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Diz o FMI!

 

Ponto de ordem: Fomos resgatados. Tinha de ser. Não havia dinheiro. Entregámos a soberania e continuámos a (sobre)viver. A divída pública, com o dinheiro que a Troika nos emprestou, exige um serviço que captura 20% das receitas do estado. Um quinto!!! Temos que pagar.

 

Passos Coelho, que foi definido por Joaquim Aguiar como um homem comum a viver um tempo incomum, já vislumbra o desastre no horizonte.

Assustado, o Homem pediu ao FMI para lhe dizer como cortar, de forma estruturante e definitiva, a despesa do estado.

O FMI, fez o relatório - que como todos os relatórios contém erros e imperfeições - onde apenas escreveu o lógico e o evidente:

- Alguém tem dúvida de que temos funcionários públicos a mais, médicos a mais, polícias a mais, professores a mais? 120 000? 150 000? 200 000?

- Alguém pode, em perfeito juízo, contestar que o sistema de trabalho da função pública é privilegiado em relação ao sector privado? 

- Alguém tem dúvidas de que gratuitidade do SNS é fonte de toda a espécie de abusos, traficâncias e despesas sem controlo?

- Alguém tem dúvida que o pagamento das pensões dos reformados de agora são pagas por quem trabalha hoje, que são os que irão receber pensões bem mais baixas amanhã?

Sim, é verdade que o relatório do FMI foi feito com base em 2010 e que hoje a realidade é bem distinta no final de 2012: a despesa pública excluindo juros pesa 42,19% (48,37%, em 2010) do PIB em Portugal, o que compara com os 46,39% (48,14%) na Zona Euro; as despesas de pessoal do estado nacional pesam 9,8% (12,2%),o que compara com 10,5% (10,9%) da Zona Euro.

Sim, é verdade que apesar da melhoria já conseguida Portugal não gera riqueza para sustentar um estado gordo e poluído pelos interesses nele instalados, e que massacra de impostos os indefesos da classe média, taxando tudo e mais alguma coisa em ritmo crescente.

Ora, se estamos nos campos da lógica e do evidente, se até já temos alguém de fora - e como nós gostamos que assim seja! - a dizer o que temos que fazer (é justo que se refira que muito, do que agora diz o FMI, foi tentado por alguns ministros do passado que foram...trucidados!), qual a razão para tantos fazedores de opinião como Pedro Santos Guerreiro, Miguel Sousa Tavares, Manuel Caldeira Cabral, Ricardo Costa, Martim Avillez Figueiredo, Henrique Monteiro, etc., considerarem que o governo já não tem força nem condições para fazer a reforma do estado que Portugal tanto precisa? Mais grave: consideram que o Governo teve todas as condições mas não conseguiu fazer a reforma do estado, atribuindo-se assertivamente tal falhanço a «absoluta burrice» (Ricardo Costa) e ao «mistério» (Martim Avillez Figueiredo).

E que tal perguntar a toda esta gente se temos governo sem uma ditadura? Temos? 

    

 

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publicado às 15:52



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