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esirc!

24.10.13

Já não suporto ouvir, ler ou escrever a palavra crise. Mas a crise afecta todos e tudo. E para quem escreve, a inspiração é tudo.

Agarrei-me ao anagrama da palavra para a escrever aí em cima, assim, como está.

Bem-feita. Se a crise nos está a virar a vida do avesso também nós a podemos escrever ao contrário.

E hoje vou escrever muito ao contrário. Ao contrário do que (quase) toda gente diz, pensa e concorda.

Preparados? Vamos a isto.

 

1-      Portugal nunca devia ter deixado entrar a Troika.

Em Espanha não entrou. Só uma política desvairada do PS, de Sócrates, e um desejo desvairado pelo poder do PSD, de Passos, nos enTroikou o destino.

Todos sentimos falta de ter Pátria. E saudade.

 

2-      O Euro dos grandes não pode ser igual ao Euro dos pequenos.

Sair do Euro é um salto para o desconhecido que pode acabar mal. É melhor não tentar. Mas para um pequeno competir com um grande tem que se encontrar um “handicap”, caso contrário e ao contrário do que devia ser, ganham sempre os mesmos, ou ganha sempre o mesmo- o que ainda é mais grave. E assim o jogo perde a graça e não tem piada nenhuma.

 

3-      A dívida mata!

Não há austeridade que pague dívidas. O país não tem recursos nem meios para crescer 4%, ou mais, para conseguir pagar o que deve. Ou se apaga parte da dívida do lado do deve e do haver; ou se empurra uma parte da dívida lá para a frente, mas muito lá para a frente, de modo a que nenhum de nós a volte a ver; ou nunca mais saímos disto: falidos para sempre.

 

4-      O défice também mata!

Em democracia, o estado Português nunca foi capaz de fechar um ano com as contas sem défice!!! Assim não dá.

Viver sem défice é reduzir despesa ao estado. Reduzir despesa ao estado é despedir funcionários públicos (que duplicaram em cada década e meia após Abril de 74), baixar salários, cortar subsídios e pensões. E só assim é possível pagar menos impostos.

Públicos e Privados: todos diferentes, todos iguais.

 

5-      Sem mercado interno não há mercado externo que nos valha.

Sim, temos que exportar para ali e acoli. Sem vender aqui, poucos ou nenhuns terão condições para conseguirem que os seus produtos e serviços se vendam longe daqui.       

 

6-      Portugal está a ficar velho e…burro!

Portugal envelheceu muito nos últimos vinte anos. Portugal tem cada vez menos jovens: nascem cada vez menos e dos que nascem muitos vão embora. A emigração está a levar os nossos melhores, os que estudaram. E dos que cá ficam, são agora menos aqueles que em idade de estudar dão continuidade aos estudos.

Hoje a competição é para cavalos! Com burros não vamos lá!

 

Maldita sejas, esirc!   

 

ps.: como aqui se antecipou por escrito, José Carlos Alexandrino ganhou as eleições autárquicas e com maioria. Mas a vitória foi tão grande que, qual sortilégio do diabo, Alexandrino tem pela frente o grande desafio da sua vida: saber ser (tanto) poder.    

 

(publicado no jornal Folha do Centro, terça-feira, 22 de Outubro de 2013)

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publicado às 22:00


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