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Não há dinheiro.

Não é o fim, mas deve ser o princípio.

O princípio de tudo: de tudo que se quer, de tudo que se pode, de tudo que se deseja, de tudo que se promete, de tudo que se pensa.

O peso da dívida é imenso, limitativo.

Tanto faz virar para a esquerda reunida como para a direita coligada, temos a dívida que não deixa dúvida: condiciona, tira espaço...não há muito onde por a mão.

O fardo da dívida é pesado, público e privado, generalizado.

O futuro de Portugal, seja perto ou longe, pouco depende de quem governa, pela idiossincrasia da nossa economia (gera pouca riqueza, pequena e com défice de produção "per capita") e pela imensa dívida, espécie de poço da morte que obriga a um haja coração constante e desgastante.

Temos que ter uma ideia de futuro, uma estratégia para o país, que não pode passar por baixar a exigência e o rigor, e tem que passar do fracturante moderno e imediato, por ser tanto, o tanto que temos para pagar.

Não podemos cair no endividados-condenados-desnorteados-coitados; temos que sair do endividados, pelo foco no conhecimento, no trabalho, na inovação, com senso e personalizados.

O mundo está cada vez mais difícil de governar, de equilibrar. Tal como a vida. Portugal faz parte do mundo e da (nossa) vida...e está só um bocadinho pior!

Políticos maniqueístas, suportados em divisões exacerbadas e em pequenos grandes ódios, podem transformar este nosso pior, liderado pela dívida, na nossa tábua de salvação (sonho?) para um futuro melhor: não dependemos deles, dependemos de outros, dependemos de fora.

Nem os da esquerda serão a perdição, nem os da direita foram ou serão a salvação.

É a dívida que nos mata. É a dívida que temos que matar.

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publicado às 18:21

Cultura

14.11.15

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Cultura? Sim, sem medo da palavra. Não se assuste. Siga até lá abaixo.

A Cultura é o que nos diz o que uma coisa é. Você não quer saber o que é? Sabe?

E se lhe perguntarem o que é Oliveira do Hospital, o que é que responde?

Fala-se muito de investimento, de produtos, de turismo, de marca, de promoção, mas o que é Oliveira do Hospital?

Sabe responder?

A melhor resposta passa pela Cultura. A Cultura confere identidade, confere rosto. Só promoção, só diplomacia económica, é positivo, mas é muito escasso…

Ninguém investe sem saber o que é aquilo para onde vai.

Ninguém se muda para um sítio sem saber o que o sítio é.

O Porto, sob a batuta de Rui Moreira e Paulo Cunha e Silva (que infelizmente nos deixou), são um bom exemplo de como a Cultura confere uma identidade e um rosto numa narração de todos em benefício de todos. (escreva no Google: marca Porto)

É preciso olhar, fazer o diagnóstico e fazer terapia.

É preciso fazer do conglomerado de marcas que é uma região, uma região-marca consistente, enriquecida, lógica, forte e apelativa, com alvos definidos e objectivos mensurados.

Estar na moda e estar “in” precisa disto, precisa da Cultura. Dizer, promove a ideia em registo de “sound bite”, mas rende pouco…ou nada.

O vinho, o queijo, a castanha, o xisto, o porco, os monumentos, os fatos, os rios, o ensino, etc., precisam de estar relacionados, de ter uma cola comum que os engrandeça juntos, precisam de uma globalidade que permita dizer o que é.

Não é fácil. Não é instantâneo. Não consente ciumeiras patetas ou quintinhas de protagonismos pessoais.  

A chave da solução é a Cultura. É por aqui que passa o grande desafio de Oliveira do Hospital: desenvolver uma cultura de marca que se distinga pela sua identidade global, pela sua Cultura.

Para se dar este salto é preciso sair da caixa, ver mais longe, correr riscos, assumir resistências, chamar as pessoas a contribuir para esta construção.

Só assim o mundo vai conseguir ver o que é Oliveira do Hospital! E vir. E estar. E ser.

Com o poder nas mãos é este o legado que deve importar deixar. Haja cultura para isso.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, 13 de Novembro de 2015)

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publicado às 18:28

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Está tudo certo. Quase.

Não há nada de ilegal, de mal ou fatal na união das esquerdas.

Costa não é golpista, nem perigoso, tão só foi disruptivo, inovador e surpreendente... e tomou conta dos acontecimentos - aqui não se julgam carácteres.

É facto que a maioria parlamentar é de esquerda e é contra o governo da coligação de direita - e há outras coisas que os "pequenos" de esquerda também são contra, mas naquelas quintas há contras que são mais iguais do que outros.

E sendo assim o governo pode ser derrubado, cair.

E é bom para a democracia tudo se tornar claro: os de esquerda do lado esquerdo; os de direita do lado direito. De esquerda e de direita ao centro é contra-natura.

Está tudo certo. Quase.

E o Quase é o detalhe que permite e não invalida toda a estratégia de Costa, excepto governar, excepto ser primeiro-ministro.

O primeiro-ministro tem que ser do partido mais votado, não do partido "mais" derrotado.

E no derradeiro momento Cavaco pode rachar os acordos que sustentam o empurrão a Costa e ao PS para o poder, e não deixar.

Cavaco, sendo coerente com o que disse, não deve deixar Costa ser Primeiro sem primeiro ir a votos.

Até lá ficamos a Passos de gestão até às Portas das eleições.

E finalmente Cavaco é Presidente.

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publicado às 23:28

3 anos.

03.11.15

O blog ca$h resto z€ro assinala hoje 3 anos de vida.

blog3anos.jpg

 

ca$h resto z€ro é:

uma marca de opinião com assinatura,

um olhar sobre a política, a economia e as pessoas,

ver, ouvir, dizer, escrever, partilhar,

tudo por gosto, com gosto. Sem mais.

 

Tudo começou na rádio (Boa Nova - Oliveira do Hospital) em 2011...

...depois o jornal Folha do Centro,

...o blog em 2012,

...em 2013 o facebook,

...em 2014, um "record BEStial" de visitas e visualizações: 2292/2361 (terça-feira, 15 de Julho)

...e em 2015, uma nova rubrica no facebook, um Olhar, e mais um "record" de visualizações: 2580 (sábado, 15 de Agosto)

 

Obrigado.

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publicado às 10:58


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