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A Cadeira Vazia.

29.09.17

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Quando ser Partido por definição, passa a estar partido como maldição: eis o PSD de Oliveira do Hospital.

Desde que Mário Alves e José Carlos Mendes partiram o PSD ao meio, nunca mais o Partido partido voltou a ser Partido inteiro.

A história recente do PSD local é um recheio de capítulos de guerras e guerrinhas, de entradas e saídas, de abandonos, de demissões, de zangas, de desistências e maledicências.

E agora a Cadeira! A Cadeira Vazia no debate politico mais visto e ouvido de sempre em Oliveira do Hospital.

Como foi possível?

Alguém devia ter dito a João Paulo Albuquerque que, em democracia, nunca, mas nunca se deixa a Cadeira Vazia.

Aquela Cadeira Vazia vai ficar para sempre na memória política de Oliveira do Hospital.

Sim, Oliveira do Hospital, que tanta vitória tem dado ao PSD, não merecia aquela Cadeira Vazia.

Uma enorme perda, pela ausência; uma absoluta e profunda tristeza, pelo acto e pelo facto.

Independentemente do que aconteça na noite eleitoral autárquica de domingo, o facto das eleições locais de 2017 já tem fotografia: A Cadeira Vazia.

E o que é que era bom que acontecesse no próximo domingo?

Como não acreditamos nas apregoadas virtudes de governar em minoria, desejamos que José Carlos Alexandrino ganhe com maioria, por ser o melhor de todos os candidatos. Mas nada de 7-0! É preciso oposição!; e desejamos que Nuno Alves chegue à vereação, pela sua coragem e disponibilidade, pela sua honestidade democrática, pela sua urbanidade.

Domingo, vamos votar. E depois conferimos o sortilégio dos Nossos desejos.  

Vitor Neves   

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 27 Setembro de 2017)

 

 

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publicado às 17:05

Amada Rádio

13.02.16

dia mundial da Rádio

13 de Fevereiro

images.jpg

Não há nada como a Rádio. Nada.

Basta uma voz e...temos Rádio. Sempre.

Ouve-se às escuras. Não há nada igual.

Não há nada que chegue a tanta gente e a custar tão pouco. Não há, em todo o mundo.

Resiliente, reinventa-se, sobrevive. Tem raça e graça, a Rádio.

O direto de qualquer lado, a solidão do estúdio, a sintonia. A Rádio mete-se dentro das pessoas.

O rádio de pilhas, o smartphone, o tablet. A Rádio em todo lado, a qualquer hora.

A rádio, hoje, ouve-se, vê-se e lê-se. A Rádio é ser social, em rede. Há tanto tempo!

- Amada Rádio. (1)

A Nossa amada Rádio.

Obrigado, Rádio.

 

(o ca$h resto z€ro tem edição na Rádio Boa Nova, Oliveira do Hospital, sábados, 12h 50min.

A Rádio Boa Nova vai comemorar 30 anos de vida, no dia 19 de Março de 2016)

(1) Frase do Mestre da Rádio, Fernando Alves.  

 

 

  

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publicado às 14:27

Quando começamos alguma coisa, sonhamos.

image.jpgSonhamos muito. É tamanha a alegria, que não paramos de sonhar.

A Rádio Boa Nova, em 29 anos, esmagou todos os sonhos:

foi melhor, foi mais longe, foi mais do que alguma vez sonhado por todos e cada um de nós.

A Rádio "daqui" chega agora "ali", e o "ali" é em todo o lado, a todo o momento, em todo o mundo: o som, a imagem, a palavra.

E agora, ainda há sonhos?

Sim, sempre. Os sonhos que vivem a ironia de "um friozinho na espinha" do medo de não existir, num mundo em mudança vertiginosa e avassaladora.

Nunca como hoje esta Rádio chegou a tanta gente, nunca como hoje esta Rádio foi tão veloz, nunca como hoje esta Rádio esteve em tantas dimensões.

Nunca esta Rádio foi tão ouvida e tão vista e, no entanto, parece que estamos como nunca perto do fim. Enfim, ironias dos dias de hoje dos "media".

A várias vezes anunciada morte da rádio foi sempre manifestamente exagerada. A rádio é uma sobrevivente. 

Entre a nostalgia do rádio de pilhas e o modernidade do "online", subsiste a magia de comunicar na nossa amada Rádio, a Rádio que nunca deixará de o ser, sendo hoje já muito mais do que Rádio.

A Boa Nova faz magia, há 29 anos, desde Oliveira do Hospital.

Parabéns a todos.

 
(publicado em www.radioboanova.com) 
 

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publicado às 23:25

A 24ª festa do queijo serra da estrela de 2015 foi a maior de sempre.

Está de parabéns (o Município de) Oliveira do Hospital.

image.jpgA aposta em fazer a festa no coração da cidade, feita no ano passado, voltou a revelar-se um jackpot, pese embora os engarrafamentos de carros e pessoas, mas festa é festa!

A festa deste ano foi maior porque o Município inovou com o anúncio do monumento à queijeira e com a inciativa do requeijão a ganhar peso e tamanho e a bater-se ao guiness book, e com uma bem conseguida e segmentada mediatização, com destaque para os diretos da TSF (a rádio que lidera audiências nas classes A e B) e da TVI (o canal aberto mais popular da TV nacional) e...porque talvez nunca tenha havido tanta gente por m2 no largo ribeiro do amaral: o povo tomou conta da festa.   

A festa deste ano foi ainda maior porque não faltou animação e envolvimento de grupos musicais, culturais, escolas e expositores, justificando especial destaque a Confraria Queijo Serra da Estrela que juntou em Oliveira do Hospital quase 50% das confrarias nacionais e foi anfitriã de confrarias de Espanha e Itália.

E assim se entende a incontida alegria de José Carlos Alexandrino, que em cima do palco da televisão, após receber uma reconhecida ovação, era um presidente-rei que agradecia acenando "ao meu povo".

Bom queijo e bonita festa, pá.

 

(publicado em radioboanova.com, 24 Fevereiro de 2015)

 

(ps.: a Rádio Boa Nova voltou a fazer uma cobertura ìmpar de todo o evento dedicado ao queijo serra da estrela. Sábado e domingo, de manhã e de tarde, som , texto e imagem, tudo em directo desde Oliveira do Hospital para toda a região, para todo lado, para todo o mundo. Um trabalho de poucos, feito como se fossem muitos... e mais uma das melhores emissões de sempre. Para mais tarde recordar, e sorrir.)

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publicado às 23:42

As imagens do carnaval em Portugal são deprimentes! Quase todas.

Quando o carnaval se agarra ao que é Nosso, como em Cabanas de Viriato com a "A Dança dos Cús" ou em Podense com os "Caretos", salva-se a identidade, mesmo que muito pobrete.

 

Quando o carnaval é pouco mais do que a tentativa falhada de uma importação de samba à chuva e ao frio é...o desastre!

Meninas quase despidas, encharcadas, geladas e misturadas com uma sátira nacional, mais-ou-menos conseguida, não faz sentido...

Tudo piorou com a TV e as novelas dos anos 80...mas no Brasil, nesta altura do ano, está calor e o povo é outro.

 

Gastam-se milhões e os vereadores do poder local anunciam o retorno na economia local, enfim, negócios privados de alguns alimentados pelo dinheiro público de todos.

O carnaval em Portugal deixou de ser feriado por ordem do Governo, mas continua a ser "feriado" por desobediência de todos, desde Câmaras Municipais até às empresas. É assim Portugal...também no carnaval: não se governa nem se deixa governar. 

É carnaval nada parece mal, mas há coisas que ficam...mal!       

 

(partilhado em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 18:30, 3 Março de 2014, Rádio Boa Nova, FM 100.2 e em radioboanova.com)

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publicado às 21:38

A Europa

03.03.14

É a Europa que nos une.

É a Europa que nos ajuda.

É a Europa que nos pune.

 

E desta vez, por responsabilidade própria e responsabilidade alheia ( da Europa!), doeu:

- Mais de 700 mil desempregados oficiais (e já foram muito mais);

- Mais de 2,7 milhões de pessoas a viver no limiar da pobreza;

- Mais de 660 famílias deixaram de pagar a casa ao banco;

- Mais de 300 mil deixaram Portugal nos últimos dois anos;

- Mais dívida, mais empresas insolventes, mais juros (3 vezes superiores ao juros pagos pelas empresas no centro da Europa), mais vidas destruídas, perdidas.

 

Até Maio, em vez de se discutir o Francisco e o Paulo, talvez fosse melhor discutir A Europa:

- Queremos a Europa?

- E se queremos a Europa, que Europa queremos?

- E o que queremos ser Nós, Portugal, na Europa?

 

Desde 1 de janeiro de 1993, data de entrada no mercado único, Portugal só convergiu com a União Europeia em 7 dos 21 anos.

Faltou preparação a Portugal para o mercado único e mais tarde para a moeda única, o Euro.

 

E agora?

 

 

(partilhado em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014, na Rádio Boa Nova em FM 100.2 e radioboanova.com) 

  

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publicado às 00:27

Os Sinais do Sacrifício são sempre contraditórios.

Um dia parece que, apesar de tudo, valeu a pena;

Outro dia parece que, apesar de tudo, nada valeu de nada.

 

Um dia são os sinais de um “cenário preocupante” em Portugal, de acordo com a Intrum Justitia, e as conclusões do estudo "Consumer Payment Report":

 

- 40% dos portugueses fica sem dinheiro depois de pagar as contas.

 

- Um terço dos portugueses (33%) considera a hipóteses de emigrar devido à situação financeira do País e 29% garante que não tem dinheiro suficiente para ter uma vida digna.

 

- Os portuguses fazem cortes nas despesas de lazer (91%) e de vestuário (89%), assim como de refeições fora de casa (91%).

 

 E, qual sinal de esperança, três em cada dez acredita que as mulheres são melhores gestoras do orçamento familiar!!!

 

 

Outro dia são os Sinais de um "cenário em mudança", finalmente, para melhor:

 

- Portugal já não está em recessão técnica.

 

- Há empresas que em 2012 aumentaram facturação, lucros, trabalhadores e exportações (mesmo em Oliveira do Hospital!) 

 

- O consumo não caía tão pouco desde 2010.

 

- O desemprego e os juros baixaram.

 

E este vai ser o melhor Natal para "o Negócio" desde 2010.

 

 

"Não há absolutamente ninguém que faça um sacrifício sem esperar uma compensação.

É tudo uma questão de mercado."

Cesare Pavese

1908-1950

 

 

( resumo do ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 18h 30m, dias 2, 9 e 16 de Dezembro, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com)

   

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publicado às 17:50

Super Machado!

18.11.13

Manuel Machado era presidente da Câmara de Coimbra quando eu, estudante, vivi na cidade.

Mais de vinte anos depois, Machado reapareceu e em menos de 60 dias conquista três Presidências:

de Coimbra;

da CIM;

e da ANMP.

 

                                             Super Machado!

 

 (opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 18 de Novembro de 2013, 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

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publicado às 22:02

Sim CIM

11.11.13

Em 15 de Março de 2013 foi aqui escrito (ver ALIBER) o que a seguir se partilha:

 

«O mundo mudou. O país mudou. As pessoas mudaram. Os meios são outros. Tudo é mais próximo, mais veloz, mais competitivo. A mudança é contínua. O acesso de todos a tudo é fácil. Para ser relevante é necessário ter massa critica. Mas a massa critica não se constrói à bruta. É preciso existir afinidade, proximidade, praticabilidade.

O mapa autárquico nacional é uma manta de retalhos, de freguesias, de concelhos. O país é pequeno, tão retalhado, fica ainda mais pequeno e não funciona.

Nos últimos anos é clara a tentativa de «quem manda nisto» em juntar os retalhos, mas, como quase sempre em Portugal, boas ideias morrem aos pés da execução! CIMPIN´s, CIMPIS, NUTS e outros quejandos, à mistura com regiões de turismo e associações disto e daquilo… muitos lugares e muitos custos.

Faça um teste: pergunte à pessoa que está ao seu lado se sabia que Oliveira do Hospital pertence ao Pinhal Interior Norte (chamam-lhe CIMPIN!!!) e que, entre outros, tem como par Alvaiázere, uma das Terras de Sicó?!!

Agora um teste ácido: o que é uma NUTS?

È melhor ajudar: Nomenclaturas e Unidades Territoriais, para fins estatísticos. E viva a criatividade…Senhores e Senhoras!

Não estamos a dizer que está tudo mal. Não estamos a dizer que não haja gente boa e competente envolvida nestas iniciativas. Estamos a dizer é que aos olhos do bom senso do cidadão comum, tudo isto parece confuso, inadequado e sem lógica. ...»

 

Na passada semana o Presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, foi eleito para Presidente da Direcção da CIM, sendo os lugares das duas vice-presidências ocupados pelo Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino e pelo Presidente da Câmara Municipal de Arganil, Ricardo Alves. Esta nova Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra abrange 19 concelhos, sendo a maior do país, a seguir ás áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa.

 

Assim CIM. E que a CIM valha a pena.

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 11 de Novembro de 2013, 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

 

 

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publicado às 23:28

O DEMOSPIN é um estudo que foi apresentado no sábado passado, no Fundão, coordenado por Eduardo Castro da Universidade de Aveiro.

As conclusões do estudo, em linha com os últimos censos, anunciam que em 2040 o interior terá menos um terço da população:

- O interior deserto.

Sem pessoas não há nada.

Baixa natalidade. Fuga de jovens. Falta de tudo. Fuga de todos.

Passeia-se pelos centros das cidades do interior e contam-se lojas e lojas abandonadas e a onde se anuncia: «vende-se»; «arrenda-se».

Se nada for feito, se as políticas não mudarem, em pouco mais de vinte anos mais de 30% do país acaba! 

Um parte de Portugal está a desaparecer.

Dramático! 

  

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 28 de Outubro de 2013, 18:30, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

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publicado às 23:15


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