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CONVERSAS SEM FAMÍLIA

  

O discurso proferido em 3 de Maio (dois dias depois do “dia do Trabalhador”) pelo Primeiro Ministro (ia a dizer “Primeiro Ministro da Troika”) lembrou-me as “Conversas em Família” de Marcello Caetano, da minha mocidade. Não é que Passos Coelho tenha a estatura cultural do sucessor de Salazar. Logicamente que lhe fica muito atrás. Por isso Marcello tentava  — e fazia-o com mestria  —  encantar o povo com um raciocínio claro e uma forma coloquial, próprio de um excelente professor. Se me recordou as “Conversas em Família” (“Conversas sem Família”, como lhe chamo) é porque tentou, com o que chamamos uma “retórica de poder”, convencer os portugueses, a qualquer preço, de que não havia outra maneira de salvar Portugal do que o uso da sua receita, em prejuízo sobretudo dos funcionários públicos e pensionistas, e também de toda a economia e da generalidade da sociedade. E a maioria dos funcionários públicos e pensionistas lutaram mais pelo país, com o seu trabalho e a sua dedicação, do que o ministro durante a curta vida de gestor e a sua longa militância política na JSD e no PSD e, agora, no governo.

Marcello tentava convencer — e convencer-se — de que não havia outra saída para o Estado Corporativo, lutando contra o comunismo e contra o Estado demoliberal, e que havia que manter a guerra colonial a todo o custo, pressionado na sua última fase de vida política pelos ulta-salazaristas, à frente dos quais estava o Presidente da República, Américo Tomás, e com a aceitação tácita do ocidente europeu e americano. Não olhava o que se passava à sua volta, num país que, apesar dos seus “brandos costumes” (que nem sempre são brandos), já não acreditava em fórmulas do passado salazarista. E assim surgiu o 25 de Abril.

Passos Coelho tenta convencer — e convencer-se — de que luta ainda pelo país, que não o ouve e que dele discorda, emitindo discursos em que prega o despedimento, aumenta o número de horas de trabalho dos funcionários públicos e adia a idade da reforma, defende as taxas lançadas sobre os pensionistas, pensando mesmo acrescentá-las, através de processos ainda pouco claros, tão pouco claros e ilegítimos que o seu ministro Paulo Portas veio agora contrariá-lo. Segundo diz e dizem os seus companheiros desta triste  jornada, fá-lo para manter o Estado Social sustentado e os princípios da igualdade e da equidade, aproximando o “público” do “privado”, quando, numa lógica de Estado Social de Direito Democrático (não nos esqueçamos que Marcello Caetano usou também o termo “Estado Social”, no seu caso Estado Social de Direito Corporativo e Autoritário, para substituir o desgastado conceito de Estado Novo), deveria ser sempre o “público” a orientar o privado, pois sabemos que este, acima de tudo, procura, legitima ou ilegitimamente, o lucro. Os exemplos dos bancos e das grandes empresas, como até de algumas pequenas e médias empresas, como algumas escolas particulares, e a sua política de emprego, aí estão para o provar. Ou seja, como seria de esperar, tendo em conta as suas posições empiricamente formadas, quase sem uma nesga de cultura política consolidada, Passos aí está a tentar justificar o Estado neoliberal e de austeridade, com argumentos injustificáveis, agora apoiado também por um Presidente da República que sempre alinhou por essa ideologia, quando ela tinha a face de desenvolvimento e de consumismo, e que regressa das cinzas com o seu ar distante (distante do mundo e do país que devia representar), mas com a eficácia de um quase membro do executivo.

Já nada me admira neste mundo. Salazar dizia que tudo fazia pela Nação, que não estava agarrado ao governo (onde esteve 40 anos) e que… havia sempre um comboio para Coimbra ou para Santa Comba, para voltar a ser professor ou regressar à sua terra natal. Neste tempo, também se diz que tudo é feito por Portugal, mas já nem se fala do tal comboio, num tempo em que ele foi substituído pelo automóvel particular ou do Estado.

Não me admira que Passos Coelho não o diga e que se mantenha agarrado ao poder. Ele está, como outros no passado recente e outros no presente, a construir a sua carreira na Europa, ou mesmo no Mundo, e não em Portugal. Mas, francamente, admira-me que alguns ministros não o façam, sem dúvida sérios e cultos, com as suas profissões construídas, os quais, todavia, preferem sacrificar a sua vida de cidadãos livres, mantendo uma política de sacrifício dos seus ideais, por exemplo no domínio da saúde e da assistência social ou da educação e da cultura. Em troca de quê? Francamente, gostaria de saber.

Entretanto, vamos ouvindo estas novas “Conversas em Família” ou “Conversas sem Família”, agora através de entediantes discursos de quem pouco sabe mais do que política neoliberal, agora de austeridade, novas conversas que vão alimentando ou revoltando este país. O Portugal dos três FFF está outra vez reconhecível: Futebol (que faz esquecer a austeridade),  Fado (agora convertido em “património” e, felizmente, já com outro tom do que o simples “fado português”, com “destino marcado na palma da mão”), e Fátima (de vez em quando, para recordar que este povo sofredor pode ter algum apoio do além) e, agora, de um T, de Televisão (para entreter o Zé Povinho, com telenovelas, futebol, discursos e comentários políticos e outras formas de adormecer).

Gostaria de, finalmente, aclarar o meu sentimento crítico, com uma nota importante. Ao estabelecer uma comparação de aspectos desta democracia com o marcelismo salazarista, não estou a dizer — eu que sou historiador, embora fale aqui sobretudo na qualidade de cidadão — que o Estado hoje se compara com o “fascismo à portuguesa”. De modo algum. O que não receio dizer é que há muitas formas de democracia. A que procura conjugar democracia política e democracia social, mas também a mera democracia política com que o Capitalismo sempre viveu e alimentou, que prega a liberdade económica e a excelência do “privado”. Também há democracias com soberania e democracias dependentes de comunidades internacionais, como desta “Europa”, que, para mim, eurocrítico desde a primeira hora e defensor de uma Europa Cultural, sempre rebati, devido ao seu pecado original burocrático e economicista. E há também democracias políticas de maioria absoluta, que — como se tem provado — facilmente, em Portugal, se transformam em democracias autoritárias e anti-sociais.

Que democracia é esta? É óbvio: estamos numa democracia política capitalista e neoliberal, autoritária, e de dependência. Cavaco Silva, Passos Coelho e seus amigos são bem o seu símbolo. Por isso, se há que construir outra democracia há que lutar contra esta. Aqui e em todos os países da Europa, numa lógica de solidariedade, afinal própria daquela Europa que defendemos, a “Europa dos Cidadãos”.

Caso contrário, ainda nos cai em cima não “outro 25 de Abril” (como por aí dizem), mas “outro fascismo”, com outra forma. A “política” (como arte e não como cidadania) sempre soube usar o disfarce. E não nos esqueçamos que se está a celebrar, neste ano, meio século de O Príncipe, de Maquiavel.

 

Luís Reis Torgal

Cidadão democrata e professor catedrático aposentado da Universidade de Coimbra.

 

(Publicado no jornal Público, de 9 de Maio de 2013)

 

 


 

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publicado às 18:28

- Perto de si!

28.05.13

A Câmara de Oliveira do Hospital deverá avançar em breve com a criação de um posto de atendimento nas freguesias, que no caso das freguesias que vão ser agregadas, poderá substituir a própria Junta. A ideia foi deixada pelo presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino.

 

Inconformado com a lei que, a partir de setembro, deverá extinguir freguesias, Alexandrino não perdeu tempo a gizar um programa que na prática poderá substituir o “apoio” até agora prestado pelas Juntas. “Estamos a pensar colocar um posto de atendimento nas freguesias com uma pessoa permanente, o programa chama-se «Município perto de Si»:  não deixar as pessoas “desprotegidas”.

 

Partidarismos à parte, parece uma boa ideia e que pode fazer escola, dado que se tira partido em resolver um problema como oportunidade, isto é, em não deixar "as pessoas sós" neste processo de ajustamento das freguesias. 

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, terça-feira, 28 de Maio de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

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publicado às 23:20

"------------"

22.05.13

São tão bons a ser o pior, que o pior é que até parecem bons- são os convidados da política.

Tudo começa logo por aí, pela designação.

Não aceitam ser designados como nomeados, não, são convidados, e assim iniciam a construção de um «status» superior que constroem para si próprios, e que de tão bem feito, até eles acabam por acreditar: que são diferentes, superiores, escolhidos, por isso, convidados. Nem um foi eleito, o que para eles é virtude, não é defeito.

Na política do país do galo de Barcelos, há convidados para todos os tamanhos. Temos de tamanho nacional, regional e local.

Assumindo o risco da excessiva generalização, sublinhe-se que para falar destes convidados o tamanho não importa. São todos muito parecidos.

Diplomados, falam bem mas não muito, e não se lhe conhece nada feito, apenas sugerem, no registo do talvez sim, talvez não, talvez. Exibem uma trabalhada intelectualidade que resulta de saberem qualquer coisa sobre qualquer coisa que pouca gente sabe. O diploma não lhes serviu de muito, não exercem ou exercem em part-time. Muitos deles apresentam um tranquilo viver financeiro, que não brotou de nenhuma gota do seu suor, mas sim de pais generosos, sogros bondosos e casamentos cheios de amor ao bem estar.

Vivem da política, a fazer a sua política, sem se sujeitar ao que se sujeitam os políticos. Não são protagonistas da arte do possível, são o impossível em forma de arte. 

Habitualmente pacientes, nunca contundentes. Os mais hábeis na argumentação, quase todos, manifestam um certo ar sacrificado, preocupado, quase parecem lamentar que não haja mais gente como eles, mas do outro lado, dos que fazem.

Nunca assumem a liderança, nunca vão à frente nem atrás, vão no meio. Dizem que ajudam, que empurram…os outros! Gostam de aparecer nas fotos, quanto mais vezes tanto melhor, mas nunca como figura principal. Estão lá, mas não querem ser «o-lá-está  ele». Aparecem ao lado. Distantes. Mais ou menos.

Adoram as mesas de honra das conferências, dos colóquios, dos seminários, onde surgem como convidados por serem os titulares de um cargo para o qual também foram convidados. Enfim, são sempre convidados.

Quando falam usam muito a palavra trabalho para caracterizarem o que fazem, sempre em prol de resposta ás necessidades de outrem, que são os clássicos: os velhos, os novos, os desamparados da vida e, ultimamente, as empresas. Sim, as empresas!!!

Os convidados da política, investidos no cargo e desinvestidos de vergonha, dizem que trabalham para satisfazer as necessidades das empresas. Das empresas que nunca fizeram, que nunca tiveram, onde nunca trabalharam.

Não é o atrevimento da ignorância, é ser atrevido sem substância.

Não sabem o que é ser ou ter que reportar, não sabem o que é ter e ter que fazer o objectivo. Não fazem qualquer ideia do que é não vender, não ter dinheiro para pagar um salário ou ganhar mais ou menos salário conforme os resultados obtidos. Não sabem o que é ter clientes e sofrer por não receber, não terem crédito do banco nem banco que ajude…e ter impostos, muitos impostos, para pagar. Para lhes pagar. 

Filhos da mãe? Não é bem… o que me apetece escrever, lá em cima, no topo da coluna….  

 

(publicado no jornal Folha do Centro, quinta-feira, 16 de Maio de 2013 )

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publicado às 23:40

- Jovens!

21.05.13

 Os Jovens em festa!

 Num país que está velho...

 Num país que está a viver um presente triste...

 Num país em que é doloroso acreditar...

 Os Jovens em festa!

 Junte-se à festa.

 Não deixe que seja a festa deles, dos Jovens.

 Junte-se à festa.

 São os Jovens.

 São o futuro.

 São a esperança.

 Boa festa.

 

 

 (opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, terça-feira, 21de Maio de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

 

 

 

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publicado às 21:25

Duas belas canetas, esculpidas zelosamente pelo tempo, fazem magia a escrever sobre o que todos já disseram ou como dos seus olhos saem sábias e bem encadeadas palavras sobre o que se vê e como o sentem.

Ontem, Vasco Pulido valente, no Público, era sublime, assim:

 

«Foi preciso o acto destemido e original do sr. Presidente da República (decerto encorajado por sua mulher), desprezando a hierarquia do céu, para que Nossa Senhora, a intercessora máxima junto do Altíssimo, resolvesse conceder à Troika e ao governo a "inspiração" para se entenderem e ao CDS a humildade e a paciência para se pôr lado.

O dr. Cavaco, como devia, agradeceu em público esta divina benesse, que Portugal inteiro espera que não pare de se renovar. E, de caminho, o dr. Cavaco descobriu uma nova fonte de influência, que é hoje muito necessária. Dois dias depois, já invocava S. Jorge em prol da Pátria, apesar de esse S. Jorge, bispo de Alexandria, ser também o patrono da Inglaterra e um homem excessivamente zeloso que provocou uma guerra civil local. De qualquer maneira, demonstrada a incapacidade desta República laica e, se calhar, ateia para se governar, o acesso do dr. Cavaco ao Omnipotente é sem sempre de dúvida uma garantia de ventura e paz.»  

 

Ontem, Baptista-Bastos, no Jornal de Negócios (W), escrevia de forma simplesmente superior sobre «As simples coisas da vida», assim:

 

«Mas sabe-se: no futebol, como na política, e se se quiser, por extensão, na vida, nem sempre os melhores são os que ganham. O caso Português pode servir de exemplo. Nem a Senhora de Fátima nos livrou da maldição de Gutmann... (....) Segundo a abalizada opinião do casal Cavaco, deu um jeito santificado na avaliação da Troika. De resto, tem feito o que pode. Pode é pouco... (...) Não dá para rir. O País é o que é, e a mediocridade encontra sempre respaldo, quando o racional não encontra pela frente, como resposta, a razão das coisas. Não há bruxas, mas sucedem imprevistos, nascidos desta espécie de moral e desta classe de crença, que deixa alguns de nós completamente estupefactos.»

 

Dois pedaços de escrita para guardar, sobre a vidinha de um País em situação absolutamente desesperada, e que em tal estado nos dispenda de falar de Fado.

 

 

 

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publicado às 18:11

"É um comentário impróprio de um Presidente da República e um insulto à inteligência dos portugueses... mesmo dos que são crentes!"

Vitor Manuel Carola - Público - 15 de Maio de 2013

 

Este comentário, talvez o melhor dos milhares que foram feitos em tudo que é sítio, diz tudo, sem ser malcriado.

Ainda que por uma só vez, permito-me cair no verbo fácil do povo e desabafar: - O Presidente de Portugal não está bem!

A seguir à foto lê-se o que foi dito. Lê-se e não se acredita, nem quando o acreditar é uma questão de fé. 

 

 

 

O Presidente da República, Cavaco Silva, realçou os efeitos positivos da aprovação, por parte da troika,  da sétima avaliação do programa de ajustamento português.

“Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro: colocámos atrás das costas a sétima avaliação”, realçou Cavaco Silva. 

“Penso que foi uma inspiração da nossa Senhora de Fátima”, acrescentou.

 

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publicado às 23:56

Empresas

14.05.13

Empresas precisam-se.

 

É com empresas que vamos sair da crise que vivemos.

É com empresas que se pode combater a falta de emprego.

É com empresas que vamos voltar a crescer.

 

Podemos ambicionar empresas para Portugal.

Podemos ambicionar empresas para a nossa Região.

Podemos ambicionar empresas para a nossa Terra.

 

Seja qual for a ambição, a grandeza da mesma resulta do facto de querer ter empresas.

 

A primeira permissa para ter mais empresas é não deixar partir as empresas que já cá estão.

(A mudança dos «Queijos Lagos» de Oliveira do Hospital para Seia não é boa notícia...para Oliveira do Hospital)   

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 13 de Maio de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

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publicado às 22:30

4 fotografias.

11.05.13

4 fotografias.

 

Um banqueiro experimentado a dizer a crise que vivemos e a confessar que nunca tinha visto nada assim.

Mesmo lá ao alto, chega o medo.

 

Um anónimo que usa a «net» para dizer ao mundo que Portugal é o Titanic.

Vamos ao fundo?

 

Um actor/encenador a partilhar que aprendeu na guerra que a vida é para estar em dia.

Pois é. E as contas também!

 

Uma máquina fotográfica que torna eterno um abraço de amor, ainda que esmagado pela economia global.

Sim, é a última foto. E vê-se tudo.

Ver.   

"Eu já ando há muitos anos nesta atividade, passei por várias crises e nunca vi uma tão grave. Passei pelas nacionalizações, pelas crises do princípio dos anos 80 na América Latina, estava a residir no Brasil e assisti à falência de vários bancos, inclusivamente nos Estados Unidos. Passei pelas crises de 1987 e todas as que se seguiram até esta, que começou em meados de 2007, e nunca vi uma crise tão profunda, tão grande, tão destruidora de empregos e de riqueza."

Ricardo Salgado - Presidente do BES - Dinheiro Vivo/TSF - Sábabdo, 11 de Maio de 2013

 

"Portugal assemelha-se a um Titanic a naufragar, em que resta no salão de baile um conjunto de lunáticos a dançar a valsa da austeridade."

DNG (não identificado) - Público - Sexta, 10 de maio de 2013

 

"A vida tem que estar em dia, isso aprendi na guerra. Choca-me quando as pessoas acordam mal dispostas, é algo que devia ser proibido. Já vivi com uma pessoa que acordava sempre chateada, dava cabo de mim".

João Mota - Director Teatro Nscional D. maria II - Weekend - Jornal de Negócios - Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

 

A fotógrafa Taslima Akhter revelou um abraço de um homem e de uma mulher congelado pela derrocada do edifício Rana Plaza, no Bangladesh. A imagem ameaça tornar-se um ícone da luta contra as condições de trabalho no sector têxtil naquele país.

 

 

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publicado às 17:12

Emprego

06.05.13

Sempre se disse que a realização de um Homem se consumava ao plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho.

(escrevi homem com letra grande, o que significa que também podia ter escrito Mulher!...)

 

É, no entanto, no trabalho, ao ter trabalho, ao fazer trabalho, que o Homem se dignifica, se honra.

Ora, para ter trabalho é preciso que haja emprego.

 

A falta de emprego é, hoje, o drama de Portugal.

 

Choca, que dois altos responsáveis políticos, o primeiro-ministro Passos Coelho e o ministro Paulo Portas, falem ao país, na sexta-feira e ontem, respectivamente, e nada digam no que se refere ao emprego. Nada.

 

É que o Homem sem emprego, talvez não possa, talvez não consiga, plantar a árvore, escrever o livro, fazer o filho.

Nem pagar impostos.

 

 

(opinião emitida em ca$h resto z€ro/rádio, segunda-feira, 6 de Maio de 2013, em Rádio Boa Nova FM 100.2 e radioboanova.com )

 

 

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publicado às 23:26


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