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Amanhã, dia 23 de Abril, é o dia mundial do livro.

Hoje, aqui, é dia de pegar num livro. No dia antes do dia.

 

Ouvi falar nesta Senhora Escritora, Clarice Lispector, no «Livro do Dia» da TSF de Carlos Vaz Marques, quando da reedição do livro «Água Viva».

Era só mais um dos muitos, muitos, que a ignoravam em Portugal. Agora menos.

De «Água Viva» saltei para «Um Sopro de Vida (Pulsações)», livro de uma suprema originalidade, que nos incomoda, nos desafia, que nos puxa o tapete.

Ás vezes, aparece um livro, que nos faz um intervalo no consumo diário, e nos dá grandeza, ainda que por instantes - divinos instantes - para olhar...e ver! E o que sentimos melhora.

 

Algumas frases de um livro que está cheio de frases memoráveis:

 

«Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz.

...

O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é.

Hoje está um dia de nada.

...

Eu sou o ponto antes do zero e do ponto final.

...

Eu sempre fui e imediatamente não era mais.

...

O corpo é a sombra da minha alma.

...

É que os infelizes se compensam.

...

O tempo não existe.

...

Eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto.

...

Na eternidade não existe o tempo.

...

Hoje é hoje.

...

Mas há o hábito e o hábito anestesia.

...

Serei capaz de abandonar nobremente?

...

Tenho medo de escrever. É tão perigoso.»

 

 

No ano em que passam 35 anos sobre a morte de Clarice Lispector, a Fundação Gulbenkian apresenta a exposição A Hora da Estrela, integrada nas comemorações do Ano do Brasil em Portugal. Divulgar a obra de uma das mais destacadas vozes da literatura brasileira é um dos objetivos desta exposição que ocupará a Sala de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, entre 5 de abril e 23 de junho.

Com a curadoria de Julia Peregrino e Ferreira Gullar, a mostra já foi apresentada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, em Brasília e em Bogotá. Mais de 700 mil pessoas viram esta exposição que mostra textos, fac-símiles, fotografias, documentos pessoais, mas também recria ambientes e cenários que inspiravam a escritora.

Nascida na Ucrânia, em 1920, Clarice Lispector chegou ao Brasil com menos de dois anos. Antes de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1937, viveu em Alagoas e em Pernambuco. Passou muitos anos fora, acompanhando o marido diplomata, mas nunca se desligou do Brasil onde morreu em 1977. Perto do Coração Selvagem foi o primeiro dos seus 26 livros, hoje publicados em mais de 20 línguas."

 

Na semana passada foi editado o livro «A Descoberta do Mundo», crónicas da Escritora publicadas no Jornal do Brasil, numa edição da Relógio d´Água.

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