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Olá,

 

A tua carta é mesmo tua. Tu ás vezes és bruto.

O MEC e tu têm razão: “O Amor é (mesmo) fodido”.

Só o amor pode justificar tudo o que aturo. A todos.

Sim, estou velha.

E quem foi que não quis ter mais filhos, fui eu?

Querias sexo, festa! Responsabilidades e consequências? Não, nada.

Sim, estou falida.

Lembras-te com quem gastei o dinheiro? Lembras-te? Sim, o dinheiro que tinha e que não tinha… e tu…tudo bem!

Quando te dizia que estávamos a gastar dinheiro emprestado, encolhias os ombros, num gesto de como quem diz depois resolve-se.

Falavas que era preciso estradas, pontes e outras coisas que tais, para fomentar a proximidade, o desenvolvimento. O teu, o meu, o nosso.

Estou perdida. Ou estamos?

Sabes, nem sei quem manda em mim. Eu não sou. Mas também nem sei bem quem é, de onde são, o que querem.

Neste estado, sei lá o que é certo, sei lá o que é errado, quero lá saber. 

Há dias em que, tal como tu, também preciso de acreditar.

Afinal, o que tenho de melhor está intacto. Continuo a ser o sol, o mar e a montanha, onde um dia te vi sonhar.

Olha, sabes o que mais magoa? O que mais dói? É que já nem sei quem quero que me respeite, se devo suportar tudo ou não devo suportar nada, a todos ou só a alguns.

Oh pá, queres que eu pare para pensar? Não dá para pensar quando não há dinheiro.

Esquece as promessas, as injustiças, as ingratidões. Não tenho dinheiro, percebes?

No mundo de hoje, quando não se tem dinheiro, não se consegue pensar, não se pode falar, nada se pode fazer. Sem dinheiro, tudo é nada.

Pela minha saúde, juro-te, só consigo pensar em dinheiro. Penso no que me faz falta, meu querido!

Para mim serás sempre Meu. Também te amo.

Serei sempre a tua Pátria.

Mas se não podes fazer nada por mim, vai-te embora.

 

Sem mais,    

 

(publicado no jornal Folha do Centro, sexta-feira, 28 de Junho de 2013)

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publicado às 19:03

 

Há dez anos já íamos todos morrer. Há dez anos já tínhamos pântano político e tanga no Estado. Há dez anos as reformas já eram todas para já e acabavam sendo nunca. Há dez anos as mesmas pessoas de hoje enchiam a boca de feitos e esvaziavam a mão de defeitos. Há dez anos já havia todas as mentiras, todos os mentirosos e todos a quem mentiam. Há dez anos já havia interesses, lóbis, corrupção, desigualdades, pobreza, proteccionismo, impunidade, compadrio, desesperança, défice, dívida, partidos políticos e políticos partidos.

Há dez anos Portugal já era o que ainda era. E já havia génio. Inquietação. Vontade contra a moinha. Insatisfação com a insatisfação. E já havia zanga, fúria, urros, hurras. A sensação frequente de que estamos sempre a escrever o mesmo editorial porque nada muda. A alegria rara de que a esperança pode mesmo ser inventada. A constatação final de que dez anos não é nada e foi tanto.

Em cinco Governos, apenas um cumpriu a legislatura. Houve maioria absolutas, relativas, coligações, dissoluções, escolhas sem eleições. As retomas nunca chegaram, o défice foi sempre manipulado, a dívida foi sempre escondida, a competitividade foi fraca, a economia foi fraca, a carne foi fraca. Os negócios foram fortes. Privatizações da PT, EDP, Galp, REN, Portucel, ANA. O maior negócio de sempre, a impensável oferta da Sonae para comprar a PT, num ano em que o país pensava que era rico, quando também o BCP quis comprar o BPI, duas OPA hostis falhadas com consequências tão diferentes. A "golden share". A ruína do BCP, assistida por uma CGD infamemente politizada, no caso empresarial mais sujo de que há memória, em que até fotografias íntimas comprometedoras de pessoas envolvidas nos foram propostas (e por nós recusadas). Os assassinatos de carácter com fugas de informação selectivas em violação do segredo de justiça. A vergonha manipuladora das escutas. Espionagem. Os casos de promiscuidade entre empresas e política: o Furacão, o Mensalão, o Face Oculta, o Polvo, o Monte Branco. O escândalo do BPN. Do BPP. As PPP, os swaps, os estádios, as estradas, o aeroporto, o TGV. Mas também a salvação de impérios, como a Jerónimo Martins. O sucesso da Renova, da Bial, da Frulact, do banco Big, da Portucel, da Mota-Engil, da Sovena, da Autoeuropa, de milhares de filiais, de fornecedores de multinacionais, de grandes pequenas empresas desconhecidas. E a intervenção externa. A austeridade. O protectorado. A crise financeira. A crise económica. A crise social. O desemprego. A geração sem respostas, sem propostas, sem apostas, a geração sem nada.

A Europa afunda-se em resgates, o euro claudica. Durão mudou de nome para Barroso. Aparece Obama. Esmaece Mandela. O mundo sacode-se, com a revolta de uma larga região do hemisfério sul pobre mas emergente contra outra larga região do hemisfério norte rico mas decadente. O mundo ocidental atolado em dívidas. O mundo oriental a tornar-se potência. Uma demografia explosiva e desequilibrada. Centenas de milhões de seres humanos a sair da pobreza. A exigirem mais do seu sistema político. A circularem livremente em redes sociais. Primavera Árabe. África em crescimento astral.

Nestes dez primeiros anos do Negócios como jornal diário os dias foram mais que notícia. Foram um pentagrama de uma era em mudança, com as democracias, o capitalismo, o liberalismo, o sistema financeiro, os equilíbrios mundiais, a Europa em solavanco. É a frustração de ver um país a afundar-se na carência do futuro. É a paixão de noticiar um tempo histórico. Há dez anos Portugal já era Portugal. Há dez anos já íamos todos viver. Já queríamos partir tudo, já queríamos construir tudo, já queríamos desistir, insistir, resistir, amar, desesperar, esperar, não esperar. Perdemos muito. Mas também ganhámos muito na década perdida. Às vezes parece que a história nos desfaz. Mas somos nós quem faz a história. Jornalistas, leitores, incluídos, excluídos, temerários, amotinados, nós somos os escritores da História. "Que há-de ser de nós?", perguntava Sérgio Godinho. A resposta é nossa. Porque mesmo quando a notícia é sobre outras gentes, políticos, empresários, polícias, ladrões, sucessos, fracassos, geografias e povos distantes, a notícia somos sempre nós.


Pedro Santos Guerreiro (PSG)

Director do Jornal de Negócios

Edição de aniversário - 10 anos

27 de Junho de 2013


(nota: sou leitor de Pedro Santos Guerreiro que, em minha opinião, pensa bem, escreve bem, estuda muito, tem memória e manifesta muita coragem, atributos que não lhe retiro quando dele discordo. O texto acima publicado merece uma moldura...para ler e guardar, todos os dias!)

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publicado às 16:00

País balão.

23.06.13

 

Talvez seja um balão. Talvez não.

Talvez seja um país a arder no meio do escuro.

Talvez não. Talvez seja um balão.

 

Talvez seja um pais a arder no escuro, no meio de nada.

Talvez não. Talvez seja um balão.

De lá longe ainda se ouvem os sons da festa.

 

(foto de 2012)

p.s.: este texto (que foi lido em directo, sem aviso prévio, por José Manuel Conde) serviu de inspiração ao cash resto zero/rádio, segunda-feira, 24 de junho de 2013, 18.30 em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com

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publicado às 19:22

Há pequenas coisas na vida que não se conseguem explicar.

Se falamos de pequenas coisas, vamos dar um pequeno exemplo:

- cada vez que escuto o som da sigla FMI, logo me ocorre FBI

O pior vem a seguir.

Nos filmes, sempre que chegava o FBI, chegava o rigor, a competência, a seriedade.

O filme continuava, e muitas vezes, tantas vezes, não era bem assim.

Do lado do FBI também havia menos rigor, incompetência e até agentes corrompidos!

O FMI parece o FBI. Desde que aparece no filme...até ao fim da fita.

 

Vejamos o que escreveu o FMI, na semana passada, sobre a economia de Obama:

 

«Os cortes automáticos na despesa não só colocam fortes entraves ao crescimento no curto prazo,  como reduções indiscriminadas nos gastos da educação, ciência, ou infraestruturas, podem pôr em causa o potencial de crescimento do médio prazo.»    

 

Não se entende. Lá, nos Estados Unidos, é mau! Cá, em Portugal, é bom!?!?

Tudo isto é demasiado complexo para se abordar de forma tão simplista, mas é evidente que há aqui qualquer coisa que está errada!

E assumir o erro, depois do mal estar feito - como aconteceu na Grécia - de pouco ou nada vale.

 

Valha-nos a coragem das palavras simples do Alemão mais simpático da nossa Europa, e que esta semana veio receber as chaves de Lisboa, Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu:

 

«Se eu fosse desempregado em Portugal, diria que (os do FMI) não batem da cabeça»

 

Ah! E parece que FMI, tal como FBI, nem sempre é bem frequentado: Strauss Kahn perdeu-se por sexo; o ex-chefe de gabinete da Sra. Lagarde anda a ser investigado; a Sra. Lagarde escrevia "coisas estranhas" ao Sr. Sarkozy... and so on, and so on!

 

Mas "isto" do FMI, FBI and me, só rima se misturar o Português com o Inglês.

Hum! Misturas nunca dão bom resultado.

Deve ser por isso que "isto" está a correr mal, muito mal...

 

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publicado às 11:38

Um dia mau para Portugal: o dia da greve dos Professores no dia dos Exames.

Mau para o Governo.

Mau para a Educação.

Mau para os Professores.

Mau para os Encarregados de Educação.

Mau, muito mau, para os alunos. Para os que fizeram exame e para os que não fizeram exame.

Se os adultos não se entendem no presente, como podem os miúdos acreditar no futuro?

Tenham juízo. Todos.

 

Nota: o autor respeita o direito à greve, ainda que não acredite que fazer greve ajude a encontrar soluções. 

 

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 17 de Junho de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

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publicado às 15:46

Olá,

 

Esta é uma carta bruta e curta. E pública.

Quero que toda a gente saiba o que sofro contigo.

Para começar, quero dizer-te que tudo acaba no que sinto por ti: é amor, muito amor.

Há dias, ao ler a bibliografia do MEC, recordei o que gostei do livro em que se dizia que «O Amor é fodido». E é mesmo.

Só o amor pode justificar que uma pessoa como eu, depois de saber o que tu és, o que tu fazes e não fazes, e o que nunca chegarás a ser, ainda aqui esteja, sempre à tua espera, sempre disponível para ti, sempre a fazer tudo por ti.

Estás velha.

Estás falida.

Perdeste autoridade. Perdeste valores. Perdeste-te.

E eu estou triste.

Ás vezes estou revoltado. Outras vezes estou resignado. Quase nunca esperançado.

Há dias em que ainda quero acreditar. O sol que tu tens, o mar que tu és, as montanhas de onde te olho, fazem-me sonhar.

Sim, há dias em que quero acreditar, mas é cada vez mais difícil acreditar no que dizes, no que fazes, no que prometes.

Ai as promessas! Quantas vezes já acreditei em ti e…. nada! Não aconteceu nada, nada do que tu anunciavas para os amanhãs que afinal não cantaram.

E és injusta. Pior, és ingrata.

Não valorizas o que tem mérito, não agradeces o que se faz para ti, nem reconheces quem dá tudo por ti.

Andas baralhada.

Andas perdida.

Não sabes o que é o certo. Não sabes o que é o errado. Não sabes o que queres. Estás sem caminho.   

Olha, sabes o que mais magoa, o que mais dói? É que já não te respeitas! Aceitas tudo, de todos, de qualquer um.

Porra, pá! Pára para pensar.

Para mim serás sempre a minha Pátria: Amo-te.

Mas se continuas assim não sei se consigo viver contigo.

 

Sem mais,

 

(publicado no jornal Folha do Centro, quarta-feira, 12 de Junho de 2013 e "referido" em ca$h resto z€ro/rádio em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com no mesmo dia.)

 

Nota de autor:

Depois deste texto já estar escrito, Silva Lopes, um homem sábio do melhor que Portugal tem e que não se esconde, apelava numa entrevista ao Jornal de Negócios, para que Portiugal se torne um país decente.

Um país decente preza-se e tem orgulho em si próprio. Sem deixar de ser um Estado de direito, tem uma noção clara dos seus interesses e das suas prioridades, de quem o ajuda e de quem o desajuda na resolução dos seus problemas.

Tem de ser grato, sob pena de se tornar injusto.

Daniel Bessa, que foi meu professor, também sublinha este fim de semana no Expresso o apelo proveniente da sabedoria de José Silva Lopes.

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publicado às 19:43

Este texto não é um Ensaio. Podia ser. Mas não é.

Nem é um texto com números e mais números, cheios de médias, percentagens, gráficos e afins. Podia ser. Mas não é.

Podia ser «um texto erudito», ficava bem. Mas não é.

 

E a tentação de ser popular com a banca, aqui não ganha.

A banca respeita-se. Não há economia sem banca. A banca tem responsabilidades, mas não tem todas as responsabilidades. A banca deve ser penalizada pelo que fez mal, mas não por todo o mal.

Sim, não é possível que fique tudo na mesma com a banca, quando nada está na mesma no mundo económico e financeiro. Não é possível que seja sempre o contribuinte a salvar bancos, ainda que um banco não seja, por mais que custe admitir e aceitar, um normal «player» do mundo empresarial.

O produto dinheiro não é um produto como os outros.

 

Feito o manifesto de interesses do pensamento, impõe-se fazer uma pequena nota, de forma simples, objectiva e interrogativa.

 

Na Exame de Junho 2013 «os bancos dizem que o seu negócio é emprestar mas que a procura é baixa». Incontestável. Ainda que um conhecido "banqueiro" tenha dito há pouco tempo exactamente o contrário.

Ora, para aumentar a dita procura «as empresas, diz a banca, precisam de reforçar a sua rentabilidade, os seus balanços e o capital próprio para melhor acederem ao crédito.» Diz também a banca que para as «boas empreas» há crédito, só que a maioria das empresas em Portugal são "más"!!!

Tendo em conta o que se passa em Portugal, a banca recomenda que as empresas para conseguirem o que precisam são obrigadas a exportar, internacionalizar, diversificar mercados. (vamos aceitar o pressuposto de que seja este o caminho da salvação)

 

Está aqui o fulcro desta nota simples: como conseguem as empresas fazer-se ao mundo sem financiamento, sem crédito, tendo em conta a sua baixa rentabilidade, os seus fracos balanços, o seu parco capital próprio e com as suas vendas internas sempre a descer?

A resposta é simples: não conseguem. E ao não conseguirem o que é que lhes vai acontecer?

 

E se a mortandade empresarial se mantiver no actual ritmo de crescimento como é que vai ficar a banca(?), com tanto "mal parado"?

 

 

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publicado às 21:04

Opinião

Padres casados…

 

Meu caro Vítor Neves:

 

Só hoje, passados quinze dias, vi o artigo que escreveste onde te referes ao "padre casado, padre abençoado". Como sabes o tempo pascal ocupa-nos muito e o jornal entrou como outros em espera de ser consultado!

Quero dizer-te que sempre, mais e mais me orgulho de ti... da tua frontalidade, do teu jeito de seres sincero e verdadeiro contigo e com os outros.  De resto sempre assim te conheci desde os 11 anos!

Por isso a última coisa que eu queria era que tu te arrepiasses de eu poder ler os teus escritos que eu assinaria sempre sem os ler.

Muito me agrada que tu entres no grupo e homens do nosso tempo para falares de assuntos actuais talvez às vezes difíceis mas sempre oportunos e construtivos. Falta-nos hoje gente que pense, que tenha coragem de reflectir os acontecimentos e as ideias com perspicácia e de forma construtiva. Um conhecido poeta Latino escreveu: "sou homem e nada daquilo que é humano me é alheio".

Escreves tu que "padre casado  padre abençoado"!  Isso não me repugna!

E creio que um dia a liberdade para cada um escolher estará par aí.

Tao grave como obrigar ao celibato seria obrigar ao casamento. Nestas coisas não há como ir à história e ver como tudo começou.  No Oriente não se adoptaram disposições legais contra o matrimonio dos sacerdotes. E ainda hoje assim é! No Ocidente pela primeira vez no sec. IV o Sínodo de Elvira prescreve não já o celibato mas a continência total dos clérigos E a única razão apontada é que o desempenho do serviço litúrgico  exige a pureza ritual, que se perde com as relações conjugais! ... Será mesmo verdade que as coisas do amor contaminam?!

A ideia desprezível da mulher e do Casamento conduziu à exigência de uma vida assexual, semelhante à dos anjos, única que se julgava digna do ser humano. Era uma ideia de pureza cultual. Uma espécie de lavar as mãos antes de comer!

Entretanto Jesus elevou a dignidade de Mandamento Novo o amor sustentado pela graça, o ágape, fixou por isso o matrimonio monogâmico, indissolúvel como a forma superior do contacto entre humanos. Assim se iluminou para o crente uma nova dinâmica da sexualidade.

O Apóstolo das gentes desautoriza as opiniões contrárias entre Coríntios quando diz "Cada um recebeu de Deus o seu próprio dom da graça; um, de uma maneira (para o matrimonio) o outro, de maneira diferente (para a virgindade) " (1Cor.7,7) A valoração moral do matrimónio e da virgindade depende da vocação pessoal em que se baseia.

Bem, meu caro Vítor, este assunto é muito amplo e não temos espaço, nem tempo. Gostava que lesses o livro acabado de sair do nosso prior António Loureiro. Saiu agora, fresquinho, fruto da reflexão que ele fez na peregrinação a pé, a Santiago de Compostela. Vou enviar-to.

É um diálogo que ele definiu como Retiro Orante! Um dos capítulos é dedicado à sexualidade. O tema é tratado com equilíbrio, com profundidade, sem paixão! Ali poderás entender o grande desafio do celibato consagrado no contexto duma sexualidade madura, determinada pelo amor.

 

A. Borges de Carvalho

 

(Comentário do meu amigo Padre Borges, publicado no Jornal Folha do Centro, edição de Quinta-feira, 16 de Maio de 2013, ao texto «Padre Casado, Padre Abençoado», que pode ser lido aqui em 01 Abril de 2013  )

 

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publicado às 23:14

O tempo não está para empresas.

Em Oliveira do Hospital, uma mulher lançou uma empresa, Olijeans, no negócio das confecções do sucesso do passado, fazendo que o presente possa ser melhor para mais de 60 pessoas...com emprego. Com trabalho, na fábrica.

A Olijeans é uma lufada de esperança, um gesto de coragem, uma força motivadora, que se foi instalar num local mítico de Oliveira do Hospital, onde outrora foi edificada a Brialex da McCloud e, mais tarde, a Fabriconfex.

Empresas, um sinal mais.  

 

O Futebol Clube de Oliveira do Hospital (FCOH), equipa de futebol sénior, vai regressar aos campeonatos distritais- regressa aos regionais.

É uma pena.

(a nova estrutura do futebol nacional também não ajudou nada!...a terceira divisão, que de facto era a quarta, vai acabar.)

A equipa locomotiva do desporto do concelho - devia ser! - com o nome do concelho e da cidade, não pode estar nos regionais...a jogar futebol.

O futebol é muito mais importante do que o futebol-desporto, e Oliveira do Hospital merece mais.

Não deixa de ser irónico que em ano de eleições o FCOH, que jogou toda a época num relvado miserável, regresse aos distritais quando o actual Presidente do Municipio foi treinador da equipa nos...nacionais! (valha, no futebol e ao concelho, a A. D. Nogueirense)

Desporto, um sinal menos.

  

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 03 de Junho de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

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publicado às 23:26


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