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Livros

15.08.13

Verão a ler. 

...e Verão o país que temos. 

Nota 1: das sugestões que se seguem já foi  "consumido" o livro do Jornalista José Gomes Ferreira. É, talvez, o livro mais mal escrito e com mais gralhas que já teremos lido! No entano, estamos perante um daqueles casos em que a riqueza do conteúdo -incluindo a opinião- supera tudo o resto. Um trabalho corajoso e nada usual em Portugal. Obrigatório.

 

          

      

....e Verão as tendências dos desafios do amanhã que começou hoje.

 Nota 2: um livro honesto, aqui e acolá provocador, aqui e acolá assustador, sempre motivador.

 

...e Verão! Até Setembro.

 Nota 3: um livro que é o prazer de ler quem sabe escrever histórias de pessoas com (ou sem) vida.  

 

 

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publicado às 23:24

«Demo-dura» ou «Dita-cracia»

 

A interrogação mantém-se. E alarga-se.

São cada vez mais aqueles que se interrogam.

 

No dia 12 de Julho, José Miguel Júdice, no Jornal de Negócios, partilhava com o mundo uma nova terminologia, «Demo-dura» ou «Dita-cracia» que, para além da originalidade, sustentava de forma particularmente assertiva.

Júdice diz que «Houve pessoas que mandaram em Portugal, mas quase sempre em ditadura. Não samemos mandar em democracia. Não tivemos tempo de aprender e não escolhemos dirigentes capazes. Mandar em democracia é mais difícil.»

O advogado recorda que «Salazar...sobreviveu porque (a ditadura) é um regime que se adequa a uma sociedade arcaica. Toma conta e desresponsabiliza-nos. Podemos sempre dizer que a culpa é deles. Temos uma sociedade que gosta do autoriarismo. Somos impotentes como povo.(...)as sociedades arcaicas exploram o medo.(...)A coragem em Portugal é considerada uma coisa dos inúteis. O egoísmo é outra característica das sociedades arcaicas. As pessoas são manhosas, cautelosas, não confiam.»

«A liberdade é um valor a que os portugueses não dão muito valor. Não gostamos da liberdade, gostamos de anarquia.», diz Júdice que se junta aos que entendem que existe um conflito entre democracia e liberdade: «A democracia mata a liberdade, muitas vezes. E a liberdade muitas vezes não quer a democracia.(...)Historicamente vem do grande conflito entre Montesquieu e Rousseau. As origens de todos os totalitarismos, nazismo, o fascismo, o leninismo, estão no Rousseau. Toda a liberdade vem do Montesquieu.»

Júdice diz o que pensa: «Precisávamos de acabar com estes partidos. Era preciso haver um golpe...uma revolução...» 

 

No dia 3 de Agosto, Pedro Arroja, no Expresso Economia, defendia que «A proibição dos partidos será a primeira medida para restaurar Portugal. Mas, não a extinção da democracia que evoluirá para um modelo diferente. Como o nome indica, os partidos servem para partir a comunidade e são uma versão laica das seitas do protestantismo religioso. Em Portugal os partidos surgiram depois da revolução liberal de 1820 e lançaram logo o país numa guerra civil. A única fase de prosperidade económica, estabilidade e unidade nacional foi quando os partidos estiveram proibidos. Os partidos só causam ruína e miséria. Esta classe política que nos levou a o desastre não pode continuar, precisamos de pessoas novas. Os políticos vivem num mundo só deles e fora da realidade.»

O economista, gestor de fortunas que acredita em milagres e que diz que «a fé é o último acto da razão», defende como novo modelo algo baseado n´ «a eleição do Papa...O colégio representativo, com pessoas que se distinguem pelo mérito e sabedoria...tem democracia, sim, mas não votam todos...é uma elite seleccionada em função da idade do mérito, assente em homens maduros, homens de julgamento.»   

 

Democracia? Ditadura? Demo-dura ou Dita-cracia?

 

 

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publicado às 15:45

Ir a votos!

06.08.13

No último dia, na última tarde, na última hora, entregam-se as listas para as eleições autárquicas de Setembro de 2013.

Somos assim, nada a fazer. Lidamos mal com os prazos....

Deverão ser mais de mil candidatos, entre os quais poucas mulheres e cada vez mais aqueles que podemos designar como apartidários.

 

Duas notas:

 

- Louve-se a coragem em ser candidato. Em dar a cara, em dar o nome, em dar tempo e trabalho em prol da causa pública.

 

- Que sejam candidatos apenas e só porque acreditam no serviço público, em fazer algo em função do interesse colectivo e do bem comum e não de qualquer outro interesse.

 

Nota: Este domingo, dia 4 de Agosto, decorreu em Oliveira do Hospital, no âmbito da EXPOH 2013, a Festa das Comunidades da RDP Internacional em parceria com a Rádio Boa Nova (2ª edição da Festa do Ouvinte e do Emigrante) e colaboração da Camara Municipal de Oliveira do Hospital.

Foram mais de 12 horas de emissão em directo em que Oliveira do Hospital esteve "a contar-se" ao mundo. Parabéns a todos. 

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 5 de Agosto de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

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publicado às 13:26

A saga continua.

O título é de um texto aqui publicado em Agosto de 2011.

Começava assim:

«A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital até pode ter que fechar, mas, como se dizia antigamente em casa dos meus avós, é preciso ter maneiras!!

Como é possível tomar a decisão de fechar uma Escola numa reunião de Agosto, a poucos dias de realização de exames, de mais uma vaga de candidaturas e do início de um novo ano lectivo?»

A ESTGOH não fechou em 2011. Mas desde 2011 que vai fechando. A pouco-e-pouco, devagar, devagarinho.

Em Julho de 2013, outra vez pela calada dos corredores, foi decidido que o “melhor” curso da Escola, Administração e Marketing, é para acabar. 

Como é possível fazer “isto” a uma escola superior?

Outra vez incompetência? Incapacidade? Irresponsabilidade?

É difícil acreditar, mais uma vez, em tais possibilidades.

Quem assim procede tem formação superior, experiência, muitos contactos e muita tarimba na gestão académica, sabe o que faz, domina o «modus operandi» dos interesses, públicos e privados.         

E os alunos? E os colaboradores, incluindo corpo docente? E a comunidade? E a região? E o interesse público? E o interior?

Tudo e todos secundarizados, esquecidos. E tratados como idiotas, tendo em conta as contrapartidas, em forma de novos cursos, apresentadas!

Haja dignidade. Se a ESTGOH é para fechar, pois que feche.

De forma profissional e socialmente responsável. Desta forma, em lenta, dolorosa e humilhante agonia, NÃO.

Repete-se o apelo do verão de 2011: digam-nos a todos, sim a todos, quais são as razões, quais são as verdadeiras razões que justificam e/ou motivam o encerramento da Escola? Digam-nos, que nós queremos saber. E a seguir manda quem pode e obedece quem deve.

O que se está a fazer à ESTGOH é malvado, irritante e indigno.

Os Sacanas procedem assim.

E a crise não os mata, alimenta-os.

 

(publicado no jornal Folha do Centro, sexta-feira, 26 de Julho de 2013)

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publicado às 16:17


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