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Vamos lá repetir a pergunta e dar a resposta: quem quer ser Presidente do Futebol Clube Oliveira do Hospital (FCOH)?

- Ninguém.

Ninguém, qualificado e no seu perfeito juízo, pode querer ser Presidente do FCOH. Ou então existe alguma razão que até a própria razão desconhece!...E nós ignoramos.

Ser Presidente do FCOH é ser um eterno pedinte e contribuinte. É passar a vida a pedir dinheiro que é de todos, a pedir dinheiro a outros e a contribuir com o seu próprio dinheiro.

Os "assalariados" Presidente da Câmara, Presidente da Escola, Comandante dos Bombeiros fazem serviço público e recebem; o "lírico" do Presidente do Clube faz serviço público e não recebe, paga! O risco e o excessivo da comparação não retiram a bondade do essencial- não faz sentido.

Ainda há uns entendidos de café que falam em prestígio! Qual prestígio? Chegar ao final do mandato farto de pedir, farto de bater com o nariz em portas e menos rico ou mais pobre!? Tenham paciência.

E o mundo mudou. E muito.

Hoje vive-se sob as "ditaduras" da igualdade do género, das crianças, do consumo, do social, da moda, da diversão, da eterna juventude de sermos belos e magros e...falta tempo, falta mesmo tempo! Antes sobrava tempo e..."ia-se pró clube".

Hoje as empresas respiram um ambiente mais exigente, todos são medidos, tudo é medido, sobrevive-se com magros resultados e chega-se ao final do dia gasto, exausto: nem sobra energia para mais nada, nem na empresa sobra dinheiro para aplicar sem retorno.

Hoje os inquilinos das câmaras municipais já perceberam que o futebol e o desporto já não são o filão do voto de outrora- qualquer festa à borla com o Quim, o Tony e a TV rende mais votos. E o povo quer é festa e é o povo que vota.

Hoje a TV enche-nos os dias com o melhor futebol do mundo e de Portugal. Depois de assistir ao sábado à noite a um Barcelona – Real Madrid, no domingo à hora de almoço a um Chelsea – Manchester City e estar marcado para domingo à noite um Benfica – Sporting, quem é que gosta assim tanto de futebol para “no intervalo” ir ao estádio municipal ver o FCOH – Cernache?!

Hoje, embora tudo pareça mais fácil, de facto, é mais difícil. O nível de exigência cresceu, a pressão é maior, é tudo ao momento e instantâneo, e gerir um clube já não se compadece com boa vontade, voluntarismo e carolice. É preciso profissionalismo, é preciso conhecimento, é preciso capacidade de gestão.

Para boa vontade, voluntarismo e carolice temos as jogatanas no Inatel e as suas bem regadas jantaradas.

Por fim, temos o novo problema de quem habitualmente resolvia estes imbróglios: "o Clube dos Sempre os Mesmos" - há cada vez menos vontade e são cada vez menos, e qualquer dia, Ninguém.

O FCOH ou joga no campeonato do profissionalismo, ainda que o Presidente e a direcção possam não o ser, ou desce. Ou desaparece.

 

(publicado no Jornal Folha do Centro em 23 de Junho de 2015)

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