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Vamos às compras? Sim, vamos. Em Junho ou em Julho?

image.jpgNo interior do continente vai abrir mais um supermercado Continente. Ao lado do Continente vai abrir um Pingo Doce.  É daqui a nada. E num nada de tempo, em Oliveira do Hospital, já vamos poder dizer como se diz em Lisboa e no Porto: fui ao Continente; fui ao Pingo Doce - quem diria?!

Agora sim, ir às compras é estar “in” e a terapia das tias locais já pode ser feita à porta de casa, em grande estilo. Já não falta o Pingo Doce para a festa ser total. Não, não, isto não é publicidade – era só o que faltava! – isto é realidade: é que isto de ir comprar aos “Irmãos” era fixe, mas ir ao ao Pingo Doce ou ao Continente é diferente.

Ai, ai os “Irmãos”! Mudaram o “modus vivendi” da cidade, eram um dos três melhores projectos de empreendedorismo de Oliveira do Hospital dos últimos vinte anos, mas agora vão "ser" o Pingo Doce com  o Continente à porta - grande Rui! 

E a “Cooperativa”. Ai, ai a "Cooperativa"! Continuará viva? 

Vamos às compras?

Nada vai ficar como dantes. Se existir mercado para todos, todos vão ter que encolher. Se não existir mercado para todos, de todos algum vai morrer. O mundo dos negócios é implacável.

Portugal é cada vez mais um país supermercado, um país de comerciantes, mas gera perplexidade ver abrir supermercados em regiões onde cada vez há menos gente, menos emprego e se gera menos riqueza… e falta “cash”.

Vamos às compras? Sim, vá.

 

(ler "Vamos às Compras?", 1ª edição, em ca$h resto z€ro, em 19 de Maio de 2015 )  

(publicado em radioboanova.com em 24 de Junho de 2015, um dia antes da abertura do "Continente Bom dia" em Oliveira do Hospital))     

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publicado às 16:19

Vamos lá repetir a pergunta e dar a resposta: quem quer ser Presidente do Futebol Clube Oliveira do Hospital (FCOH)?

- Ninguém.

Ninguém, qualificado e no seu perfeito juízo, pode querer ser Presidente do FCOH. Ou então existe alguma razão que até a própria razão desconhece!...E nós ignoramos.

Ser Presidente do FCOH é ser um eterno pedinte e contribuinte. É passar a vida a pedir dinheiro que é de todos, a pedir dinheiro a outros e a contribuir com o seu próprio dinheiro.

Os "assalariados" Presidente da Câmara, Presidente da Escola, Comandante dos Bombeiros fazem serviço público e recebem; o "lírico" do Presidente do Clube faz serviço público e não recebe, paga! O risco e o excessivo da comparação não retiram a bondade do essencial- não faz sentido.

Ainda há uns entendidos de café que falam em prestígio! Qual prestígio? Chegar ao final do mandato farto de pedir, farto de bater com o nariz em portas e menos rico ou mais pobre!? Tenham paciência.

E o mundo mudou. E muito.

Hoje vive-se sob as "ditaduras" da igualdade do género, das crianças, do consumo, do social, da moda, da diversão, da eterna juventude de sermos belos e magros e...falta tempo, falta mesmo tempo! Antes sobrava tempo e..."ia-se pró clube".

Hoje as empresas respiram um ambiente mais exigente, todos são medidos, tudo é medido, sobrevive-se com magros resultados e chega-se ao final do dia gasto, exausto: nem sobra energia para mais nada, nem na empresa sobra dinheiro para aplicar sem retorno.

Hoje os inquilinos das câmaras municipais já perceberam que o futebol e o desporto já não são o filão do voto de outrora- qualquer festa à borla com o Quim, o Tony e a TV rende mais votos. E o povo quer é festa e é o povo que vota.

Hoje a TV enche-nos os dias com o melhor futebol do mundo e de Portugal. Depois de assistir ao sábado à noite a um Barcelona – Real Madrid, no domingo à hora de almoço a um Chelsea – Manchester City e estar marcado para domingo à noite um Benfica – Sporting, quem é que gosta assim tanto de futebol para “no intervalo” ir ao estádio municipal ver o FCOH – Cernache?!

Hoje, embora tudo pareça mais fácil, de facto, é mais difícil. O nível de exigência cresceu, a pressão é maior, é tudo ao momento e instantâneo, e gerir um clube já não se compadece com boa vontade, voluntarismo e carolice. É preciso profissionalismo, é preciso conhecimento, é preciso capacidade de gestão.

Para boa vontade, voluntarismo e carolice temos as jogatanas no Inatel e as suas bem regadas jantaradas.

Por fim, temos o novo problema de quem habitualmente resolvia estes imbróglios: "o Clube dos Sempre os Mesmos" - há cada vez menos vontade e são cada vez menos, e qualquer dia, Ninguém.

O FCOH ou joga no campeonato do profissionalismo, ainda que o Presidente e a direcção possam não o ser, ou desce. Ou desaparece.

 

(publicado no Jornal Folha do Centro em 23 de Junho de 2015)

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publicado às 12:38

desTAPe-se II

14.06.15

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Não vamos começar a escrever "só neste país". Mas podíamos. Mas devíamos.

A TAP está, finalmente, vendida. Está?

Está? A quem?

A comunicação social passou a semana a pintar de Azul o novo dono brasileiro-americano da TAP: David Neeleman.

No primeiro dia do fim de semana um homem veio dizer ao mundo: "sou o patrão de que a TAP precisa". É português, é o Barraqueiro, Humberto Pedrosa. 

Bruxelas vai validar (acreditar ?) este consórcio maioritariamente luso-comunitário?

Está?

O PS, que não foi tido nem achado, sente-se mandatado para anular o negócio. Se quiser. Se (quando?) puder.

Está?

E se os bancos não aceitarem uma nova maturidade para a dívida?

Está? Se não está devia estar, vendida. Antes que seja tarde, demasiado tarde. 

O estado não existe para voar, e nem tão pouco sabe. Assim, não precisa de aviões para nada.

É a razão sem contemplações com a emoção. Mesmo que doa.    

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publicado às 22:40


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