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Este texto podia ser um anúncio. Mas não é. Quanto muito é um prenúncio. Já temos candidato a novo mandato, digo-vos aqui, ainda que não mandatado para tal.

Falta mais de um ano. Tudo pode mudar. E posso-me enganar, e posso-me estar a precipitar, e posso…acertar. Sim, Alexandrino, o actual Presidente do Município de Oliveira do Hospital, vai-se candidatar…e ganhar.  

Antes de seguir é preciso dizer o que se segue: tenho consideração e apreço por José Carlos Alexandrino mas não tenho falado com ele sobre o tema. Aliás, como sempre, não falei com ninguém sobre o que quer que seja. É apenas um “visto de fora” igual a tantos outros e semelhante a outro, que ficou famoso, quando aqui escrevi que Alexandrino ia ganhar as últimas eleições, e por muitos. E foi assim. Agora, veremos.

O slogan de campanha pode muito bem ser: “Muito trabalho pela frente”. Já leu isto em algum lado? Eu também. Lê-se no último Boletim Municipal e quem assim fala quem é? Ele mesmo, Alexandrino, José Carlos Alexandrino.

Alexandrino não vai querer ser “O Barroso do Poder Local”! Vai ser Durão para fazer o trabalho e “gastar” o muito milhão que arranjou.

Alexandrino gosta de ser Presidente e vai querer ficar eterno na memória e no coração “do meu povo”, como um dia, entusiasmado, no palco da TV, chamou aos munícipes. Alexandrino sabe o que lhe falta para tal acontecer: Obra. E Alexandrino também sabe que as festas sofrem do mal do vazio do dia seguinte, não resta nada, tudo passou, e a memória é como tudo, não dá para tudo e vai apagando.

Certo dia, Miguel Esteves Cardoso, escreveu um livro de título sugestivo, “O amor é fodido”. Alexandrino podia escrever uma sequela, tipo: “Ser Presidente, sem dinheiro, é muito fodido”. Eis que o dinheiro vem aí. E aí, Alexandrino vai querer ficar aqui, ali, na Câmara Municipal.

E o Lopes? E o aparelho? E “a estrada monarca”? E a CIM? E as “forças vivas”? E o poder, sim o poder, esse sedutor incorrigível e viciante?!    

Alexandrino não vai conseguir fazer oposição a uma inevitável decisão: ser candidato a mais um mandato.

E se não acontecer??? Conto cá estar, para assumir o risco de no osso gostar de escrever.

Alexandrino tem traçado o destino, verão!

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 29 de Julho de 2016)

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publicado às 21:59

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- No interior é que estamos a facturar bem! As Câmaras e as Juntas são melhores do que as “Comissões de Festa” de antigamente.

Escutei esta frase, numa conversa a dois com um dos maiores representantes da música ligeira nacional, como se dizia antigamente.

Sim, hoje é assim. São as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia que fazem a maioria das festas, sendo que grande parte destas festas beneficia dos dinheiros europeus, em pressuposta defesa dos produtos endógenos, dos costumes e das tradições. E está o arraial montado, de borla ou quase de borla, como tem que ser.

Há aqui uma magoada ironia: onde tudo é cada vez menos, as festas são cada vez mais.

Os dados da Pordata não enganam:

- 44% dos Portugueses vive nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, isto é quase metade da população reside em 5% do território nacional, de um país em que há mais gente a sair do que a entrar;

- O Norte/Interior já tem mais velhos (e pensionistas) do que jovens, e a quebra maior de fecundidade foi nesta região. Aliás, o país está longe dos 2,1 filhos por mulher necessários para assegurar a substituição de gerações – a média actual é 1,23;

- A banca, em 2014, emprestou 86,4 milhões de euros para habitação. 40% deste valor foi para a área metropolitana de Lisboa. Nelas, sim Nelas, ocupa o fundo da tabela;

- Em Portugal, há um médico para cada 222 habitantes. Em 2001, o número era 311. No entanto, no interior há carência de clínicos;

- É no Interior Norte (e no Alentejo) e Centro que há menos poder de compra, ainda que a disparidade regional tenha diminuído;

- Os municípios que mais dinheiro recebem do Estado são do Interior e dos Açores, isto é, o Interior depende do Orçamento de Estado.

Cada vez menos geração de riqueza, cada vez menos emprego, cada vez menos jovens, cada vez menos gente, cada vez maior dependência do Estado e…cada vez mais festas?!

Nada contra as festas. Nada. Mas as festas são animação, são promoção, não são resolução… nem futuro.

Para o Interior ter futuro é preciso que o país seja inteiro na fixação das (melhores) pessoas.

É este o desafio (urgente) que quem é eleito para governar e decidir em proveito de todos e do todo.

Se assim não for…Ai destino, Ai destino…Ai destino tão cruel…

 

*música de Tony Carreira    

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 14 de Julho de 2016) 

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publicado às 21:46


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