíram do país nos últimos quatro anos, até 2013, cerca de 350 mil pessoas. (Pordata)

10, 20 mil euros? Alguém consegue vir com "isto"? Alguém VEM por "isto"?

A arte e o ridículo às vezes tocam-se e na política o "às vezes" é "muitas vezes".

Há aqui um "Vai" e um "VEM" bem diferentes. O primeiro era a sério, o segundo...o segundo é melhor não qualificar. 

- Vai. Depressa. Foge!

- VEM. Devagar. Devagarinho. Espera, Não é para vir! 

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publicado às 09:07


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